sexta-feira, maio 30, 2008

KARL MARX!

Na data de, 5 de maio de 1818 - há 190 anos - nascia em Tréveris, Alemanha (Renânia-Palatinado), Karl Heinrich Marx.
Abaixo, abertura do "18 Brumário" quando Marx analisa as revoluções de 1848 e 1951 na França e a ascensão de Luis Bonaparte, depois Napoleão III (foto abaixo). O titulo faz referencia a sua ascensão ao poder, após a revolução de 1848, primeiro por uma eleição direta para presidente com o advento da República, por descuido dos demais que não o levaram em conta (na época não havia pesquisas), e depois num golpe-plebiscito - como fizeram Napoleão, Hitler, Chávez... e querem fazer com o terceiro mandato de Lula.
"
Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa. E a mesma caricatura ocorre nas circunstâncias que acompanham a segunda edição do Dezoito Brumário! Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. E justamente quando parecem empenhados em revolucionar-se a si e às coisas, em criar algo que jamais existiu, precisamente nesses períodos de crise revolucionária, os homens conjuram ansiosamente em seu auxilio os espíritos do passado, tomando-lhes emprestado os nomes, os gritos de guerra e as roupagens, a fim de apresentar e nessa linguagem emprestada."

Gafes Jornalí­sticas!

Trabalhadô, ande sempre com a tabela no bolso

A tabela abaixo, que mostra o peso dos impostos sobre alguns produtos, foi retirada do site da ACLAME-Associação da Classe Média (www.aclame.com.br), onde está mais detalhada. Serve principalmente para aquelas pessoas com quem lidamos e não têm a menor noção de quanto sobraria do seu salário no final do mês, se não fossem tão roubadas, sem nem perceber.

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As notas de compras deveriam apresentar o preço do produto separado do valor dos impostos cobrados, para que as pessoas sofressem o impacto não apenas no bolso, mas na consciência. Como isto jamais será feito no nosso país - por motivos óbvios - os ignorantes, desavisados, precisam receber cópia da tabela acima com o título: QUANDO FOR AO SUPERMERCADO, NÃO DEIXE DE LEVAR A TABELA PARA SABER QUANTO VOCÊ PAGA A MAIS PELO QUE COME. **

Fonte aqui.*

David Coperfield...só faltava voar...Voou!!!

O NOVO DEFAULT: OU A DESVALORIZAÇÃO DA PALAVRA!

Trechos da coluna dominical de Mariano Grondona (foto) em La Nacion.

1. Com cinco meses da presidenta Kirchner se projeta sobre o país um novo default, mais sutil que o da divida seis anos atrás, mas igualmente grave porque não levou a desvalorização da moeda, mas a da palavra. Vários setores da sociedade deixam de crer no governo. Não é uma crise financeira, mas moral.

2. Os que abusam da boa fé do povo terminam isolados. A mentira só logra uma mesquinha vantagem em curto prazo, em troca de um terrível mal em longo prazo, cuja causa é a desvalorização da palavra. Algumas mentiras do primeiro governo permanecem.

3. Entendida como o veículo da verdade, a palavra, deixou de existir nas relações entre o governo e o setor rural. Esse contraste se acentua ao extremo quando falam os líderes rurais e os políticos. Enquanto os ruralistas saíam de uma reunião convencidos de que a palavra havia sido dada, para o governo a palavra empenhada era tão somente um astuto disfarce destinado a ocultar o seu objetivo: colocá-los de joelhos.

Comento:Aqui, do Mensalão ao dossiê, aos comícios do PAC... vale tudo!

Transparência da informação e democracia

Trechos de artigo do jornalista e professor da IE Universidade - Juan Luis Manfredi Sánchez (foto) no El País de 11/05.
Leitura imprescindível para Lula e seus ministros!

1. O meio não determina a mensagem, mas são as fontes e os conteúdos que determinam o nível de qualidade e de interesse público da informação. Por isso, o exercício do jornalismo consiste basicamente em fazer perguntas. Habitualmente, quem tem as respostas não quer responder, porque em seu controle radica o poder.

2. A concepção fechada da Administração Pública está longe das demandas de uma sociedade aberta e transparente, que exige dos Governos a explicação de suas atuações e o gasto envolvido. A democracia está baseada na informação, porque é o cidadão quem tem o direito de conhecer, de expressar-se e de estar em desacordo. O cidadão que conhece tem capacidade de juízo sobre os assuntos da esfera pública e forma uma opinião pública responsável.

3. A imprensa livre impulsiona o bom governo e é um fator determinante para a redução da corrupção. Por este motivo, conta com um marco legal que os permita exercer o direito fundamental à informação em suas três vertentes, que são as de investigar, de informar e de difundir. Em alguns países ao contrário, e como norma, toda a informação se considera reservada, se por acaso.

4. Chegou a hora de assumir o direito ao acesso, como uma prioridade no Congresso, porque a especulação urbanística, o financiamento dos partidos, a informação sobre as corporações municipais e a transparência na contratação de serviços e de obras públicas são questões urgentes e diretamente relacionadas com a transparência e o bom governo.

5. Sem estas ferramentas, a democracia está incompleta. A transparência é sinônimo de sociedade aberta e forte. A classe política teria de estar mais interessada em transmitir a informação aos cidadãos e em não temer a opinião pública. O que não atenta contra a segurança e a luta contra o terrorismo, o que não prejudica a averiguação de delitos e a proteção de dados pessoais, tem de ser, por definição, público e de livre acesso. Não deve ser um privilégio dos jornalistas, mas sim de todos, porque alimenta a condição cidadã e sustenta a democracia contemporânea. Chegou o momento de deixar de ser a exceção.

PAÍSES EMERGENTES ESTARÃO DENTRO DA CRISE! DILAPIDAÇÃO DA POUPANÇA NOS PAÍSES CENTRAIS TERÁ DESDOBRAMENTOS NO FUTURO!

Trechos de artigo de Felipe González (foto) no El País de 7 de maio.

1. Agora, a crise financeira internacional começou pelos países mais desenvolvidos, com uma dimensão e uma profundidade que ainda não podemos avaliar. Em particular, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Repercutiu no resto da Europa em diferentes graus e inevitavelmente atingiu nosso país, a Espanha.

2. De novo, mas em sentido contrário, se ouve dizer que os países emergentes, em particular os com maior êxito, não estão afetados por essa crise dos países centrais. Inclusive estão-se desviando operações para seus mercados de valores com considerável magnitude. E, novamente, como a dez anos, tendo a acreditar que a interdependência, e, assim, contágio, é uma característica inseparável da globalização da economia e do sistema financeiro no mundo. Por isso, os efeitos desta sacudida não vão permanecer nos mercados centrais, mas vão estender-se aos demais países.

3. Principiamos a constatar conseqüências globais em diversos aspectos da situação econômica. Por exemplo, as limitações ou proibições à exportação de alimentos para enfrentar o encarecimento de preços são perfeitamente compreensíveis, mas, temo que, salvo o efeito conjuntural ou aparente, agravarão a corrida dos preços, provocação operações especulativas e de acumulação.

4. No pano de fundo da nova realidade mundial, está-se produzindo uma enorme transferência de poupança dos países altamente desenvolvidos e com grande hábito de consumo para os países produtores de matérias primas – energéticas e outras, e aos emergentes, como a China, que estão poupando e acumulando capital. Assim, a dilapidação da poupança nesta crise financeira e os compromissos angustiantes de pagamento no futuro das grandes zonas desenvolvidas têm uma imagem espetacular nos excedentes de capital dos países petrolíferos ou de elevada poupança com altas taxas de crescimento.

Das coisas que eu gosto - Talento!

quinta-feira, maio 29, 2008

PRESIDENCIÁVEIS DE 2010 E DE 2014: FAÇAM SUAS APOSTAS!

1. Dez em cada dez economistas de renome afirmam que a combinação da valorização do real com a deterioração nos termos de troca do comércio exterior (projetam um déficit comercial de 10 bilhões de dólares em 2010, e nos próximos 12 meses um déficit em conta corrente no balanço de pagamentos de 20 bilhões de dólares), reverterá o quadro econômico. Mas não há consenso sobre a velocidade em que isso ocorrerá: se dentro do governo Lula ou depois, o que depende da velocidade de contaminação da crise internacional.

2. Se acontecer antes, até metade de 2010, o fato de Lula estar jogando tudo num auge de popularidade ainda antes da metade do segundo governo, produzirá um forte contraste e uma desmontagem de sua imagem no final do governo. Acontecendo isso Lula deixa de ser um nome forte para 2014. Mas se isso ocorrer muito no final de 2010, ou já em 2011, a bomba estoura no colo do próximo presidente e Lula volta consagrado em 2014.

3. Esta disjuntiva deixa nervosos os candidatáveis a presidente em 2010 e 2014. Para uma crise no atual governo, vela a pena Aécio e Eduardo Campos, por exemplo, esperarem por 2014. Mas se a crise ocorrer no próximo governo, Lula volta e a chance deles se perde.

4. Hoje não interessa a ninguém bem informado - nem ao Lula - o terceiro mandato ou mudança para cinco anos, em função daquela expectativa de desarrumação da conjuntura. Se Lula segura a crise até o final do governo, pode voltar em 2014 e pensar em repetir dois mandatos pelas mesmas razões do quatriênio 1999-2002 que o levaram ao governo. Mas se a crise estoura antes, abre-se um cenário de espera para governadores mais jovens como os citados. E que a bomba estoure no colo de outro.

5. Disse assim, num trecho, o editorial da FSP de 4 de maio: “A dívida externa de US$ 254 bilhões, responde, porém, apenas por uma parte do passivo externo da economia brasileira - ou seja, do conjunto de compromissos em moeda estrangeira. Este monta a US$ 885,2 bilhões, de acordo com o dado mais recente divulgado pelo BC, de setembro de 2007. O ativo externo (os investimentos de brasileiros no exterior, incluindo reservas internacionais) alcança US$ 342,1 bilhões. O resultado é um passivo externo líquido de US$ 543,1 bilhões.
Obter moeda estrangeira em escala e velocidade suficientes para arcar com essa posição externa negativa será crucial para evitar, no futuro, rupturas dramáticas como as que vivenciamos reiteradas vezes nas últimas décadas.
Isso requer atenção para o patamar da taxa de câmbio, bem como políticas agressivas de fomento às exportações.

6. Política é um jogo estratégico. Vence quem projeta melhor um cenário futuro incerto. Isso é que deixa hoje, os presidenciáveis de 2010 e 2014 - claro, os bem informados - nervosos e até estressados. Façam suas apostas.

COMO SE CRESCE EM POLÍTICA!

É verdade que precisam surgir as oportunidades. Mas elas estarão sempre presentes para quem as procura em política. Essa questão de carisma em política, não é bem assim. Carisma em política se adquire na prática política, na medida em que se vai desenvolvendo seu personagem político. Mas vamos tentar simplificar com uma pequena palavra: TIO!
TIO são três letras que significam: tecnologia, informação e ousadia. T de Tecnologia política subdivide-se em três partes. a) Referências teóricas e princípios, que mesmo sendo dinâmicos, pois o mundo não é estático, a cada momento devem ter a rigidez suficiente para que se atue politicamente com uma bússola. b) Pensar estrategicamente (projetar cenários) e agir taticamente, em base a esta visão estratégica. c) Capacidade de comunicar usando todo o aparato disponível - desde sua própria comunicação direta - até as técnicas e veículos disponíveis.

I de Informação. Não é repetitivo dizer que o poder passa pela informação. Mas num mundo informacional como o de hoje, os milhares de sinais que recebemos todos os dias, exigem a construção de filtros de forma a que as informações relevantes para a avaliação do momento e das tendências possam vir separadas, sejam elas sobre o ambiente onde se atua, o ambiente mais amplo, as novas idéias, e informações sobre os atores políticos convergentes ou divergentes.

O de Ousadia. Na política os espaços são construídos a partir das oportunidades. A disputa desses espaços ocorre primariamente entre os seus partidários, na busca de ascenso. E em seguida em relação a seus adversários. Como duas matérias não podem ocupar o mesmo espaço e em política - como tantos dizem - não há vácuo - a construção de espaços se dá por deslocamentos, ou seja, com disputas, deixando muitas vezes, mágoas e cicatrizes.

A formação de um político passa pelo aprimoramento destes três grandes vetores. Quanto mais eles ocorrerem simultaneamente, maior sinergia, mais sólida será a formação e mais rápido o ascenso.

LULA SE ESCONDE DOS PROBLEMAS!

Enquanto Bachelet - a presidente do Chile - foi pessoalmente a área de erupção do vulcão onde a população está sendo transferida. Aqui, ciclone no sul, mortes no Solimões ...e Lula longe de tudo, passeando para cá e para lá. O Brasil não tem comando, tem um turista eleitoral. Está entregue a sorte da economia internacional.

O mundo "mágico" da publicidade!

quarta-feira, maio 28, 2008

terça-feira, maio 27, 2008

Transparência zero

A operação para abafar a crise do dossiê foi a mais ostensiva demonstração desencadeada pelo Governo Federal para encobrir um fato criminoso. A "demissão" do secretário de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República fez parte de um itinerário traçado, em detalhes, para blindar os integrantes dos primeiros escalões governamentais sediados no Palácio do Planalto. Até mesmo o recurso de impetrar habeas corpus preventivo junto à Suprema Corte foi acionado, a exemplo do expediente utilizado pelos réus denunciados àquela Corte pelo Procurador Geral da República.
Essa postura ratifica a compulsão do atual Governo em escamotear a verdade e passar à opinião pública a imagem de vestais surpreendidas por atitudes isoladas e sem participação da cadeia de comando. Com total desfaçatez são adaptadas versões que se contradizem a cada gesto num emaranhado de justificativas e motivações que insistem em subestimar a inteligência da população brasileira.

Depois de idas e vindas numa seqüência de ações burlescas para encobrir a verdade, imaginam os ‘estrategistas da hora' que será possível emplacar o derradeiro embuste: o José Aparecido (cria do ex-ministro da Casa Civil), instado pelo ex-chefe e, com ciúmes da notoriedade conquista pela sua sucessora - advinda da maternidade de um plano ficcional de aceleração propagandística -, enviou o dossiê para o correio eletrônico funcional de um funcionário de carreira do Senado, lotado no meu gabinete parlamentar.

Nesse enredo pouco crível são lançadas as pedras finais sobre a elaboração da peça criminosa. Da negativa inicial da feitura do dossiê até as últimas encenações e orquestrações desafinadas, apenas a figura do impávido Aparecido permanece na linha de tiro, sem, contudo, deixar de contar em todos os momentos do anteparo sutil oferecido por diferentes expoentes do Governo.

Não nos surpreende tantos ardis e maquinações em série. Assistimos recentemente o Presidente da República assinar duas Medidas Provisórias criando despesas e divulgá-las em edição extra do Diário Oficial, 24 horas depois de a Suprema Corte do País ter decido que medidas provisórias direcionadas à liberação de créditos extraordinários devem ser restringir ao que determina o artigo 62 da Lei Maior: atendimento de despesas imprevisíveis e urgentes.

Numa outra frente do estoque inesgotável de estratagemas lançados na praça, articula-se a criação de um novo imposto para o setor de saúde. Os saudosistas da extinta CPMF se movimentam em todos os espaços do Parlamento tentando viabilizar a estapafúrdia "idéia".

O Brasil não se esfacelou após o fim da CPMF, como apregoavam os arautos do fim do mundo encastelados em diferentes endereços da Esplanada dos Ministérios em Brasília. Pelo contrário, mesmo após a queda da contribuição, o Governo elevou gastos públicos de caráter permanente, sem pestanejar. As previsões e anúncios de crescimento exponencial da arrecadação estimularam a gastança em marcha. Os cálculos de especialistas dimensionam que, se a taxa de expansão for mantida até dezembro próximo, a receita alcançará o patamar de R$ 600 bilhões, já computados os repasses obrigatórios para Estados e municípios.

Não há transparência na ação do Governo. Os factóides proliferam sob o patrocínio oficial. A verdade e a ética são solapadas sem qualquer pudor. Por fim, no depoimento prestado à CMPI dos Cartões Corporativos, o ex-secretário de Controle Interno não respondeu aos questionamentos sobre quem determinou a elaboração do dossiê e reforçou as suspeitas que pairam sobre o comando da Casa Civil.

O depoente José Aparecido tergiversou, mas seu silêncio providencial revelou a estratégia do Governo para proteger a ministra Dilma Roussef e sua alterna. A revelação bombástica de que liturgias internas da Casa Civil dispensam a observância de procedimentos formais da administração pública confirma que os ofícios e sacramentos professados pelo atual Governo alijam a verdade e a ética.

Senador Alvaro Dias - 2º Vice Presidente do Senado, vice-líder do PSDB

quinta-feira, maio 22, 2008

UM ESPETÁCULO !

MOMIX é uma companhia canadense de dançarinos-ilusionistas, conhecida internacionalmente pela apresentação de trabalhos de extrema beleza física e inventividade. Por 25 anos, MOMIX é celebrada por sua habilidade em criar um mundo surrealístico usando luzes, sombras, humor, música e... o corpo humano.
A música se chama 'Il migliori anni della nostra vita', cantada por Renato Zero.

sexta-feira, maio 16, 2008

Desatinos e desacertos

"Quando a suspeita germina na alma, o menor incidente assume um aspecto decisivo."
Machado de Assis

A cada lance em torno do dossiê sobre gastos da Presidência da República na gestão Fernando Henrique Cardoso, diferentes instâncias do Governo Federal reforçam o inverossímil numa cadeia de emplastros improvisados.
As autoridades integrantes do 1º escalão defenderam, desde o primeiro momento, teses surreais para negar a elaboração de uma peça criminosa nas dependências do Palácio do Planalto.
O itinerário percorrido até o momento demonstra que o Governo do Presidente Lula está disposto a chegar ao paroxismo da contradição para preservar quem ordenou a elaboração do dossiê. Nem mesmo a revelação de que um funcionário da Casa Civil foi o responsável pelo envio do malfadado dossiê para um servidor de carreira do Senado lotado no meu gabinete arrefeceu a sanha governista em patrocinar versões malbaratadas nos bastidores palacianos.
Na última ‘tacada' difundiu-se a mais nova versão do rosário do "fica o dito pelo não-dito", qual seja, o vazamento ocorreu por um "descuido", não houve dolo. Provavelmente, o culpado será o modelo de teclado do computador da Casa Civil, sensível ao menor toque.
Desenha-se no horizonte antiético um final de enredo com material já bastante conhecido do país: tudo não passou de uma ação de aloprados de escalões inferiores. Na lógica pré-fabricada, penalizados devem ser os coadjuvantes; os cardeais do governo são intocáveis. Aceitam punir membros do baixo clero. A elite governamental deve permanecer incólume.
A propósito, o cotidiano do Governo foi marcado por uma sucessão de escândalos que, invariavelmente, foram desmentidos por versões que se atualizaram no movimento dos ponteiros de um relógio de precisão suíça. A seqüência de escândalos que assolaram o país findou por defenestrar as principais figuras da administração do presidente Lula.
Não identifico talento gerencial nem reconheço a competência como traço marcante dos atuais gestores governamentais. Os desatinados não possuem amor pátrio que os vincule aos interesses maiores da nação. Infelizmente, ‘eles' mobiliam diversos escalões da administração do Presidente Lula. Os desacertos da gestão em curso são cometidos em série. A ausência de planejamento e articulação é uma das marcas indeléveis do atual governo. A superposição de ações de uma esplanada de tantos ministérios exibe uma das facetas da claudicante performance gerencial.
O rol de promessas que antecederam a chegada ao poder do governo petista caiu no esquecimento em meio aos embates conjunturais. Assistimos finalmente ao lançamento da tão prometida política industrial. Lançada com pompa e circunstância, bem ao estilo pirotécnico em voga, sob a alcunha de "Plano de Desenvolvimento Produtivo", traduz um amontoado de medidas fiscais direcionado a setores específicos, associado a uma pequena redução nos juros do BNDES e a uma boa dose de marketing. As medidas pontuais anunciadas foram acopladas aos orçamentos estatais preexistentes, o portento que não poderia faltar.
Estamos vivendo uma era na qual o estoque de diatribes palacianas parece inesgotável. Em tempo: na bacia das almas nem mesmo Joseph Goebbels, ministro da Informação e Propaganda do Reich, foi capaz de escamotear a verdade.
Senador Alvaro Dias - 2º Vice Presidente do Senado, vice-líder do PSDB

PAC-ENGARRAFAMENTO! EM 2008 SERÃO 2.811.000 VEÍCULOS LEVES!

Cláudio de Souza - Editor de UOL Carros
Para onde quer que se olhe há crescimento na indústria automotiva brasileira em abril, de acordo com dados da Fenabrave. As vendas combinadas de automóveis e comerciais leves (picapes, SUVs etc.), por exemplo, subiram 46,39% em abril passado na comparação com o mesmo mês de 2007 (248.945 unidades, contra 170.061 em 2007). O aumento nos emplacamentos, segundo a Fenabrave, foi de 29,93%. A entidade já projeta para o ano um total de 5.063.421 veículos vendidos em todo o Brasil.
Considerando somente automóveis e comerciais leves, o total pode chegar a 2.811.159. No ano passado, foi de 2.358.709, já um recorde histórico da indústria. O crescimento, agora, seria de cerca de 20% -- mais ou menos quatro vezes a performance que se espera do PIB.

O ARQUIVO DE CHARLES DARWIN!

Le Monde
A Universidade de Cambridge, depositária dos arquivos de Charles Darwin após a sua morte, em 1882 - trata-se do mais vasto acervo reunindo documentos originais consagrados à sua teoria da evolução -, acaba de colocá-lo em linha, no site Darwin-online.org.uk., na proximidade dos duzentos anos do seu nascimento - 12 de fevereiro de 1 809.

NUNCA É DEMAIS LEMBRAR CHURCHILL, ATUALÍSSIMO, NO CASO!

Os americanos (governos) sempre fazem as coisas certas... depois de esgotarem todas as demais possibilidades."

O CASO BNDES ENVOLVE TAMBÉM O PT E O PAC! PF ESTÁ INIBIDA EM INVESTIGAR PARA DENTRO!

1. Atores a serem investigados. a) Élvio Lima Gaspar (foto) - atual diretor da Área Social do BNDES. Foi secretário no - digamos "produtivo" governo de Benedita da Silva. Depois secretário executivo do ministério do planejamento. Do grupo Bittar-José Dirceu.

2. Ricardo Henriques (foto). Secretário executivo do "produtivo" ministério de Benedita da Silva. É Assessor Especial da presidência do BNDES para "cuidar" dos projetos sociais de interesse do PT, segundo funcionários de carreira do BNDES. Antes foi envolvido em casos pouco esclarecidos que tratavam de fraudes na UFF e no sistema CAPES/CNPQ, este transformado em processo.

3. Em 5 de dezembro de 2007, o site do BNDES informava:

BNDES assina contrato de R$ 124 milhões para urbanização e saneamento em
Praia Grande (SP)
O diretor de Inclusão Social e Crédito do BNDES, Élvio Gaspar, assinou nesta quarta-feira, 5, com o prefeito Alberto Mourão, do município de Praia Grande, na Baixada Santista, contrato no valor de R$ 124 milhões. O crédito destinado a obras de saneamento e urbanização foi aprovado no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC - Urbanização). A cerimônia foi realizada no auditório ao lado do Paço Municipal. Os recursos financiados pelo BNDES se enquadram na linha de apoio aos Projetos Multisetoriais Integrados Urbanos (PMI). O PMI foi criado pelo Banco a fim de que as ações não se restrinjam apenas à melhoria das condições de habitabilidade nas áreas de baixa renda.

4. No mesmo momento o Jornal Baixada Santista informava. Leia nas entrelinhas o que quer dizer "capacidade de superar as dificuldades burocráticas". Agora se sabe.

Élvio Gaspar explica a razão de Praia Grande ser a primeira.
Financiamento - De acordo com o diretor da área de Inclusão Social e Crédito do BNDES, Élvio Lima Gaspar, Praia Grande foi a primeira Cidade porque apresentou projetos coerentes e mostrou organização.* "A organização da Prefeitura, o empenho do prefeito e a capacidade de superar as dificuldades burocráticas foram definitivos para que o Município saísse na frente".

quinta-feira, maio 15, 2008

REFORÇANDO O TIME

LUTA ARMADA
O presidente Lula, depois de algumas idas e vindas, acabou optando por Carlos Minc para ocupar a vaga de Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente. Lula, como é sabido, sempre manifestou gosto em ter por perto militantes que foram presos no período da ditadura militar. No caso de Carlos Minc, que atuou ativamente na luta armada, não é diferente.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
Como a imprensa aberta, não se sabe porque, não fez questão de divulgar o correto Currículo do novo ministro, aí vão algumas informações que julgo importantes para que os leitores e assinantes do Ponto Crítico saibam quem é o novo ministro do Meio Ambiente.
CURRÍCULO
Carlos Minc, como pode ser constatado pelo site: www.averdadesufocada.com, nasceu no Rio em 1951. Foi líder estudantil e chegou a ser preso durante a ditadura em 1969. Com a repressão, foi para o exílio na Europa. Em 1979, retornou ao Brasil, beneficiado pela Lei da Anistia.
FOLHA CORRIDA
Minc, para quem não sabe, era o Camarada de armas da ministra Dilma Roussef. Atuou no Comando de Libertação Nacional – COLINA-, onde participou, juntamente com outros militantes, do assalto ao Banco Andrade Arnaud, na rua Visconde da Gávea, 92, no RJ, de onde foram roubados cerca de 45 milhões de cruzeiros. Na ocasião foi assassinado o comerciante Manoel da Silva Dutra.
VAR-PALMARES
Posteriormente, com a fusão do COLINA com a Vanguarda Popular Revolucionária - VPR-, o novo grupo passou a chamar-se Vanguarda Armada-Palmares – VAR-Palmares. A VAR-Palmares foi uma das responsáveis, entre outros crimes, pelos assassinatos do marinheiro inglês David A. Cuthberg e do delegado de Polícia Octávio Gonçalves Moreira Júnior.
GRANDE AÇÃO (1)
Com a finalidade de solidificar a fusão da VPR com o Colina e obter recursos para o novo grupo que surgia, a VAR-Palmares, foi planejado o roubo de um cofre da residência de Ana Capriglione Benchimol, em Santa Teresa, Rio de Janeiro.
Na tarde de 18 de julho de 1969, 13 militantes da VAR-Palmares, entre eles, Carlos Minc Baumfeld, disfarçados de policiais e comandados por Juarez Guimarães de Brito, invadiram o casarão de Anna Benchimol Capriglione, com o pretexto de busca de - documentos subversivos -. Após confinarem os presentes numa dependência do térreo da casa, um grupo subiu ao 2º andar e levou, com a ajuda de cordas lançadas pela janela, o cofre de 200 kg, que foi colocado numa Rural Willys.
GRANDE AÇÃO (2)
Em menos de trinta minutos consumava-se o maior assalto da subversão no Brasil. Levado para um aparelho localizado próximo da Taquara, Jacarepaguá, o cofre foi aberto, e os assaltantes puderam ver , maravilhados, milhares de cédulas verdes. Ao final, os dois milhões, oitocentos mil e sessenta e quatro dólares atestavam o sucesso da Grande Ação.
O destino desses dólares é discutido até hoje. Fala-se em compra de armas, distribuição entre as regionais da VAR-Palmares, pequenas cotas aos militantes. Que tal?
Fonte: PONTOCRÍTICO.COM

Das coisas que eu gosto - A arte e a maestria de PELÉ!

O GENIAL CHAPLIN

quarta-feira, maio 14, 2008

AAAhhh! Esses militares!!!!!

Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 1500 e o Brasil descobriu a agricultura em 2000. Durante 500 anos a agricultura foi o rebotalho nacional. Entrava no jogo do poder de sobremesa. Mesmo quando o café era o centro da economia nacional, a agricultura não passava de uma moeda de exportação.
Agora, de repente, a agricultura virou a salvação da lavoura. A indústria emperra, cresce a índices medíocres e ela dispara, comandando as exportações. Só que os neobobos de sempre pensam que aconteceu por acaso, de milagre.
Ainda esta semana, na "Veja", o pomposo Roberto Pompeu de Toledo pergunta "Por onde andará Alysson Paulinelli (foto acima), que há 30 anos a revista `Time' elencou entre 150 futuros líderes mundiais" (dois brasileiros, ele e Célio Borja).
Esta é uma história que os felpudos sobrenomes quatrocentões de Toledo não lhe deixam saber. Paulinelli é o pai da nova agricultura brasileira. O que está aí nas manchetes, nas estradas, nos portos, nas gordas estatísticas do comércio externo nasceu há 30 anos de uma visão revolucionária dele.
Em 73, no governo Médici, o ministro da Agricultura, Cirne Lima, do Rio Grande do Sul, criou a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agrícolas). Mas ficou no papel. Cirne Lima brigou com Delfim, saiu, entrou o pernambucano Moura Cavalcanti. A Embrapa continuou uma idéia no papel.
Chega Geisel em 74, manda chamar para conversar o jovem secretário da Agricultura de Minas, Alysson Paulinelli, saído das salas de aula e da direção da Universidade Agrícola de Lavras, e diz a Geisel o óbvio: a agricultura brasileira só sairia da mesmice de 5 séculos de extrativismo se sofresse uma revolução tecnológica.
Geisel o convidou para ministro:
- Vamos fazer.
Paulinelli chamou o presidente da adormecida Embrapa, Irineu Cabral, e o diretor de Recursos Humanos, Eliseu Alves, e estabeleceram o rumo:
- Não queremos cientistas para resolver problemas da ciência, mas para resolver os problemas da produção.
Pegaram uma verba de US$ 200 milhões e escolheram, nas melhores universidades brasileiras, 1.600 recém-formados e os mandaram para fazer mestrado ou doutorado nas melhores universidades agrícolas do mundo: Califórnia, França, Espanha, Índia, Japão, etc. Estava plantada a semente da maior revolução já feita na agricultura da América Latina.
Eliseu Alves, logo o Eliseu Alves, que havia chegado dos Estados Unidos como uma referência mundial como cientista e como gestor de ciência e tecnologia, assumiu a presidência da Embrapa e implantou linhas avançadas de trabalho:
1 - Criou 14 Centros de Pesquisas, em 14 regiões do País, para pesquisar 14 produtos (exceção do café, que tinha o IBC, e do cacau, que tinha a Ceplac): soja em Londrina, no Paraná; mandioca e fruticultura em Cruz das Almas, na Bahia; milho e sorgo em Sete Lagoas, Minas; vinho em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul; feijão e arroz em Goiânia; gado de leite em Juiz de Fora; gado de corte em Campo Grande; seringueira em Manaus.
2 - Criou quatro Centros de Recursos Genéticos para o cerrado, em Brasília.
Não foi milagre. Trinta anos depois, o investimento da Embrapa em aprendizado externo e pesquisas internas explodiu a agricultura brasileira. Não foi milagre, foi competência, visão correta da ciência e do País. Paulinelli voltou para Minas, seus estudos, suas aulas, suas assessorias. Eliseu Alves está em Brasília, com seus estudos, suas pesquisas, suas consultorias, ainda hoje o grande guru da agricultura brasileira.
AAAhhh! Esses militares!!!!!

O Brasil nunca pertenceu aos índios

Por Sandra Cavalcanti
Quem quiser se escandalizar, que se escandalize. Quero proclamar, do fundo da alma, que sinto muito orgulho de ser brasileira. Não posso aceitar a tese de que nada tenho a comemorar nestes quinhentos anos. Não agüento mais a impostura dessas suspeitíssimas ONGs estrangeiras, dessa ala atrasada da CNBB e dessas derrotadas lideranças nacional-socialistas que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial.
Para começo de conversa, o mundo, naquela manhã de 22 de abril de 1500, era completamente outro. Quando a poderosa esquadra do almirante português ancorou naquele imenso território, encontrou silvícolas em plena idade da pedra lascada. Nenhum deles tinha noção de nação ou país. Não existia o Brasil.
Os atuais compêndios de história do Brasil informam, sem muita base, que a população indígena andava por volta de cinco milhões. No correr dos anos seguintes, segundo os documentos que foram conservados, foram identificadas mais de duzentos e cinqüenta tribos diferentes. Falando mais de 190 línguas diferentes. Não eram dialetos de uma mesma língua. Eram idiomas próprios, que impediam as tribos de se entenderem entre si. Portanto, Cabral não conquistou um país. Cabral não invadiu uma nação. Cabral apenas descobriu um pedaço novo do planeta Terra e, em nome do rei, dele tomou posse.
O vocabulário dos atuais compêndios não usa a palavra tribo. Eles adotam a denominação implantada por dezenas de ONGs que se espalham pela Amazônia, sustentadas misteriosamente por países europeus. Só se fala em nações indígenas.
Existe uma intenção solerte e venenosas por trás disso. Segundo alguns integrantes dessas ONGs, ligados à ONU, essas nações deveriam ter assento nas assembléias mundiais, de forma independente. Dá para entender, não? É o olho na nossa Amazônia. Se o Brasil aceitar a idéia de que, dentro dele, existem outras nações, lá se foi a nossa unidade.
Nos debates da Constituinte de 88, eles bem que tentaram, de forma ardilosa, fazer a troca das palavras. Mas ninguém estava dormindo de touca e a Carta Magna ficou com a palavra tribo. Nação, só a brasileira.
De repente, os festejos dos 500 anos do Descobrimento viraram um pedido de desculpas aos índios. Viraram um ato de guerra. Viraram a invasão de um país. Viraram a conquista de uma nação. Viraram a perda de uma grande civilização.
De repente, somos todos levados a ficar constrangidos. Coitadinhos dos índios! Que maldade! Que absurdo, esse negócio de sair pelos mares, descobrindo novas terras e novas gentes. Pela visão da CNBB, da CUT, do MST, dos nacional-socialistas e das ONGs européias, naquela tarde radiosa de abril teve início uma verdadeira catástrofe.
Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui. Teve e audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos. Teve a audácia de ensinar a cantar e a escrever.
Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar. Mais tarde, vieram os negros. Depois, levas e levas de europeus e orientais. Graças a eles somos hoje uma nação grande, livre, alegre, aberta para o mundo, paraíso da mestiçagem. Ninguém, em nosso país pode sofrer discriminação por motivo de raça ou credo.
Portanto, vamos parar com essa paranóia de discriminar em favor dos índios. Para o Brasil, o índio é tão brasileiro quanto o negro, o mulato, o branco e o amarelo. Nas nossas veias correm todos esses sangues. Não somos uma nação indígena. Somos a nação brasileira.
Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até COBRAM pedágio para estradas que passam em suas magníficas reservas.
De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitos do que deveres, isso tem que acabar.
O Brasil é nosso. Não é dos índios. Nunca foi.

FALAM BERNANKE E MEIRELLES

A crise existe e continua, mas não fugiu aos controles e tende a ser mais curta do que já se imaginara. É o que pensam Ben Bernanke, do Fed, e Henrique Meirelles, do BC, sem afastar, porém, a eventualidade de mais medidas de correção de rumos. Lá e cá.
A liquidez dos mercados financeiros está se ampliando e a situação já melhora, efeito de ações recentes do Federal Reserve, segundo o presidente do próprio Fed, Ben Bernanke, para quem, entretanto, as condições no mercado "estão longe da situação normal". Por isso, o Fed poderá ser obrigado a ampliar mais o tamanho dos leilões de liquidez.

Para Bernanke, o bom funcionamento dos mercados financeiros é uma conexão essencial na transmissão da política monetária para a economia e crítico para o crescimento econômico e estabilidade.
Aqui no Brasil, prestando contas ao Senado, Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, afirmou que o atual ciclo de alta na taxa de juros será curto, ou, pelo menos, com efeitos diversos, sobre a economia brasileira, que nas outras ocasiões em que ocorreram ciclos de elevação de juros (2001, 2002 e 2004).
"Hoje, a economia brasileira, mais estabilizada, faz com que esse ciclo tenha outra amplitude, indicando uma escala menor e também um patamar menor", comentou, adiantando que "estamos caminhando para a normalidade".

Meirelles apresentou as ações e contras trimestrais do banco à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e, à semelhança do seu colega americano, advertiu ser "importante que o BC tome medidas a tempo e a hora, olhando à frente, para continuarmos o crescimento econômico", contendo o ritmo de inflação, já que "a demanda doméstica está crescendo muito bem."

terça-feira, maio 13, 2008

GRAU DE INVESTIMENTO!

A agência de classificação de risco - Standard&Poor`s - S&P - classifica os países e empresas numa hierarquia de risco. Os níveis são: AAA (onde estão os EUA, por exemplo), AA+, AA, AA- , A+ , A , A- , BBB+ , BBB , BBB- . Este é o ultimo nível do que chamam de "grau de investimento". Depois vêm as classificações BB+, BB, BB-, B+, B, B- (Equador), CCC+ (Líbano), CCC, CCC-, CC, C, D, que é o calote.
O Brasil estava no nível BB+, o nível de fronteira, e agora passa a BBB- o nível mais baixo dos países que são classificados como baixo risco para investimentos. Na América Latina o Chile tem nível A+, e o México BBB+, ambos acima do Brasil já há alguns anos. A Colômbia tem o nível BB+ o primeiro antes do "grau de investimento”, onde estava o Brasil junto. A China é A, Rússia BBB+ e a Índia BBB-. A Argentina B+.

É verdade que essas classificações não são de certeza absoluta. Basta lembrar que várias instituições financeiras que estavam na hierarquia superior desta classificação da S&P, sucumbiram - e ainda sucumbem - na crise das "sub-primes”, quando as classificadoras de risco foram duramente criticadas por suas imprevisões.

O PODER DOS PELEGOS: QUEM PAGA É O POVO!

O governo federal deu reajustes para a gasolina e para o óleo diesel. No caso da gasolina descontou na CIDE para não chegar ao consumidor. A classe média agradece. Mas muito mais que isso agradecem as montadoras e os seus pelegos que querem manter o patamar irracional de produção de veículos de passeio.
Enquanto isso o óleo diesel - que não será compensado na CIDE - afeta o transporte público e o transporte de mercadorias por caminhão. Ou seja, afeta o bolso do Povo. Uma inversão de valores. Uma inversão social. Vai ficar por isso mesmo?

SUGESTÃO PARA ASSISTIR: "NANKING!"

Filme/documentário de Bill Guttentag e Dan Sturman sobre a invasão massacre do Japão a China - Nanking - de agosto a dezembro de 1937. Vencedor do Sundance Film Festival de 2007. Considerado um dos 10 melhores filmes de 2007 por Jeffrey Lyons critico da NBC. O filme é encontrado em algumas vídeo-locadoras legendado em espanhol.
Imperdível. Impactante. Minha opinião: o melhor filme/documentário desde 2006.

PATRIMÔNIO CULTURAL... TEM EFEITO ALUCINÓGENO!

Bem, pelo menos disso dizem que o ministro conhece e muito bem.

Folha Online
Gil envia ao Iphan pedido para reconhecer ayahuasca como patrimônio cultural
O ministro da Cultura, Gilberto Gil, vai encaminhar ao Iphan um pedido de reconhecimento do uso do chá ayahuasca em rituais religiosos como patrimônio imaterial da cultura brasileira. A bebida é produzida a partir da fervura de duas plantas nativas da floresta amazônica -- um cipó e folhas de um arbusto -- que têm efeito alucinógeno. No encontro, Gil destacou que as religiões que utilizam o chá ayahuasca (também conhecido como vegetal ou hoasca) são traços importantes da cultura religiosa brasileira. - Neste caso, específico, acrescenta-se o afeto em relação a outra dimensão importantísssima para a vida, que é a natureza", disse o ministro.

ESCÂNDALO! E O OUTRO LADO? NADA? QUEM AUTORIZOU NO BNDES?

Há anos que escândalos envolvendo o setor público, na sua grande maioria, terminam criminalizando um lado -o dos receptores- e esquecendo o lado fundamental: o dos autorizadores. O escândalo "orçamento" de 1992 criminalizou e cassou parlamentares e técnicos do Congresso. Mas o orçamento no Brasil é autorizativo. Para que houvesse desvio de recursos, alguém no executivo deveria dar o crédito orçamentário, empenhar as despesas, licitá-las, liquidá-las e pagá-las. Da mesma forma o caso "sanguessuga". Quem deu crédito orçamentário? Quem empenhou? Etc...
No caso atual que envolve o BNDES, apenas se fala dos intermediários e até de um parlamentar. Hoje a imprensa afirma que houve um empréstimo de 124 milhões de reais do BNDES à prefeitura de Praia Grande e que os intermediários dividiram entre si a propina cabendo a cada um uns 350 mil reais. A PF garante isso.

A prefeitura de Praia Grande, na região santista, tem 245 mil habitantes. Infelizmente em seu site,
www.praiagrande.sp.gov.br o click das Contas Públicas está zerado neste momento. Os dados do ministério da fazenda de 2007 falam de 440 milhões de reais. Ou seja teria recebido do BNDES 30% de suas receitas como empréstimo. Isso equivaleria a uns 3 bilhões de reais para Rio-Capital ou uns 4 bilhões de reais para SP-Capital, coisa inimaginável.

Quem autorizou o empréstimo? E a comissão que analisa? Que garantias? Que qualidade na decisão? Ninguém fez as contas do risco desse crédito? Que finalidades? Quem acompanhou a execução? Foi para a destinação? Como foram as licitações correspondentes?

Espera-se que no mínimo o TCU responda a essas indagações se a PF alegar desconhecimento técnico, o que, aliás, seria verdadeiro.

POPULARIDADE E IMUNIDADE!

Uma das doenças infantis dos governantes é imaginar que a popularidade é eterna (ou que a impopularidade é eterna). Os mais afoitos, quando estão no auge da popularidade acreditam piamente que são imunes ao desgaste - taxa de imunidade de 100% - e podem fazer e dizer qualquer coisa. Exemplos de governantes que foram do céu para o inferno em pouco tempo, são tantos que cada um pensa os seus e nem precisa se fazer memória.
Acham que a opinião pública estará sempre com eles, independente das bobagens, agressões... que digam. A vacina da imunidade, para eles, é para qualquer doença. Mas a imunidade não é estática mesmo que os números de pesquisa não se mexam. Vai decrescendo, e a capacidade de resistência a conjunturas adversas decai. Elas chegando, é eles vão descobrir que a vacina não era tão poderosa assim.

RELATÓRIO McKINSEY DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO MUNDO, DESENVOLVIDO!

TRECHOS DE ARTIGO DO "ECONOMIST"

1. Na Inglaterra, Pais de Gales, Austrália, Estados Unidos, os gastos por aluno dobraram nos últimos anos e não se observou melhores resultados.

2. As escolas precisam fazer três coisas: obter os melhores professores, extrair o máximo deles e intervir quando os alunos começarem a ficar para trás.

3. A qualidade de um sistema educacional não pode superar a qualidade de seus professores.

4. As escolas nos EUA típicas recrutam professores que estão no terço mais baixo de desempenho entre os formandos das universidades.

5. Na Finlândia todos os novos professores precisam ter mestrado. A Coréia do Sul contrata professores de ensino básico entre os 5% de formandos com melhor desempenho. Cingapura e Hong Kong entre os 30% de melhor desempenho.

6. Os países com melhor desempenho não pagam salários superiores a média.

7. Os professores recebem treinamento fora da escola em que lecionam. Cingapura prevê 100 horas de treinamento por ano a seus professores e aponta veteranos para supervisionar o desenvolvimento profissional em cada escola.

8. Quando um professor brilhante nos EUA se aposenta, quase todos os planos de aula e práticas que ele desenvolveu também são aposentados. Quando um professor japonês se aposenta, deixa um legado.

9. As escolas na Nova Zelândia e na Inglaterra são testadas a cada três ou quatro anos e os resultados são divulgados em público. Na Finlândia, líder mundial na educação, não tem processo formal de revisão e mantém sigilo sobre os resultados de suas auditorias informais.

10. Finlândia dispõe de mais professores de educação especial encarregados de ensinar aos alunos retardatários, do que qualquer outro país. Em certas escolas chega a ser um professor em cada sete.

CONSTRUIR CONSENSOS!

Trechos do artigo do ex-presidente do Chile - Ricardo lagos - no Clarin, sobre a necessidade de construir garantias para os direitos!

1. Isso, por certo, obriga a gerar uma nova equação entre Estado, mercado e sociedade. Uma equação onde esses três fatores essenciais de governabilidade contemporânea tenham força similar e energia de desenvolvimento. É o Estado, sólido enquanto tenha representação pública, que gera as políticas a partir das quais um país pode assegurar que parte de seu crescimento chegue a todos e que produza uma maior proteção social possível.

2. O centro desta equação é o conceito de "garantias". Criar um tipo de sociedade onde a gente sinta que há segurança concreta a que tem direito. Este é um debate aberto em todos os países com um grau de desenvolvimento superior ao alcançado pelos países latino-americanos. Porém, já chegou a hora de considerá-lo com imaginação e energia entre nós.

3. O tema essencial está em saber crescer, e também em saber transformar esse crescimento em modalidades de proteção para as pessoas.

4. Norberto Bobbio, esse notável filósofo italiano, afirmou que numa democracia todos "temos de ser iguais em algo". Cabe definir esse algo por consenso, com acordos, em que se assegure tanta igualdade quanto seja necessária para garantir as liberdades. Buscar esses acordos envolve também assumir uma verdade: as desigualdades se são extremas ou se são percebidas como tal, geram tensões capazes de carcomer os fundamentos da governabilidade.

5. A resposta está em saber construir consensos e saber colocar-nos de acordo sobre como sermos “iguais em algo”. E, por certo, como "cresce" esse algo quando a economia cresce, o que significa que esse algo é um conceito dinâmico. Por sua vez, garantir igualdades exige outra sabedoria:estas garantias devem ir junto com os deveres. Todos temos obrigações para cumprir como membros da comunidade, mas, por vezes, há gente que não gosta de ouvir isso.

E quem paga a conta?

domingo, maio 11, 2008

Verdade escanteada

Assistimos à crise ética do Estado brasileiro. A recusa sistemática do governo em fornecer informações sobre seus gastos através de cartões corporativos, culminada na montagem, nos domínios da Casa Civil, de um dossiê com o objetivo de lançar suspeitas sobre despesas do governo Fernando Henrique Cardoso, personificou a quebra da autoridade moral e a institucionalização da mentira.
A resistência do governo à apuração do fato criminoso ficou patente na articulação de uma autêntica operação de guerra tendo à frente a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que solicitou aos 37 ministérios e principais repartições da administração direta que reunissem prestações de contas antigas, personagens, relatórios de fiscalização - com o respectivo "comprovante de saneamento" do erro, além de estatísticas dos valores desembolsados, desde 1998.

Revelou-se desde então uma estratégia para tentar desconstruir o discurso de adversários - do PSDB e do DEM - de que o governo Lula teria organizado uma cadeia de comando para promover a farra dos cartões corporativos.

A cronologia da crise em torno dos gastos corporativos (movimentações, providências e declarações públicas de autoridades governamentais) demonstra de forma cabal que a confecção de um dossiê nas dependências palacianas ocorreu em face da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar gastos ilegais através de cartões corporativos. Foi um estratagema para frustrar, antecipadamente, a investigação regular que poderia chegar às despesas pessoais do Presidente da República e de seus familiares.

Durante os dias mais críticos para a credibilidade do Governo, surgiram fantasiosas versões para tentar explicar a elaboração do dossiê, expediente nefasto para impedir que o Poder Legislativo cumpra a missão de fiscalizar e controlar, diretamente ou por qualquer de suas Casas, "os atos do Poder Executivo", conforme preceitua a Carta Maior.

Conforme destaquei recentemente da tribuna do Senado Federal, esse episódio lamentável exibiu a face cruel da compulsão pela mentira, oficializada para tentar remediar situações que traduzem abuso de poder, atos de corrupção e desvios éticos.

Entre tantos descaminhos, se perdeu de vista a necessidade da apuração das denúncias de mau uso dos cartões como uma medida de respeito à democracia e ao regime republicano.

O Governo percorreu tortuoso itinerário ao longo dessa crise, apresentando várias versões sobre o dossiê. ‘Planilhas' de diferentes interpretações foram urdidas para escamotear a verdade. Na audiência pública que ouviu a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado, uma nova roupagem foi incorporada à galeria de versões sobre o caso. A partir de agora, as informações sobre os gastos da gestão do ex-presidente Fernando Henrique deixam de ser sigilosos por decurso de prazo, ou seja, o caratér de sigilo teria expirado.

É preciso ressaltar que a ministra Dilma não respondeu às perguntas básicas em relação ao dossiê e prestou contas de um programa de investimentos no qual ela figura como a grande protagonista de uma obra ficcional.

Infelizmente, após exaustivas 10 horas de oitiva, a ministra Dilma deixou as dependências do Senado sem responder quem ordenou a elaboração do dossiê, quem executou a ordem e quem repassou as informações para fora do Palácio do Planalto.

O dossiê não é ficção, ele existe, é uma peça criminosa, tramada no Palácio com objetivos escusos. A Polícia Federal, instituição republicana, deverá elucidar todos os lances desse enredo de tantos ilícitos.

Senador Alvaro Dias - 2º Vice Presidente do Senado, vice-líder do PSDB

quinta-feira, maio 08, 2008

PRÉ-CAMPANHA E CAMPANHA ELEITORAIS! OU, DESVIO DE FOCO!

1. Este Blog já comentou varias vezes - usando a analogia que Paul Lazarsfeldo (fundador das pesquisas de opinião política), fazia nos anos 30, entre fotografia (da época) e eleições. A pré-campanha é a foto em si: fixa a imagem no celulóide. A campanha é a revelação da foto. Quando não há foto, não há o que revelar. As primárias nos EUA são exemplo explicito disso.

2. Mas quando a pré-campanha se transforma em disputa viral com desqualificação das partes, dentro de um partido, o vencedor sai "revelado" para a campanha, em marcha batida para perder. É o que ocorre nos EUA agora entre os democratas.

3. Mas isso ocorre também quando a disputa interna, mesmo que não desqualificadora, transforma toda a pré-campanha em energia para a escolha política do candidato. Com isso não se faz a fotografia a ser revelada. O que ocorre é dispêndio de energia e desvio de atenção, cujo resultado, é a inexistência de imagem a ser revelada na campanha e memória do inútil na cabeça do eleitor.

4. Nesse caso, como a imprensa só cobre estratégia na campanha (ver Kathleen Jamieson - o que você pensa saber de eleições e porque está errado -), ela se delicia com as peripécias políticas pré-eleitorais e sobre-enfatiza e sobrefiscaliza, esse processo de dribles, habilidades, alegrias e decepções tático-políticas pré-eleitorais. Mas os futuros candidatos perdem tempo... apenas.

5. É o que ocorre hoje em várias capitais.

OS LIBERAIS BRASILEIROS OU "LUZIAS”! E A FEDERAÇÃO!

1. No segundo império a divisão política entre liberais e conservadores ganhou a denominação de "luzias" e "saquaremas". A expressão LUZIAS foi adotada, inicialmente de forma pejorativa, em função da Batalha de Santa Luzia em MG, onde as tropas do Império derrotaram os liberais liderados por Teófilo Otoni no inicio dos anos 1840, que haviam se insurgido contra a nomeação de um gabinete conservador, atropelando a maioria liberal que havia dado a solução para a crise da Regência, com a maioridade do Imperador.

2. Poucos anos depois, na metade dos anos 1840, com os liberais ou luzias assumindo outra vez o gabinete e havendo pressões sobre as eleições, o presidente do Partido Conservador no Estado do Rio, deu cobertura a seus eleitores especialmente na Vila de Saquarema. Após isto - e também de forma pejorativa, os conservadores no Brasil todo foram chamados de SAQUAREMAS ou protegidos.

3. Os chamados liberais brasileiros no Império, nada tinham a ver com o que hoje se chama de liberais, em função da liberdade de mercado, abertura das economias e estado apenas com funções precípuas. Nada disso diferenciava muito Luzias e Saquaremas.

4. A diferença básica estava na autonomia das Províncias (Estados hoje). Os luzias defendiam um sistema federativo com poder definido e autonomia relativa para as Províncias. É provável que o Império tivesse sobrevivido ou pelo menos tivesse seu tempo muito alargado, se adotasse um sistema federativo, na linha do que se esboçou durante a Regência, ainda na menoridade de D.Pedro II. Depois, a República Velha deu mostras disso.

5. Hoje os Democratas - DEM - sabem que esta sua raiz federativa permanece, e explica muito mais o partido que o liberalismo ortodoxo. Em torno do relançamento da Federação, o DEM vai crescer. A Federação - tanto nos governos FHC como Lula - vem sendo atropelada pela saga centralizadora federal. O Senado - deixou de lado suas funções constitucionais de reflexo da Federação e funciona como uma poderosa Câmara de Deputados de 81 membros.

6. Um dos vetores estratégicos do DEM a partir de seu congresso de refundação em 2004, e principalmente depois da renovação de seus dirigentes, é exatamente retomar a questão federativa, reforçar o senado em suas funções constitucionais, obstruir a permanente invasão de competências realizada pelo ministério da fazenda e relançar a Federação em bases muito mais avançadas.

quarta-feira, maio 07, 2008

ELEIÇÃO É DEMANDA E NÃO OFERTA!

Este Blog fez uma análise nesse sentido, uns dias atrás. Um erro os partidos escolherem candidatos pensando só na oferta. E mais ainda agora quando o impacto da TV em campanha é muitíssimo menor. Importante é o tempo para informar, mas não para formar. O excelente blog do Duda Mendonça - www.blogdoduda.com - faz uma análise similar que deve ser lida. Leia trechos abaixo do que ele chama de Pirâmide Invertida.
Na minha opinião, à medida em que os formadores de opinião já não influenciam quase nada no voto do povão, o argumento,(abaixo), passa a ter uma importância fundamental. Veja porque. Como já disse no post “Pirâmide invertida”, eleição se ganha na rua, no local de trabalho, no ônibus, no metrô, ou seja, no bate-papo de pessoas da mesma classe social. E nessa conversa o eleitor com mais informações, com mais conhecimento e com mais e melhores argumentos sobre o seu candidato, é muito mais convincente que um eleitor de outro candidato menos informado e, naturalmente, com menos argumentos."

AMÉRICA LATINA: PARADOXO OU CONTRAMÃO?

1. Enquanto na América Latina a resposta à conjuntura tem sido a vitória eleitoral do populismo, na Europa a resposta tem sido a vitória conservadora.
Mesmo na Espanha, a vitória do PSOE foi acompanhada de uma marcha batida para o centro e centro-direita. Depois da vitoria de Sarkozy, recentemente veio a de Berlusconi na Itália e de seu partido em Roma - que há anos era governada pelos mais destacados líderes da centro- esquerda. No dia 1 de maio, se apontou uma vitoria do partido conservador, inclusive em Londres contra o prefeito Ken, líder da esquerda inglesa.

2. A tendência na América Latina - uma vez empossados os governos vitoriosos com promessas populistas- não tem sido um caminho à esquerda, mas uma curiosa multiplicação de uma espécie de priismo - lembrando o PRI mexicano. Ou seja, sistema de partido único - de fato - com discursos fortemente nacionalistas.

3. Essa não é uma receita democrática e aponta para um futuro de impasses, incertezas e insegurança - econômica - por razões políticas. E depois... políticas por razões econômicas.

EUA: GRANDES JORNAIS CONTINUAM PERDENDO CIRCULAÇÃO!

Agência Efe, em Washington
A publicação especializada no setor impresso "Editor and Publisher" afirma que quando a Agência de Auditoria de Circulação publicar todos os dados correspondentes ao trimestre que acabou no dia 31 de março, a queda será de 3,5% para as edições diárias e de 4,5% para as dominicais. Segundo os números publicados nesta segunda, a circulação diária do "New York Times" caiu 3,8%, para 1.077.256 exemplares. A edição dominical perdeu mais de 150 mil cópias, o equivalente a 9,2%, para 1.476.400 exemplares. O mesmo ocorreu com o "Washington Post", cuja tiragem diária diminuiu 3,5%, para 673.180 exemplares. A queda do domingo foi de 4,3%. Entre os jornais que também perderam leitores estão o "Los Angeles Times", o "San Francisco Chronicle", "The Boston Globe" e "The Miami Herald", entre outros. Entre os poucos que conseguiram aumentar sua tiragem está a publicação financeira "The Wall Street Journal", com um crescimento de 0,3% de sua circulação, para 2.069.463 cópias. As vendas do "USA Today" aumentaram 0,27%, para 2.284.219 exemplares. A circulação dos jornais tem caído desde a década de 80, embora a tendência tenha se acelerado nos últimos anos devido à transferência de leitores para as edições digitais.