segunda-feira, junho 30, 2008

Reporter tem que agüentar cada uma...!!

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Aniversariante do mês: Partido da Social Democracia Brasileira

O PSDB foi fundado, há 20 anos, sob a égide de uma legenda progressista e moderna, integrada na concretização das aspirações sociais do povo brasileiro. Sua origem está calcada na essência do pensamento social democrata, alçando o desenvolvimento a objetivo central da sua razão de ser, sem perder o foco do aprofundamento da democracia.
Em duas décadas de existência, o partido lançou as sementes da modernização por meio de reformas capazes de eliminar estruturas atrasadas e injustas que travavam as potencialidades nacionais.

O Brasil, por muitos anos, foi aquele operário chapliniano apertando a porca inflacionária numa especialização de futuro incerto. As várias alternativas de controlar e enjaular o monstro inflacionário sempre redundavam em monumentais fracassos.

Impossível parecia, há alguns anos, erradicar a inflação. O Plano Real dotou-nos do grande vértice da moderna vida econômica: uma moeda que estabilizou e que tem possibilitado melhorar a vida de milhões de brasileiros. Foi mais do que um programa de estabilização, embora seja reconhecidamente o mais bem-sucedido de todos os planos lançados para combater a inflação crônica. Representou uma mudança radical de atitude que permeou toda a população. Trouxe previsibilidade e restaurou a capacidade de planejar racionalmente.

O ciclo econômico gerado por esse padrão monetário vem sendo a força motriz do reordenamento institucional da vida brasileira. O momento vivido no nosso País, com todas as suas dificuldades e até carências, seria muito mais dramático se não existisse essa âncora de estabilidade.

Vale aqui ressaltar que a disciplina fiscal dos gastos estatais, estabelecida pela lei de responsabilidade para os administradores públicos em todos os níveis, só foi possível pela estabilidade econômica. Os programas sociais que se originaram no Comunidade Solidária e hoje atendem milhões de brasileiros que vivem em linha de miséria só foram possíveis porque há estabilidade e organização da economia.

Ao comemorarmos os 20 anos do PSDB devemos ressaltar a "herança bendita" deixada ao governo que sucedeu os dois períodos de administração tucana. O legado da gestão Fernando Henrique Cardoso transcende a estabilidade da moeda, o rigor fiscal e a melhoria da qualidade de vida para milhões de brasileiros.

Da universalização do ensino fundamental à rede de proteção social configurada por várias iniciativas de transferência de renda, passando pelos eficientes programas de combate à AIDS, de erradicação do trabalho infantil (Peti), sem esquecer os remédios genéricos (em média, 40% mais baratos que os remédios de marca), são inúmeras as realizações e conquistas observadas no governo do PSDB.

Não se pode deixar de destacar a promoção de importantes reformas estruturantes no Estado. As privatizações de empresas como a Embraer e Vale do Rio Doce - no passado estatais deficitárias e atualmente empresas que operam como players globais - são exemplos emblemáticos das mudanças ocorridas. A privatização das telecomunicações igualmente revolucionou a telefonia no Brasil. É mister ainda registrar a criação das agências reguladoras.

O Brasil exibe uma nova face graças a muitos avanços da era tucana. A estabilidade econômica gerou o perfil de um Brasil diferente, onde a remarcação de preços foi banida das preocupações diárias das famílias. A vida passou a ser mais bem planejada e a inflação deixou de corroer a renda dos trabalhadores e assalariados.

O PSDB transmite às gerações futuras consistentes e significativas realizações. Não podemos deixar de ecoar que a estabilidade na esteira do Plano Real foi o mais efetivo instrumento de transferência de renda, a favor dos mais pobres, de nosso País.

O PSDB, além de avalista dos avanços na Economia - na política e na administração pública -, corroborou em larga escala com o fortalecimento da democracia brasileira.

Me valho mais uma vez da afirmação de um escritor uruguaio: "Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos". Não tenho dúvida: fortalecer a nitidez do projeto do PSDB, princípios e convicções que estão fincados no nascedouro do partido, é um itinerário irrecusável.

Senador Alvaro Dias - 2º Vice Presidente do Senado, vice-líder do PSDB

sexta-feira, junho 27, 2008

Sabe o que é isso?

PESCA da TAINHA - PRAIA da PINHEIRA-SC - IMPRESSIONANTE!

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E pensar que a pesca no Brasil ainda caminha a passos lentos, ou seja: pode produzir muito, mas muito mais e matar a fome de muita gente.
Se seguissem o exemplo do Japão, o peixe seria cardápio principal no prato dos Brasileiros, com o precinho lá embaixo.

quinta-feira, junho 26, 2008

Saudades!

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MENDIGO PASSA EM CONCURSO DO BANCO DO BRASIL!

O destino de Cada um de nós esta escrito, mais a força de vontade é que faz a diferença para a consecução deste fim.
Geralmente as dificuldades financeiras levam um ser humano a degradação social, no caso de Ubirajara Gomes da Silva, foi o contrário; as dificuldades impulsionaram-lhe a perseguição do sonho.
Pois que sirva de exemplo neste Brasil de gente medíocre e acostumada a choramingar-se de vítima.
Nós escrevemos a nossa história e, as vezes escrevemos como queremos!

Matéria da CAPA do jornal Diário de Pernambuco de 20/06/2008:

Do banco da praça para o Banco do Brasil // Morador de rua passa em concurso para escriturário
Acredite // Dormindo há 12 anos na rua, um homem passava os dias estudando sozinho e acabou passando no concurso do Banco do Brasil
Ubirajara Gomes da Silva, 27 anos, fugiu de casa aos 15 anos, quando cursava a 6ª série. Era vítima constante de agressões físicas e psicológicas. Desde então, vive nas ruas. Dorme em bancos de praças. Em 2001, resolveu voltar a estudar, freqüentar escolas públicas para ter acesso à merenda e poder comer para viver.
Hoje, Ubirajara Gomes da Silva deve começar a fazer os testes exigidos para ser contratado como escriturário pelo Banco do Brasil. São testes de saúde e uma entrevista que funciona como teste psicológico. Nele, Ubirajara terá que contar a sua vida. Até a madrugada de ontem, ele não sabia que história contaria. Tinha medo de contar a verdade. Uma verdade que ele mesmo considera inacreditável.
Há um ano, Ubirajara foi aprovado no concurso do Banco do Brasil. Ficou na 136ª colocação no Recife. Eram mais de 19 mil candidatos. Na última semana, finalmente, foi convocado para assumir o cargo. Porém, Ubirajara sequer tinha um documento. Nem a certidão de nascimento. Este homem praticamente não existia para a sociedade. Ele mesmo se sentia "invisível", talvez até "irreal". Isso explica porque durante a entrevista para esta reportagem, Ubiarajara perguntou várias vezes que impressão estava causando. "O que será que as pessoas vão pensar de mim?", questinava, com a insegurança de quem está se sentindo real pela primeira vez na vida.
Há 12 anos, Ubirajara da Silva mora pelas ruas do Recife.

A mentira
Ubirajara nunca conheceu seus pais. Foi abandonado dias depois do seu nascimento e cresceu em um orfanato. Lá, dormia com dezenas de outras crianças com histórias parecidas com a sua. Com sonhos iguais aos seus. Esperavam pelo milagre da adoção, talvez pelo arrependimento dos pais; por dias melhores. Até crescerem. Até descobrirem que esses tais dias melhores não viriam. Aos 18 anos era hora de deixar o orfanato e tentar a vida nas ruas. Na rua por onde todos passam, Ubirajara ficou. Uma história que se repete pelas esquinas, pelos bancos de praça, pelos viadutos de qualquer grande cidade. Uma história que - dentro da realidade social do país - poderia ser até considerada comum. Poderia,se não fosse a história de Ubirajara. Poderia, se fosse verdade.

A esquina
00h10. O jogo da seleção brasileira acabara havia poucos minutos e o fluxo de carros era um pouco maior do que o habitual para um início de madrugada em uma das esquinas mais nobres do Recife, entre as rua das Pernambucanas e da Amizade, no bairro das Graças. Naquele horário, o único movimento era o dos carros. Dificilmente passaria alguém caminhando pela calçada. E era justamente por isso que Ubirajara estava ali. Naquela esquina, ele passaria a noite. Dormiria. Era o seu endereço. Sua casa. Há 12 anos, ele vive na rua. Era uma criança de 15 anos, perdida. Hoje é um homem de 27 que, finalmente, parece ter encontrado os tais "dias melhores".
Sentando no pequeno batente de uma farmácia que fica fechada entre as 22h e às 6h30, ele começa a contar a sua vida. "Minha história é inacreditável", adianta. Com razão. É tão inacreditável que ele costuma mentir sobre sua origem. Prefere contar para as pessoas a versão que abriu essa reportagem. O drama comum do menino abandonado que cresceu em um orfanato. "Conto isso porque sei que é uma versão mais fácil de ser aceita", confessa Ubiaraja.

Por quase duas horas, ele continuaria contando a sua verdadeira história. Uma espécie de conto de fadas moderno. Aparentemente uma das muitas histórias sobre a miséria de um país e as suas conseqüências trágicas na vida de uma pessoa, na desestruturação de famílias, nas distorções das formas de relacionamento.

O pedaço de papel
Um rato passou a alguns metros e logo desapareceu. Dois meninos vieram pela calçada com garrafas de cola em uma mão e um pedaço de madeira afiado em outra. Sumiram no escuro. A chuva começou a cair. Ubirajara encolheu as pernas e protegeu sua pasta entupida de papéis e suas duas sacolas de plástico. Numa delas, um pouco de comida. Na outra, alguns itens de higiene pessoal. Ele não tem sequer uma escova de dentes. Da pasta, tira um pedaço de papel com marcas de dobras. No alto da página branca, a marca do Banco do Brasil. Um pouco abaixo, o nome completo de Ubirajara e alguns números. Um deles era 136. A quele morador de rua encolhido no batente de uma farmácia havia sido o 136º colocado no concurso do Banco do Brasil.

A família
"Quem diria que aquele retardado seria funcionário do Banco do Brasil?", pergunta Ubirajara, em tom de orgulho. Realmente, ninguém jamais diria que um jovem que viveu 12 anos na rua conseguisse ser aprovado em um concurso público tão disputado. Concursos que se tornaram uma espécie de projeto de futuro para parte significativa da sociedade - alimentando uma verdadeira indústria de cursos preparatórios. Mas o "quem diria" de Ubirajara, na verdade, não era uma pergunta. Era uma resposta para alguns dos seus familiares. Pessoas que sumiram da sua vida desde o dia em que ele resolveu sair de casa. "Essa é a parte da minha história que eu queria esquecer".

00h40. Ubirajara está chorando. Pela primeira e única vez naquela madrugada. "O que eu realmente queria era ter tido minha mãe perto", diz enquanto passa a mão nos olhos vermelhos. O desabafo aconteceu enquanto ele contava a sua infância. Filho de uma garçonete com um PM exonerado, foi deixado de lado pelos dois. Mas não totalmente abandonado - como na história que escolheu contar. Na verdade, o menino foi criado na casa da sua avó materna, junto com mais quatro irmãos, em Paulista. Tinha uma condição de vida precária, mas digna. Pobre, não miserável. "Quando as pessoas sabem que eu tenho pai e mãe ficam revoltadas comigo por eu estar na rua. Me culpam. Ficam me julgando como se eu fosse um maluco ou um rebelde. Como se eu tivesse escolhido isso. Mas não é uma escolha. Você acha que eu não queria estar em uma cama agora?"

As primeiras noites na rua
Ubirajara relata constantes agressões físicas e psicológicas que sofria na casa da avó. De lá veio o termo "retardado", que ele não esquece. Aos 15 anos, costumava fugir de casa. Aos poucos, as fugas eram cada vez mais longas. Cada vez mais sem rumo. Longe de casa, sem dinheiro, começou a dormir pelos cantos. Primeiro, na Avenida Guararapes. Depois, na rampa do Hospital da Restauração. Ele resume essas noites em dois sentimentos: "medo e solidão". Sentimentos que parecem capazes de resumir as piores noites da vida de qualquer pessoa. No caso dele, não eram as piores. Eram todas.

A virada
Ubirajara estava na 6ª série quando saiu de casa. E, nos primeiros anos sem teto, o seu único objetivo era sobreviver. E não há exagero ou qualquer tom heróico nessa afirmação. A vida na rua tem suas regras. Suas leis. O cotidiano das calçadas não permite escolhas. Não permite pudores. Nem princípios. Não podemos esquecer que esta é, antes de mais nada, a história de um morador de rua. E, nesse ponto, por muito tempo, Ubirajara foi só mais um.

Um dos que pediam esmola, um dos que não cortavam o cabelo, dos que vestiam trapos, dos que sentiam fome, dos que precisavam fazer qualquer coisa para comer (neste caso, não se faz necessário detalhar o "qualquer coisa"). Violentado de todas as formas. Noites de culpa. Noites de dor.
Em 2001, o garoto decidiu voltar a estudar. Foi quando iniciou a reaproximação com os livros, as revistas e os jornais: "Tudo que parava na minha mão, eu sempre lia. Acho que esse foi o meu grande diferencial inclusive nos concursos". Estudando nas ruas, Ubirajara passou nas duas provas de supletivo e recebeu o diploma do ensino médio. Ainda assim, continuou freqüentando os colégios. Continua, aliás. Por um só motivo: as merendas.

Preguiçoso?
A reaproximação com os pais ou com a avó nunca aconteceu. Ubirajara manteve contato apenas com os irmãos. Todos tiveram uma vida mais digna. Casaram, formaram família, conseguiram emprego. Em mais de uma década de rua, Ubirajara se acostumou a ser chamado de "preguiçoso" e de "teimoso". "Minha teimosia é que fez com que eu não desistisse dos meus sonhos. Por mais que todo mundo me criticasse, eu continuei fazendo aquilo que eu acreditava", resume.
No ponto de táxi do Mercado da Madalena, onde Ubirajara "morou" por um bom tempo, os taxistas o definem como um "rapaz honesto, que vivia estudando, não gostava de trabalhar e tinha um jeito de abestalhado". Os dias de Ubirajara se resumiam a estudar. Às vezes, nas praças. Às vezes, em bibliotecas públicas. "Não tinha todos os livros, aí ia para a biblioteca, fazia rascunhos, copiava tudo e levava comigo esses papéis para todos os cantos", conta. Ainda leva, na verdade. A tal pasta dele é repleta de anotações. Todos os tipos. Desde a sua mínima contabilidade (vive com algo entre R$ 2 R$ 5 por dia) até um projeto completo para abrir um negócio próprio. "Quero ser nanoempresário. Menor do que micro", diverte-se.

O futuro
A prova do concurso para escriturário do Banco do Brasil tinha 150 questões. Ubirajara acertou 116. Foi o quinto concurso que fez. Havia passado em outros quatro, mas nunca havia sido chamado. No início da semana passada, soube da convocação pela internet - onde vive quase que uma "vida paralela". Tem perfil no Ortkut e participa de dezenas de fóruns "habitados" pelos "concurseiros". É conhecido nesse meio pelo apelido de "Maior Abandonado". Usa uma foto de Charles Chaplin. "Sou viciado. Procuro sempre lugares que tenham computadores públicos. Na internet, as diferenças diminuem, não me sinto distante de ninguém", conta, fazendo uma analogia com a sua "invisibilidade" como morador de rua. "Estou aqui nessa esquina todas as noites? Ninguém vem aqui falar comigo. Você veio para me entrevistar. Mas você já tinha sequer me visto aqui?", questiona. A resposta, constrangida, foi "não".
E foi na internet, em um fórum de discussão para "concurseiros", que Ubirajara resolveu expor um drama que vinha lhe consumindo em silêncio desde o dia que soube da convocação. Tinha uma dívida de quase R$ 8 mil por empréstimos que fez há anos. E a regra em órgãos públicos é clara: para a contratação ser efetivada, o candidato não pode ter o nome no SPC ou Serasa. Bastou o relato triste para estimular uma verdadeira corrente de ajuda. Uma mobilização virtual que não demoraria para se tornar real. Um amigo que fez na internet se dispôs a pagar parte da sua dívida. Algo em torno de R$ 3 mil. O restante, o próprio Ubirajara pagará em 60 meses com o seu salário (R$ 954, mas que somando outros benefícios pode chegar quase a R$ 2.000). Dinheiro suficiente para revolucionar sua vida. Para que os seus sonhos, pela primeira vez, possam ser chamados de "planos".
"Minha vida é como a música de Cazuza: Dias sim, dias não... Vou sobrevivendo sem um arranhão. Da caridade de quem me detesta"

Fonte aqui

Anúncio de 1919

É por isso que a Lei Seca não deu certo!

Agências reguladoras nos tempos atuais

As agências reguladoras estão sob fogo cruzado desde a primeira gestão do Presidente Lula. A independência política, normativa e técnica - decisional, gerencial, orçamentária e financeira - foi sempre contestada pelo atual governo.
O fato das agências reguladoras serem detentoras de autonomia jamais as isentou de sujeição ao princípio da legalidade, devidamente escrito no art. 37 da Constituição Federal. Portanto, os aspectos legais que regulam os atos emanados das mais diferentes esferas de Estado submetem igualmente o órgão regulador ao crivo da lei. Ao contrário do que imaginam os integrantes do governo da hora, as agências não estão acima do bem e do mal.

Tenho registrado na memória que, em fevereiro de 2003, o Presidente Lula deixou uma reunião ministerial e declarou em "alto e bom som" aos mais importantes veículos da mídia escrita e eletrônica: "as agências mandam no País". A realidade nua e crua demonstra que a administração petista não aceita, sobretudo por motivação ideológica, que "parcela de poder estatal conferido por lei às agências reguladoras destina-se à consecução dos objetivos e funções a elas atribuídas".

Para a sociedade brasileira o tema que envolve as agências e o intrincado cipoal das tensões da estrutura regulatória foi captado nas revelações que vieram à tona sobre os bastidores da venda da Varig. Esse episódio, sem dúvida, evidenciou a fragilidade e a falta de independência e autonomia das agências reguladoras em nosso País.

O loteamento de cargos e o aparelhamento no âmbito das agências ganharam as manchetes diárias, capitalizando a atenção dos grandes articulistas e sendo comentados nos editoriais jornalísticos. No Senado, tenho procurado manter o tema na "ordem do dia". Alguns dos meus pares igualmente. O assunto deixou de ser algo técnico e distante da compreensão da população em geral para ganhar domínio público.

No relacionamento distorcido que se estabeleceu entre as várias instâncias de governo e o sistema de agências reguladoras, identificamos metástases da relação promíscua que se estabeleceu entre as esferas pública e privada nos últimos tempos. Na visão míope de alguns, a dimensão de Estado é confundida com interesses do governo de plantão e até mesmo com interesses pessoais e corporativos.
Não faz muito tempo foi noticiado que o processo de reajuste e revisão tarifária do Pólo de Concessão Rodoviária de Pelotas, da Ecosul, já aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foi submetido à apreciação informal da ministra da Casa Civil da Presidência da República. Um diretor da referida agência, não sintonizado com o expediente atípico, fez constar em ata um memorial sobre o caso, no qual afirma que a diretoria da ANTT tem conhecimento de "inúmeras reuniões ocorridas fora do mundo oficial do processo de reajuste".
As interferências acontecem em todos os níveis e revelam distorção completa na concepção dos órgãos reguladores. O governo não se intromete apenas no percentual de reajuste de pedágios. A própria direção do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE) destacou, em declarações à imprensa, a tentativa de desqualificar decisões da alçada da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A intromissão do governo vai além do campo tarifário.
Ao digladiar com as agências e interferir nas suas decisões o governo do Presidente Lula presta um desserviço ao País. Posturas como essa afugentam investimentos e levam os que aqui aportaram a repensar a permanência nessas plagas.

Senador Alvaro Dias - 2º Vice Presidente do Senado, vice-líder do PSDB

quarta-feira, junho 25, 2008

O brasileiro se defende como pode!

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A REPORTAGEM FOI FEITA... E DE FORMA CONTUNDENTE!

O seqüestro e tortura de repórteres do jornal carioca O DIA, por elementos do grupo para-policial que controla a comunidade onde estavam fazendo uma cobertura, ali vivendo temporariamente, transformou-se numa reportagem - de fato - mais contundente do que se tivessem narrado o cotidiano das relações dos para-policiais com os moradores.
Desde o início dos anos 90, quando os traficantes que controlam comunidades deixaram de ter raízes nas mesmas, ocupando-as militarmente, passaram a ter uma relação de terror com os moradores. Com isso, aquilo que se dizia do "efeito Robin Hood" da presença dos traficantes terminou. Por outro lado, a clandestinidade objetiva dos policiais fora de serviço, assassinados gratuitamente por traficantes por serem policiais, estimulou-os a encontrar local de moradia onde eles e suas famílias tivessem seguros.

Com isso construiu-se um quadro convergente entre moradores e policiais. Esses - organizados para-militarmente - passaram a expulsar os traficantes de várias comunidades sob o aplauso da população. Uma vez estabelecida uma "nova ordem", outros policiais se mudavam para esses locais e com isso passaram a ser uma tropa de reserva para o caso de traficantes tentarem retomar a comunidade.

A manutenção destes novos grupos passou a ser coberta com pagamento mensal pelos moradores e mais receitas obtidas de serviços diversos existentes no local, como cobrança de "segurança". Os primeiros casos produziram a sensação (que não havia com a presença de traficantes) de que as pessoas poderiam circular livremente por seus logradouros e que a relação com os moradores seria de "proteção".

A expansão desses grupos para-policiais foi mostrando relações crescentemente autoritárias com os moradores e a transformação da cobrança para cobrir as despesas em negócios do tipo extorsão para proteção.

O seqüestro dos repórteres mudou a natureza de sua reportagem. Eles poderiam - em tese - demonstrar, que mesmo ilegalmente, haveria um novo ambiente ali, que a ausência da polícia e o fracasso da segurança pública, impunham, quase que como um recurso do tipo, desobediência civil. Para muitos, de longe, essa era a impressão. Em tese, os repórteres poderiam ter chegado a esta conclusão.

Mas o que a reportagem (num paradoxo) - feita contundentemente - ao não ser feita, mostrou é que o direito de ir e vir inexistia e que as relações desses para-policiais ali, com os moradores, é também de terror. Portanto, um fato de extrema gravidade, pois reproduz a lógica do tráfico drogas, apenas trocando as fontes de receitas.

OS TRÊS VETORES FUNDAMENTAIS DE UMA CAMPANHA ELEITORAL MAJORITÁRIA!

1. Quem coloca a AGENDA que ganha a hegemonia no debate público. Um tema será o mais forte. No máximo dois. As demais sub-agendas se dirigem a públicos específicos. Biografia: procure Pippa Norris no Google.

2. PESQUISAS! As pesquisas não são feitas para saber quem está na frente. Estas você pode ler nos jornais. Elas são feitas para descobrir através de perguntas adequadamente feitas, sobre valores, sobre propostas... e através de cruzamentos, os seus e os dos demais candidatos competitivos, pontos fortes e fracos. Biografia: Samuel Popkin: O Eleitor Racional (Não traduzido. Só disponível em português em consultores).

3. COMUNICAÇÃO. É definir agenda e sub-agendas e convencer os eleitores delas. Seus instrumentos básicos são: pesquisa no diagnóstico e propaganda na divulgação. Biografia: Kathleen Jamieson (A comunicação na era eletrônica e O que você pensa saber de eleições e porque você está errado. Nenhum dos dois livros foi publicado em português. As traduções existentes são feitas por consultores).

MAIS DESGASTE PARA A CÂMARA DE DEPUTADOS! E RISCOS PARA A DEMOCRACIA!

1. A decisão sobre a criação de uma CPMF com outro nome, só produzirá mais desgaste à Câmara de Deputados. Como se já não bastassem os fatos "mensalônicos", e os desgastes que produziram, e ter ficado paralisada por meses ancorada nas medidas provisórias trancando as pautas, agora a decisão de votar uma nova CPMF, tem caminho certo: a inconstitucionalidade e mais desgaste ainda.

2. Sempre que o poder legislativo se apequena, parte de suas funções é assumida pelo poder judiciário, que invade progressivamente mais as competências do legislativo. Faz parte do jogo político e dos espaços de poder sempre ocupados quando há vácuo. E não faz bem a democracia.

3. A declaração do presidente do STF, que as funções do STF "transcendem o jurídico" e que o STF "é a casa do povo...” e que “é mais idealista que o poder legislativo", é um sinal contundente disso. Aprovar essa CSS cujo vício de inconstitucionalidade é flagrante, como disse o ex-ministro Celio Borja (“A cumulatividade é um empecilho absoluto”), surge como um escárnio ao próprio Congresso que derrubou a CPMF, como dispositivo constitucional e vai aprofundar esse desgaste. O que era matéria constitucional deixou de ser?

4. O caminho do cadafalso político está traçado: aprova-se no Congresso, os recursos ao STF serão inevitáveis, esse derruba inexoravelmente a CSS, brilha e desmonta mais uma vez o Legislativo. Efetivamente não faz bem a democracia!

segunda-feira, junho 23, 2008

“Não há motivo para alegrar-se com o futuro da Rússia"

Trechos do artigo (Clarin de Buenos Aires), do historiador da Universidade de Yale - PAUL KENNEDY (foto) - “Não há motivo para alegrar-se com o futuro da Rússia".

1. É assombroso o desmoronamento demográfico da sociedade russa. Poucos são os observadores externos que parecem compreender esse fato: a Rússia está encolhendo a cada mês, a cada ano. Há cerca de 30 anos atrás, o grande demógrafo da URSS, Murray Feshbach, da Universidade de Georgetown, chamou a atenção para os três sinais dessa enfermidade, e para dizer a verdade, não tomamos uma consciência plena do problema.

2. No mês passado, Nicholas Eberstadt, do Instituto Americano de Empresas e Hans Groth, diretor- executivo da Pfizer - Switzerland, trataram de recuperar a mensagem num artigo opinativo no Wall Street Journal, intitulado "A Rússia agonizante". Em minha limitada experiência de leitura nesse campo, os demógrafos são estudiosos cautelosos, porque se torna muito difícil analisar minuciosamente o que muda as taxas de fertilidade e natalidade – e esses são os motores do futuro demográfico de um país.

3. Todavia, a linguagem empregada por Eberstadt e Groth põe os cabelos em pé: "Uma porção verdadeiramente aterradora de enfermidade e morte", um aumento evidente de mortalidade por lesões e problemas cardiovasculares. As taxas de mortalidade dos homens em idade de trabalho são atualmente de 100%(!) mais altas do que em 1965. Resumindo, os russos estão desaparecendo num ritmo constante: agora há muitos milhões a menos do que no momento da queda da velha União Soviética.

O mau costume de temer o conflito

Uma resultante tem sido o entendimento que o conflito em política é danoso. Manuel Antonio Garreton (foto) - sociólogo e docente da U. do Chile - em artigo no Clarin de Buenos Aires, aprofunda o tema. Abaixo, trechos.

1. Instala-se, nos dias de hoje, uma nova ideologia, que proclama que todo consenso é bom e que todo o conflito é danoso e, então, deve-se negá-lo, evitá-lo ou superá-lo de qualquer maneira. A possibilidade de conflitos estruturais, é vista como uma ameaça à sobrevivência da sociedade, e, assim, o consenso a todo preço será usado como pretexto para isolar o "conflitivo" ou obrigá-lo a negociar e aceitar a solução que se impõe quando contraria interesses.

2. Estamos diante de uma mudança do papel da política em nossas sociedades, por um lado, no sentido de que ela não parece ser o campo exclusivo de definição de seu rumo, nem também de debate de grandes projetos ou de visões alternativas. Por outro lado, se produz uma exacerbação de conflitos particulares e parciais, em que há uma emergência de múltiplos e de novos fatores que lutam por seus direitos no espaço democrático e que não encontram no âmbito político um canal.

3. Como os conflitos propriamente políticos aparecem desligados da sociedade, aumenta a insegurança e a pressão para que “se ponham todos de acordo”.

4. Mas o debate e o conflito são condições necessárias para um consenso de fato, em especial naqueles grandes temas que constituem os fundamentos da convivência num país. Esses próprios consensos fundamentais também estão sempre em reformulação e aprofundamento, porque as percepções dos atores sociais vão variando.

5. Todo consenso que não está baseado em debates e conflitos corre o risco de ser a imposição de uma determinada relação de poder, ou seja, ao contrário de um consenso propriamente dito. Muitas das soluções apressadas para questões fundamentais ocorrem debaixo da ameaça da perda da unidade, pela pressão de grupos de poder artificial, por cálculos conjunturais. E, ao fim de um par de anos, se revelam erradas e tem de ser revistas inteiramente.

6. Neste sentido, as “comissões nacionais”, que se criam em algumas partes com distintos nomes, carentes de institucionalidade e de responsabilidade frente aos Parlamentos, se revelam mais como mecanismos de apaziguamento e de adiamento de conflitos que de solução real dos problemas.

7. Isto exige uma mudança nos partidos políticos, aos quais se deve dotar de recursos para que cumpram sua missão e gerem foros onde se encontrem cidadãos, políticos e funcionários do Estado, se recoloquem as universidades e os parlamentos na vida política nacional. E que nisso se incluam os meios de comunicação para que se expressem e se juntem ao debate público sem a tergiversação desses interesses.

8. Apenas depois de conflitos e de debates poderá esperar-se que o consenso sobre certos temas seja não o reflexo unilateral de certas visões e interesses particulares, mas a expressão de um autêntico projeto nacional em todas as áreas.

CONSELHO!

Do então governador do Rio - Leonel Brizola (foto) - em 1986, ao atual prefeito do Rio, então eleito deputado federal pelo PDT: "-Chegue em Brasília andando a passos lentos, e só acelere aos poucos. Quem chega em Brasília pedalando, termina caindo da bicicleta. Em Brasília ninguém fura a fila. Só quando os da frente fizerem o convite. Caminhe devagar com respeito ao tempo de serviço, mostre serviço, que esse convite virá."

CRAQUE!

A senadora e ex-ministra Marina da Silva chegou adiantada à posse do novo ministro do meio ambiente. Sentou-se na primeira fila em local central, e aguardou. Em pouco tempo estava lá um batalhão de fotógrafos, câmeras e repórteres. Roubou a festa. Foi a referência nos discursos e saiu como se estivesse entrando. Uma craque da comunicação política. Esperem que ela vem por aí.

quinta-feira, junho 19, 2008

AS "ONGs" DESMORALIZARAM O "TERCEIRO SETOR" NO BRASIL OU ERA UMA IDÉIA EQUIVOCADA?

Uns 20 anos atrás, surgia como alternativa a alardeada ineficiência do setor publico, o Terceiro Setor, que através de ONGs e detendo o conhecimento, a prática e a ética, substituiriam com vantagem muitas das funções do poder público. Seriam até a solução para as questões sociais - e em especial - as de inclusão social. Os editoriais da grande imprensa saudavam este caminho e o estimulavam.
Caminho fácil - que se eximia de licitações e de concurso público - em nome da competência, seriedade e moral. Já no inicio dos anos 90 apareciam alguns levantamentos curiosos mostrando que havia no Rio e em SP - capitais - mais ONGs com foco em população na rua, que o número de pessoas nestas condições.
O facilitário arrombou as portas para a criação de ONGs de todos os tipos. Os governos passaram a ser grandes contratadores. E - como desdobramento - os amigos dos dirigentes dos governos, passaram a ser contratados como ONGs, e em grande medida, ONGs destes mesmos dirigentes, que foram formalmente substituídos na direção das mesmas e passaram a ser seus contratadores.
As ONGs de todos os tipos proliferaram, e esta multiplicação se deu exatamente entre as "picaretOngs". Os recursos privados minguaram. Os recursos públicos explodiram. As ONGs deixaram de ter foco como no inicio (Greenpeace todos sabem qual o foco, Viva Cazuza todos sabem qual é o foco...) e se transformaram em empresas prestadoras de serviços, de qualquer tipo de serviço.
Nos últimos anos a expressão Terceiro Setor sumiu do noticiário. O Terceiro Setor - como alternativa - literalmente implodiu. Restam as ONGs hoje submetidas - várias delas - a processos judiciais, a CPI, e passou-se a exigir que sejam regulamentadas e que possam ser auditadas em suas contas por parte do controle interno do setor público e dos tribunais de contas.
O que estava errado na idéia do Terceiro Setor ? A imprensa nos deve uma matéria de fôlego a este respeito, pois o entusiasmo com que recepcionaram a idéia, merece - que o distinto público - saiba se a idéia era prenhe das distorções que trouxe, se foi mal aplicada, se faltaram regras - aliás nunca exigidas de partida ...

LOUCURA OU IGNORÂNCIA?

Lula tem cogitado a criação de moeda e banco central únicos na América do Sul e, que após a criação da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que reúne os 12 países da América do Sul, a região caminha para a criação de uma moeda comum e de um banco central único.
Comento mais essa sandice!
Para unificar moedas com banco central único - tipo euro - seria necessário que fossem definidos os tetos de déficit fiscal nominal, unificadas as políticas monetárias, unificados os sistemas de tributação, unificados os sistemas alfandegários, unificadas as legislações de direito de propriedade, transferida à entidade supranacional os litígios internacionais, etc...
Imagine tratar disso com a anarquia de todas estas políticas pela América do Sul afora. Blindado pela popularidade, Lula diz quaisquer besteiras. Mas isso vai acumulando e quando aquela cair, estas funcionam remissivamente como um tsunami.

AMAZÔNIA: SOBERANIA É UM DEBATE EXTREMAMENTE COMPLEXO!

1. Abrir mão de soberania é um debate de pelo menos 200 anos. Em geral aplicado ao território, dos impérios às disputas de fronteira com auge na América do Norte e Europa no século 19, e nesse caso entrando pelo século 20, e que ainda não terminou. Com o campo soviético, e paralelamente mas democraticamente e de forma progressiva com a Europa Ocidental avançou a outros campos: o militar e o econômico. A Otan e o ex-Pacto de Varsóvia são exemplos. Debate que chegou a seu auge com a transferência de soberania da moeda, euro, na Europa, fato que até hoje países europeus, como o Reino Unido, não assimilaram.

2. No caso da Amazônia há duas correntes polares e tantas outras intermediárias. Num pólo, aqueles que entendem que a Amazônia é um patrimônio da humanidade e que deve ser tratada desta forma. Aqui há um desdobramento. Os mais radicais querem uma gestão internacional, quebrando formalmente a soberania brasileira, fato largamente rechaçado por todas as correntes de opinião no Brasil.

3. Mas há um elemento sutil desta corrente radical. Pensam exatamente igual aos que entendem a Amazônia como patrimônio da humanidade e querem realizar esta política sem quebrar a soberania formal, mantendo a gestão nacional completa mas aplicando as políticas preconizadas pelos internacionalistas/ambientalistas, exatamente como eles o fariam.

4. A outra corrente polarizada é aquela que entende a Amazônia como um ativo econômico brasileiro e que deve ser tratada assim, produzindo sustentabilidade ambiental como ideal, mas se possível. Claro que se exclui daqui os simples predadores, delinqüentes de fato e como tal devem ser tratados. Esta corrente alega que a Amazônia se torna de interesse internacional na medida em que os países centrais precisam dela para cobrir a emissão de CO2 que realizam, e que pouco fazem para sua redução. E que a Amazônia deve ser tratada ambientalmente sincronizada com a emissão interna de CO2 e garantir proporcionalmente esse equilíbrio interno.

5. O professor Lutzemberg - ex-ministro do meio ambiente - dizia que primeiro há que se entender as razões internacionais. Que o corredor amazônico recebe um fluxo de ar quente do Atlântico e que as matas e rios amazônicos, realizam um processo de evaporação e chuvas que funciona como uma turbina de ar quente, que sobe a Cordilheira e depois escorrega pelas Montanhas Rochosas e garante a habitabilidade do Canadá e a Região Nórdica da Europa. E que a redução deste turbilhão gerará esfriamento progressivo e que, em volumes maiores, uma idade glacial localizada ali, cuja estimativa mínima é que dure 10 mil anos. E que se isso tender a ocorrer será inevitável algum tipo de intervenção e que por isso mesmo devemos tomar a iniciativa da preservação radical nos moldes preconizados internacionalmente - leia-se Europa e EUA.

6. Portanto um debate que deve tomar o Congresso e a opinião publica, além dos especialistas e ambientalistas, e sair do campo lúdico das declarações de principio, de guerra e de emprego, de um e outro lado. Claro colocando - em qualquer caso - na cadeia os empresários-delinquentes.

BOB BARR: UM PROBLEMA PARA McCAIN?

Nos EUA os debates não podem ocorrer nos 10 dias finais da campanha. E só entra quem alcançar 15% em pesquisas de tradição.

Bob Barr candidato libertário
O Partido Libertário escolheu seu candidato, recaindo a opção pelo antigo congressista republicano, Bob Barr. O antigo membro do partido de Mccain foi eleito à sexta votação, batendo a cientista Mary Ruwart. O antigo congressista da Geórgia abandonou o GOP em 2006, depois de divergências com a Administração Bush em relação à despesa federal e aos direitos civis. Barr já disse que pretende constar nos boletins de voto nos 50 estados, e que espera ser convidado para os debates nacionais (para conseguir, precisará de ter 15% nas sondagens nacionais). Esta candidatura poderá retirar alguns votos a John McCain, o que poderá tornar-se decisivo numa eleição renhida.

quarta-feira, junho 18, 2008

Conheça um pouco desse País fascinante

CHINA
Sede das olimpíadas de 2008

País onde tortura suas crianças para que elas fiquem perfeitas e ganhem a todo custo as provas

País que ainda insiste numa política cruel: Limite de um filho por Família.

Jogar um filho no lixo chega a ser normal num lugar onde é proibido engravidar.

Veja na imagem abaixo. Chocante.

Pessoas passam pela criança morta como se fosse um simples objeto.
O governo da China, País mais populoso do mundo com 1,3 bilhões de pessoas, impôs sua politica de restrição à natalidade em 1979.
Os métodos usados causam muitas miséria: os pais, aterrorizados de serem descobertos pelo governo, abandonam e matam seus próprios filhos.
Os encarregados do controle sofrem tanta pressão para limitar a natalidade que recorrem a esquadrões de aborto. Esses esquadrões arrastam as mães 'clandestinamente' grávidas e as matem em cárcere até se submeterem ao aborto.
Já houveram mães que foram executadas por se recusarem a abortar.
Outras famílias receberam penas de 10 mil yuans (sete vezes o salário anual de um camponês), esterilização compulsória e confisco de propriedade.
Outras mães conseguem ter sua criança escondidas, mas sua família é perseguida e torturada para que denuncie o paradeiro da gestante e elas encontram suas casas incendiadas ao voltar.
Muitos pais vendem suas crianças para outros casais a fim de escapar da punição do governo Chinês.
As meninas são as maiores vítimas da pressão intolerável para limitar a família. Na China rural, onde 80% da população vive, muitos camponeses acreditam que apenas os meninos podem levar a família adiante e consideram que seria uma grande desonra para seus ancestrais se eles não terem um herdeiro.
Normalmente, as filhas continuam vivendo com a família depois do casamento e são consideradas um 'investimento perdido'.
Nas regiões rurais se permite um segundo filho(a), mas quando a segunda criança é outra menina, isso é tido como um desastre. Um homem ficou tão revoltado ao ter a segunda filha que ele estrangulou as duas. Um outro jogou sua filha em um poço abandonado para que ninguém soubesse que ela existiu.
De acordo com estatísticas oficiais, 97,5% das crianças abortadas são meninas. Se acredita que muitas são vendidas à casais inférteis para que as autoridades não tomem conhecimento.
O resultado é um desequilíbrio entre as populações masculina e feminina. Milhões de homens não conseguem encontrar uma esposa. Já existe o tráfico de mulheres. Em alguns lugares há 6 homens para cada mulher. Estima-se que 17 milhões de meninas estejam 'faltando' na população da China. O infanticídio e abandono são os principais fatores.

Insensibilidade é pouco. Se não possuem um pingo de sentimento pelas crianças, agora imagine o que fazem com os animais...
Esse é o 'Crush' - Novo Hobby de alguns chineses. Chineses sedentos por sangue e crueldade, matam gatos e cachorros pisando em cima deles com salto agulha de sandália, esmagando, furando olho, e por aí vai... Olhe bem a imagem.

Extermínio e tortura de cães
Com a desculpa de acabar com a 'raiva', doença erradicada a anos, chineses roubavam cachorros de famílias que se negavam a matar seus animais. Matavam a pauladas e choques, torturavam, isso tudo na frente de seus donos...
Depois de acabar com milhares desses animais, perceberam que foi tudo em vão. Mas até hoje ainda praticam esse horror. Não pela doença, mas pelo simples prazer de ver um SER VIVO sofrer, ser torturado e morrer, ou por comer TUDO QUE RESPIRA. Isso pode ser conferido em qualquer documentário da TV sobre essa terrível 'cultura'.

800 gatos são roubados de suas casas e criados para serem servidos em restaurantes chineses!

Após descobrir, alguns chineses de bom caráter, se manifestaram e conseguiram acabar com essa loucura, libertando-os.


Na CHINA, ursos são enjaulados em gaiolas que possuem tamanho menor que o deles!

Antes da tortura, olha como o 'melhor amigo do homem' é tratado na China

E depois... nham nham...

Na China, eles mantêm um espetáculo mais ridículo e idiota que o Rodeio do Brasil.

Um cavalo tem que andar e correr com um leão (que tem o dobro ou o triplo de seu peso) montado em cima dele.

Machucando-o, arranhando, etc etc.

Faça como nós!

Boicote as Olimpíadas da China em 2008!!!
Não vá a China, não compre produtos de lá, não faça lanche no 'china'... enfim... BOICOTE todo esse horror

E se isso tudo que está acima não foi o bastante, VEJA ISSO:
Pois é. É um chinês preparando, lavando e temperando um ABORTO para uma sopa.
Ele é um artista que fez isso para uma bienal.
Roubou um aborto, lavou, temperou e preparou uma sopa com ele.
Mas na hora de comer, ele comeu um pedaço de pato. Isso sim é insensibilidade.
Uma amiga ativista na área, pesquisou sobre o assunto e descobriu que, um repórter foi investigar hospitais, tal como se ele quisesse comprar os fetos, a atendente deu dicas até de como preparar, com gengibre, etc etc. Monstruosidade... ONDE ESSE MUNDO VAI PARAR???

E para finalizar:
Um dos maiores emissores de gases responsáveis pelo efeito estufa - China - vêm deixando absolutamente claro não ter intenção alguma de aceitar nenhum limite estabelecido que possa diminuir seu crescimento.
Protocolo de Kyoto estabelece metas para a redução de gases poluentes que estão ligados ao aquecimento global. Gases como o dióxido de carbono 'segurariam' o calor na atmosfera, causando o chamado efeito estufa.

E A NATUREZA RESPONDE...

Para os implicantes de plantão:

Sim, no Brasil e em vários outros países, muitas pessoas também cometem muitas atrocidades contra crianças e animais (e idosos tbm!);

Sim, também sou contra a matança de bois, frangos, peixes, lagostas, camarões, porcos, coelhos, bodes, cavalos, siris, escargots, javalis, tartarugas, jacarés, baleias, golfinhos, tubarões (ou cação), ovelhas, etc., etc., etc.,

Sim, há muitos chineses bacanas!!!;

Não, não é a totalidade da população chinesa que tem esses hábitos culinários distorcidos;

Não! Comer cães, gatos e insetos, não faz parte da “tradicional e milenar cultura chinesa” – depois da revolução comunista, muitas pessoas não tinham o que comer, e tiveram que se alimentar do que podiam. Compreensível. Mas hoje, há muitas outras comidinhas na China.

Incrível: A Profecia Villas-Boas

Declaração feita antes do final de 2002 quando o sertanista faleceu.
Hoje alguém tem dúvida?
Talvez seja por isso a "guerra"na Raposa Serra do Sol.
video

SINDICATO DO CRIME

Imagem do filme Sindicato de Ladrões

CONDENAÇÃO-PRÊMIO
Depois que a Justiça concedeu ao lobista Marcos Valério, um dos ícones do Mensalão, uma condenação-prêmio, que nada mais é do que um estímulo à corrupção, o Sindicato do Crime deve ter iniciado esforços para que aconteça a canonização do malandro.
BLINDAGEM- Atos criminosos com dinheiro público e condenações pífias só ficaram perceptíveis para a sociedade depois que as denúncias do Mensalão vieram a público. Demonstra o quanto há de blindagem para quem se alia ao governo para roubar da sociedade.
PRIMEIRO SETOR
Desde o período do Império, quem está ligado ao Primeiro Setor, sempre teve direito a incríveis privilégios aqui no Brasil. Vantagens que nunca foram extintas por aqui, pois todos os países que se inspiraram na Revolução Francesa, escreveram suas constituições com mais rigidez nesse aspecto.
SEGUNDO SETOR
Quando a sociedade brasileira decidiu pela existência dos Poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário -, formava-se aí o Primeiro Setor. Assim, atividades privadas, como indústria, comércio e serviços, passava a formar o Segundo Setor, admitindo que daí sairiam os recursos para sustentar o Primeiro Setor.
TERCEIRO SETOR
Passados os anos, como o governo descuidou de algumas áreas previstas para o seu comando, e a iniciativa privada não mostrou disposição ou preparo para tanto, nasceu o Terceiro Setor, representado pelas Organizações Não Governamentais (ONGs). Com um detalhe: esta conta também passaria a ser paga pelo Segundo Setor.
Como a esperteza sempre foi muito grande no Brasil, a maioria das ONGs passou a receber dinheiro público, derivado de impostos pagos pela sociedade. Assim, uma porta para a fraude foi aberta e não são poucas aquelas que usam o Terceiro Setor para roubar dinheiro do povo.
QUARTO SETOR
Diante dessa constatação, mesmo considerando que o crime é uma atividade que existe em todo o mundo, nós fomos mais longe: conseguimos fazer de todos os tipos de crime (do menor ao maior), o Quarto Setor.
SETOR QUE MAIS CRESCE
Hoje, indiscutivelmente, o pessoal que trabalha no Primeiro Setor (governo) e no Terceiro Setor (Ongs) ainda que em atividade nas suas funções, está fazendo o Quarto Setor (crime) crescer de forma impressionante. Aliás, sem sobra de dúvidas, é o que mais cresce hoje no Brasil.
GARANTIAS
E quem dá as garantias para este bem viver safado, às custas, obviamente, do Segundo Setor (iniciativa privada), é a nossa Justiça. As leis e os interesses foram feitos para premiar quem dá o melhor golpe. Isto se chama condenação por aqui. Pode?
Fonte: PONTOCRÍTICO.COM