sexta-feira, novembro 28, 2008

Velhos Tempos - ROCK!

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A crise vista por um Americano - Esse, tinha visão das coisas na época...

O sujeito ao lado é americano, e se chama Marc Faber. Ele é analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico...
O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan e nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.

Estou fazendo a minha parte...

Colaboraç
ão de MRM de Pensilvania-EUA

quinta-feira, novembro 27, 2008

ELZA, A GAROTA! A OUTRA TRAGÉDIA POLÍTICA!

A Editora Nova Fronteira, em edição especial, lança o livro de Sérgio Rodrigues "Elza, a Garota".
Essa é uma história sempre bem escondida e nada divulgada do assassinato da jovem companheira de Miranda, secretário geral do PCB em 1936. Presos entre outros dirigentes do PCB, após a intentona comunista, Elvira Cupelo, de codinome Elza Fernandes (16 anos), foi libertada, ficando presos seu companheiro Miranda e seu irmão Cupelo entre outros.

Antes da prisão de Prestes, dirigentes do PCB foram sendo presos e a suspeita recaiu sobre Elza. Ela ficou em "prisão domiciliar" decidida pelo PCB em Guaratiba e depois transferida a uma casa em Guadalupe, após o tribunal constituído pelo PCB decidir sobre sua morte, mesmo sem nenhuma comprovação de que pudesse ter denunciado ou soubesse dos locais onde outros dirigentes estavam escondidos.

Como o assassinato - justiciamento - não era executado, Prestes em um bilhete de próprio punho exigiu o cumprimento da "pena", em seguida executada de forma bárbara, por estrangulamento com fio, tendo seu corpo sido partido e enterrado no quintal da casa onde estava.

Em 1940, dois dos que participaram do assassinato - justiciamento - e que ainda estavam presos, resolveram contar a história. Para o ato da abertura do local, foram levados seu companheiro-marido e seu irmão, que viram escandalizados a brutalidade dos fatos, reagindo duramente e desligando-se do partido a partir dali.

Toda a documentação, as fotos do instituto médico legal, o bilhete de Luiz Carlos Prestes e os depoimentos estão disponíveis para consultas, num processo de quase 2 mil páginas do tribunal de segurança da época. Mesmo anos e anos mais tarde, Prestes nunca quis comentar este fato e quando perguntado pedia para não falar, pois se tratava de algo que nunca queria se lembrar.

A imprensa deu ampla cobertura aos fatos na época. O "esquecimento" posterior dificultou e até impossibilitou o contato com conhecidos e familiares. Por isso, Sergio Rodrigues tem que inserir juntos aos fatos documentados e a cobertura dos jornais, elementos prováveis em alguma medida romanceados.

A publicação de “Elza, a Garota” (como era conhecida) constrói um diagrama que estava incompleto com a publicação de “Olga”. Poder-se-ia desenhar dois pontos superiores separados, significando dois regimes para os quais as pessoas humanas específicas não tinham qualquer valor, ou pelo menos suas vidas não podiam atrapalhar as "causas". Duas linhas retas destes pontos encontrariam num nó abaixo, Luiz Carlos Prestes e deste sairiam outras duas retas para mais abaixo encontrar dois pontos: Elza e Olga.

Olga, deportada para a Alemanha ainda numa época de apogeu do regime hitlerista, termina anos depois morrendo num campo de concentração na condição de judia e comunista, em nome da ideologia nazista. Elza é morta como desdobramento das práticas stalinistas, na simples suposição que havia traído o partido comunista.

Ao publicar "Elza, a Garota" numa edição especial da Nova Fronteira, descobre-se a história oculta por décadas e fecha-se o duplo triângulo linkado em Prestes, com dois regimes totalitários nos vértices de cima e duas mulheres, chacinadas em nome da defesa desses regimes, nos vértices de baixo. A publicação de “Olga” deixou a história pela metade, que agora se completa, numa memória trágica, condenado assim ambos os regimes.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Alvaro Dias recebe prêmio de melhor Senador do País

O senador Alvaro Dias (PSDB/PR) recebe na próxima segunda-feira (01/12) o troféu de melhor senador do País. Na votação do Prêmio Congresso em Foco 2008, o senador foi eleito com o dobro dos votos do segundo colocado. O deputado mais votado foi Fernando Gabeira (PV/RJ).
Em um processo de votação acompanhado pelo Sindicato dos Jornalistas do DF e pela OAB, os parlamentares finalistas foram escolhidos por jornalistas de 53 veículos de comunicação que fazem a cobertura do Congresso Nacional. Dos 81 senadores, apenas 16 foram selecionados para a final. A votação na internet começou no dia 22/09 e foi encerrada no dia 20/11. A participação dos internautas surpreendeu os organizadores com mais de um milhão de votos. O Prêmio Congresso em Foco foi criado em 2006 para homenagear os congressistas que melhor cumprem com seus deveres parlamentares.
Eleito pela segunda vez
Em 2006, Alvaro Dias já foi o vencedor do Prêmio, e em 2007 recebeu o troféu por assiduidade, tendo comparecido a 97% das sessões do Senado.
A festa de premiação, no dia 01/12, será na sede da OAB, em Brasília. Os três primeiros colocados vão receber um troféu de bronze e alumínio, criado pela artista plástica Suzana Gouveia.

domingo, novembro 23, 2008

Bruce Lee, "jogando" Ping-Pong!

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Antigo vídeo de Bruce Lee, "jogando" Ping-Pong com um negocio que não sei o nome.
Recuperado para o lançamento do novo Nokia N96.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Yunus, banqueiro dos pobres, lança seu livro no Brasil

Já podemos ler em português as idéias inovadoras do criador do Micro-crédito. A editora Atica lançou o livro "Um mundo sem pobreza - a empresa social e o futuro do Capitalismo", de Muhammad Yunus. O simpático sábio é de Bangladesh. Doutor em economia, fundador e diretor do banco Grameen, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2006 (na foto, Yunus e o medalhão de Alfred Nobel, no Palácio Real da Suécia).
Inventor da idéia de "Micro-crédito". Famoso também pelo seu yogurte nutritivo , em parceria com a Danone - usado no combate à mortalidade infantil na Índia e golfo de Bengala, e pelos seus hospitais oftalmológicos, que salvam milhares de pobres da cegueira. Yunus é contrário a idéias como a "Bolsa Família" do Brasil, se aplicada indefinidamente. Yunus acha fundamental investir na promoção das pessoas humildes, inclusive com o crédito.
Seus manuais contrastam com o tradicional costume político brasileiro - de só lembrar aos mais pobres os seus direitos. Yunus tem célebres listas de "Deveres", que são passadas às comunidades, no processo de aprendizado social. Seu livro é dedicado "a todos os que desejam criar um mundo em que ninguém seja pobre..."

A crise e as lições do Norte

A postura cívica dos dois contendores do último pleito eleitoral nos Estados Unidos da América do Norte é um exemplo que deveria inspirar todos os governantes da terra. As diferenças políticas foram colocadas num plano secundário em nome de um entendimento nacional que possibilite o enfrentamento competente e eficiente da crise. O debate exacerbado na busca pelo poder na maior nação do mundo não impediu a retomada do diálogo após a abertura das urnas, diante da gravidade da crise econômica que se abate sobre aquela grande nação.
O candidato republicano John McCain surpreendeu, logo após sua derrota, afirmando sobre Obama: "Ele foi meu adversário; hoje é meu Presidente", e, agora, demonstra grandeza quando pretende somar-se aos democratas para contribuir na luta contra a crise.
Nesta semana questionei da tribuna do Senado o fato de o Governo brasileiro não ter convocado ainda todas as forças vivas da nacionalidade para, de forma suprapartidária, constituir um comitê de crise reunindo especialistas de todas as origens com o fim de elencar as medidas mais inteligentes e eficazes no combate à crise e minimizar os seus efeitos sobre o povo brasileiro.
Não há como ignorar a necessidade de um pacto entre governos. É o momento para um pacto, inclusive no Brasil, entre as nossas forças vivas representativas da economia nacional. É hora de abandonar o egoísmo. Os interesses localizados devem dar lugar às prioridades da coletividade. A crise é global e, portanto, as soluções não podem ser isoladas e localizadas. É igualmente inconcebível que as atenções se voltem apenas para as vulnerabilidades do sistema financeiro.
A recessão já é uma realidade. A poderosa e organizada economia japonesa, por exemplo, já está em recessão. A Alemanha - principal economia da Europa - ingressa num período recessivo.
Em que pese o esforço do Governo Federal em ampliar a oferta de crédito na economia, uma pesquisa da FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - revela que o acesso ao crédito não melhorou. Um dado em especial revelado pela referida pesquisa merece ser destacado: os bancos brasileiros estão cobrando juros excessivos e represando o dinheiro.
Nos Adiantamentos sobre Contrato de Câmbio - ACCs -, na semana de 29 de outubro a 04 de novembro, os juros cobrados pelos grandes bancos oscilavam de 6,3% ao ano (além da variação cambial), no caso do Bradesco, a 21,6% ao ano, do Itaú.
Vale ressaltar que essa modalidade de financiamento é tomada pelas companhias exportadoras, numa operação que envolve a tomada do empréstimo nos bancos e o posterior pagamento com o dinheiro proveniente das vendas no exterior. A média das tarifas nas linhas de capital de giro oscilava de 35,4% no Unibanco a 50,2% no Banco do Brasil. Fica aqui uma pergunta: o que explica a gritante diferença de taxas entre bancos, considerando que o custo de captação do dinheiro é o mesmo entre as grandes instituições financeiras?
Ouvi reclamos, nos últimos dias, que preocupam muito. O Governo anunciou a liberação de bilhões de reais para agricultura, e há agricultores distantes do crédito. Reclamam da burocracia, não conseguem os financiamentos de que necessitam.
A propósito, registro as legítimas reclamações dos avicultores do Paraná. Diante do anúncio do Governo de que bilhões de reais seriam disponibilizados para os exportadores do país, animaram-se e buscaram o crédito. Não tiveram qualquer facilidade. Na verdade não conseguiram chegar nem mesmo ao Comitê de Crédito do Banco do Brasil. Os próprios gerentes da instituição ficam numa posição desconfortável: não conseguem dar resposta aos clientes que os procuram.
O enfrentamento da crise exige competência, seriedade, equilíbrio e total transparência. Os entraves são inúmeros. É urgente reduzir os gastos correntes do governo e privilegiar os investimentos públicos na área de infra-estrutura. É imperioso igualmente reduzir as incertezas regulatórias para os investimentos, com o objetivo de promover a competitividade da economia. O governo não se preocupou em planejar, esquecendo de fixar uma agenda da produtividade e da inovação. O compadrio e o aparelhamento da máquina pública fizeram escola na gestão do presidente Lula.
A complexidade da crise financeira internacional impõe austeridade e o estabelecimento de um debate amplo sem conotação ideológica ou partidária. As lições do norte devem ser incorporadas à cartilha local para superar os óbices que estão postos a todas as nações.

Senador Alvaro Dias - 2º Vice Presidente do Senado, vice-líder do PSDB

UM ESTADO COM MENOR CAPACIDADE DE INTERVIR É CHAMADO A INTERVIR!

Os anos 80 trouxeram com as reformas liberais thatcher-reaganianas, a idéia do Estado como um problema, um mal a ser minimizado, retirando-o ao máximo das funções econômicas e circunscrevendo-o a suas funções precípuas na área militar, diplomática, social e da moeda. Assim mesmo, nesse último caso, separando a gestão da moeda, do governo.
Os processos de privatização e de liberalização dos mercados, do comércio exterior e dos mercados financeiro e de capitais, reduziram de fato e proporcionalmente o tamanho do Estado, seja quantitativamente, seja qualitativamente, ou seja, restringindo, reduzindo ou mesmo eliminando os instrumentos clássicos de intervenção estatal desenhados a partir da crise de 29.

O debate passou então, a um plano mais ousado: o da cessão de soberania, de forma a se ter uma economia mais ágil. Um exemplo disso é o próprio Euro e o BCE, onde os países da UE abrem mão se suas soberanias sobre suas moedas. Outro é a unificação das políticas econômicas, com o estabelecimento dos limites de referência (Tratado de Maastrich).

Num momento de crise como esse, quando se recorre ao Estado para que ele intervenha de forma a paliar a crise, esse Estado que agora é chamado, tem muito menos elementos de intervenção e de compensação e com isso sua intervenção será de alcance mais limitado nas conseqüências e no tempo.

Esse é um dos paradoxos desta crise: convoca-se um Estado que já não tem mais a mesma capacidade de intervir e produzir os desdobramentos de antes.

PARADOXOS DO CAPITALISMO ATUAL!

Os dois grandes ícones do capitalismo contemporâneo, o automóvel, ícone pessoal e os bancos, ícone empresarial, foram exatamente os mais afetados na crise e especialmente através de suas empresas historicamente líderes.
Se no setor de serviços são os bancos que tem a maior cadeia de repercussões, para trás e para frente, na indústria é o setor automobilístico que tem a maior cadeia de repercussões para frente e para trás, atingindo o próprio setor financeiro, pela vinculação com as vendas financiadas.

As medidas adotadas, num e noutro caso, salvam, pelo menos provisoriamente, empresas e desaceleram os efeitos multiplicadores em cadeia, mas não mudam as tendências, num e noutro caso.

Na Argentina, menos aparelhada de instrumentos de política econômica, em função do voluntarismo que a atingiu nos últimos anos, o setor automobilismo demitiu, ou deu férias coletivas a 10 mil trabalhadores e o setor imobiliário está literalmente parado.

BMW GINA

LEIAM O TEXTO ANTES DE VER O FILME !
GINA Light Visionary Model pode mudar de forma
A busca por carrocerias cada vez mais leves é um dos grandes desafios dos projetistas de automóveis. Alumínio, titânio e fibra de carbono são os materiais mais utilizados na criação de um veículo, mas por que não utilizar tecido? Foi justamente isso que a BMW fez com o seu novo carro conceito.. Chamado de GINA Light Visionary Model, o modelo, uma espécie de Z4M de pano, segue o que a marca chama de 'design orgânico'.
Capaz de mudar de forma, o carro futurista possui um chassi composto por cabos de alta resistência e barras de fibra de carbono.. Por baixo dos panos(sem trocadilho), a BMW afirma que o GINA - sigla em alemão para Geometria e Funções Adaptavias - possui uma série de pequenos motores elétrico-hidráulicos, responsáveis pelas mudanças no formato da carroceria.
Os faróis, tanto frontais quanto traseiros, ficam escondidos sob o tecido quando estão apagados e abrem-se como pálpebras ao serem acionados, imitando os movimentos do olho humano, quando o farol é desligado "ela"pisca os olhos
.
Apesar do aspecto metálico do tecido que cobre o chassi, pequenos detalhes pelo carro denunciam o material alternativo. Ao abrir as portas vê-se claramente o tecido, que fica enrugado.
O acesso ao motor é como abrir uma jaqueta, porém, no lugar de um zíper, motores elétricos cuidam da abertura do capô. Mesmo sendo algo impensável para os tempos atuais, a BMW afirma que a solução pode ser usada na indústria. Quem diria que mecânicos do futuro seriam substituídos por costureiros.

Colaboração do meu amigo MRM diretamente da Pensilvania-USA


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terça-feira, novembro 18, 2008

E AGORA? CABE MANTER A FIXAÇÃO DE META DE PREÇOS?

1. Os problemas de liquidez impostos pela crise financeira internacional ocorrem em direções muitas vezes imprevistas. Isso exige que o governo garanta mais liquidez do que a soma dos pontos em que a iliquidez ocorre. Ou seja, há uma inevitável sobre-expansão da base monetária.

2. Os setores industriais e comerciais afetados pela crise receberão num primeiro momento, apoio financeiro do governo na hipótese de que pode se tratar de um problema passageiro. De outro lado o governo procurará - keynesianamente - expandir seu gasto de forma a reduzir o impacto da crise sobre o emprego.

3. O governo interveio fortemente sobre o câmbio, objetivando criar as melhores condições para que os que apostaram no câmbio futuro e derivativos análogos. O presidente do Banco Central afirma que essas posições já teriam sido basicamente liquidadas. Vale dizer: a tendência do câmbio tenderá a ser ascendente em médio prazo.

4. Por outro lado, o impacto da crise sobre as finanças públicas em todos os níveis tornará funcional ou mais fácil aos governos trabalharem com uma inflação maior.

5. Todos esses vetores se reforçam, são sinérgicos e convergentes. Ou seja, a inflação tende a ser crescente, seja para enfrentar a crise, seja para tornar funcional aos governos a redução de seu impacto sobre as finanças públicas.

6. O sistema de fixação de metas de inflação é funcional num quadro de normalidade na garantia de estabilidade, ou num quadro de instabilidade cujo objetivo central é reconquistar a estabilidade dos preços, mesmo que afetando o crescimento.

7. Com isso o Governo Federal/Banco Central estará numa cama de gato. Se mantiver o método de fixação de metas de inflação da maneira atual e essa sendo ultrapassada, será forçado a adotar medidas contraditórias como exige o enfrentamento da crise. Se abandonar o método de fixação de preços estará sinalizando uma inflação crescente.

8. Uma alternativa seria flexibilizar a meta de inflação para 2009, aumentando seu patamar superior e com isso, apenas adotando os instrumentos ortodoxos no caso de ultrapassagem daquela. Admitiria que a inflação será crescente, mas estabeleceria um teto para ela, ou seja, para a intervenção ortodoxa do Banco Central (juros...).

sábado, novembro 15, 2008

Comercial antigo - ANTARCTICA

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2009: UM ANO DE TRANSIÇÃO? OU DE FRUSTRAÇÕES?

Ensina a prática política que os governos eleitos devem moderar as expectativas que criaram para vencer as eleições. De outra forma transformam-nas em frustrações em prazo curto. A imprensa, ansiosa por ter novidades, provoca os eleitos e estes, ingenuamente, vão vomitando projetos, obras e ações.
Esse ano de 2009 traz uma concentração muito mais que proporcional de expectativas políticas, a começar pela vitória de Obama. O simbolismo de sua cor e o contraponto com Bush exponenciam as expectativas em relação à política externa dos EUA e as compensações sociais internas.

Certamente as declarações e primeiras viagens de Obama extrapolarão essas expectativas. O discurso vai mudar, mas os soldados continuarão no Iraque e no Afeganistão e os falcões do pentágono continuarão comandando o jogo.

A crise financeira internacional - que já se transformou em econômica com a recessão generalizada no mundo desenvolvido - já está impactando o mundo pobre e em desenvolvimento. No Brasil, qualquer taxa de crescimento igual ou menor que 4% aportará desemprego na margem, criando um clima de insegurança entre os empregados.

No Brasil, os prefeitos eleitos extravasam seu otimismo. E os governadores torcem para que seu penúltimo ano não iniba a altura do vôo que esperavam com vistas a 2010. Lula terá que explicar porque seu otimismo não vingou.

Há tempo para a moderação. As receitas não repetirão 2008. Os protestos e greves crescerão. Afinal se podem dar tanto dinheiro para os banqueiros por que não para os trabalhadores, perguntarão estes?

É bom para todos - daqui e dalhures - recolherem a impulsão retórica dos vôos que pretendem, antes que os manetes fora de lugar não produzam desastres. Os que entenderem 2009 como um ano de transição, que pode entrar por dentro de 2010, terão vigor político e fiscal para avançar depois. Os que se entusiasmarem muito poderão ser empurrados para fora do tabuleiro do xadrez econômico e político.

Abrindo portas

O Programa Bolsa Família (PBF) foi idealizado para combater a fome e a miséria na esteira da promoção da emancipação das famílias mais pobres do País. Em verdade, o PBF unificou os procedimentos de gestão e execução de transferência direta de renda com condicionalidades do Governo Federal. Foram fundidos os programas assistenciais da gestão Fernando Henrique Cardoso, como o Bolsa Escola, o Vale Gás e o Bolsa Alimentação, em um só programa, nascendo o atual Bolsa Família.
Tenho observado que há um visível constrangimento quando se propõe uma discussão qualificada sobre o Bolsa Família. A falta de debate subverte regras consagradas por uma sociedade pluralista, sem falar que atenta contra o próprio regime democrático.
Sem qualquer veleidade, mas com destemor, submeti ao debate do Senado projeto de lei que muda o conceito do Programa Bolsa Família. Sem extingui-lo, pretendo fazer dele instrumento de estímulo ao trabalho e à qualificação profissional.
Nesse contexto, não poderia deixar de lembrar a saudosa ex-primeira dama Ruth Cardoso. Dona Ruth, antropóloga competente, detentora de uma visão muito lúcida sobre a exclusão social, propugnava a afirmação da cidadania e o fomento de atividades produtivas, geradoras de trabalho e renda, com ressalvas aos laços de dependência crônica ao Estado e às encruzilhadas sociais sem saída do assistencialismo. O Programa Comunidade Solidária, uma arquitetura inteligente de combate à exclusão, concebido sob a sua batuta, não pode ser esquecido.
O meu objetivo não é iniciar uma polêmica sobre os matizes do assistencialismo emergencial e suas vertentes clientelistas. O que pretendo é trazer ao debate qualificado a necessidade de nos debruçarmos sobre o alerta de tantos especialistas e estudiosos da matéria: os programas de transferência de renda não podem ser vistos como uma panacéia e devem necessariamente vir acoplados de políticas estruturais mais abrangentes, que visem garantir o sustento da população assistida por meio do trabalho.
A acomodação gerada pelo PBF e a ausência de uma "porta de saída" me inspiraram, após muita reflexão, a apresentar esse projeto de lei que objetiva oferecer uma alternativa factível capaz de minimizar os possíveis efeitos da acomodação, criando um portal de saída que preserva a dignidade humana e assegura trabalho e renda.
O Bolsa Família completou no mês passado cinco anos de existência. As pesquisas demonstram que vem atingindo suas metas. Um de seus principais méritos, confirmado por diversos estudos comparativos envolvendo programas semelhantes em outros países, é a excelente focalização que logrou alcançar. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, desde 2003 mais de R$ 41 bilhões já foram desembolsados com o Bolsa Família, que hoje beneficia aproximadamente 11 milhões de famílias.
Considerando a gravidade da questão social no Brasil, evidenciada pela elevadíssima concentração de renda, o programa funciona, de fato, como um importantíssimo mecanismo de política social.
Os especialistas têm demonstrado que uma estratégia social mais eficiente dependeria de melhor integração dos diversos programas, criando "portas de saída". É necessário incrementar ações interministeriais que articulem programas em áreas como educação, saúde, microcrédito, geração de emprego e treinamento profissional.
O projeto que apresentei pretende ser uma contribuição para a solução do problema. Trata-se de incentivar o emprego, naturalmente com estrita observância às leis trabalhistas e previdenciárias, de pessoas que estejam recebendo o benefício. Haverá vantagem para o beneficiário, na medida em que deixará de receber um benefício pequeno para assegurar, na pior das hipóteses, um salário mínimo, com toda a cobertura previdenciária e inserção no mercado de trabalho. Para o empregador, haverá a diminuição do valor gasto em contribuições sociais. Já para o Erário a medida é neutra, pois o que deixar de arrecadar em contribuições sociais corresponderá a uma despesa que deixará de ter no programa - o benefício ficará bloqueado enquanto perdurar o emprego e, portanto, a dedução.
Por fim, a proposta prevê a criação do Cadastro Nacional de Inclusão Produtiva do Trabalhador (Pró-Trabalho), administrado pelo Ministério do Trabalho. O Pró-Trabalho permitirá o acompanhamento das ações associadas ao benefício que se pretende instituir, bem como tornará possível conferir preferência a seus integrantes nos programas de qualificação de mão-de-obra e de inclusão social, patrocinados por órgãos e entidades federais.
Esperamos contribuições que possam aperfeiçoar essa iniciativa, abrindo portas à valorização de milhões de brasileiros apartados da cidadania.

Senador Alvaro Dias - 2º Vice Presidente do Senado, vice-líder do PSDB

quarta-feira, novembro 12, 2008

Enquanto isso ... - by Tiago Recchia

Da Gazeta do Povo-PR

"CIDADÃOS E CONSUMIDORES: AOS PRIMEIROS HÁ QUE CONVENCÊ-LOS, AOS OUTROS HÁ QUE SEDUZI-LOS!"

Trechos da entrevista do sociólogo Rafael Roncagliolo (ex-Le Monde Diplomatique, ex-Interviú) ao La Nacion.

1. Em todo o mundo há uma crise de representatividade dos partidos. Os partidos políticos tradicionais se converteram em máquinas eleitorais que só funcionam quando há eleições. Isso é parte de uma mudança, na qual a relação cara a cara foi transformada em relações midiáticas. Isso justifica o ressurgimento, nos últimos anos, de uma política baseada em caudilhos.

2. Ao congressista não lhe interessa a repercussão do que diz no Parlamento, porque o que interessa é a repercussão do que diz no espaço midiático. Isso é, claramente, uma deterioração da ação do Congresso. Desapareceu a relação cara a cara com a célula partidária.

3. Não pode haver democracia se não existam instituições que estejam encarregadas do trabalho de representação política e que compitam por esta representação. Diz-se que os partidos funcionam como as garagens, porque apenas se retira o carro do estacionamento para competir e, depois, volta-se a guardá-lo...

4. As democracias na América Latina estão funcionando muito bem como democracias eleitorais. A democracia contemporânea nasceu com base no pressuposto de que os eleitores são cidadãos que precisam ser convencidos. Então, a democracia institui um mercado eleitoral, no qual os políticos fazem suas ofertas, que são suas propostas, e os cidadãos escolhem entre essas propostas. Este é o pressuposto básico da democracia.

5. As transformações tecnológicas dos últimos tempos determinaram que os eleitores não fossem considerados cidadãos, mas sim consumidores. A diferença é que, quanto aos cidadãos, é preciso convencê-los e, quanto aos consumidores, é preciso seduzi-los. Neste cenário, as ofertas dos políticos deixam de ser propostas e passam a ser mecanismos publicitários de sedução do eleitor. Isso destrói o pressuposto básico da democracia.

6. É óbvio que os candidatos não mais têm interesse sobre os temas a debater. Interessa a eles os aspectos formais do debate, como a luz, a ordem da exposição, os tempos e a disposição das câmeras. Ou seja, a vida política passou a ser controlada por novos especialistas.

7. Hoje, é preciso estar nos meios de comunicação de massa para existir. Os meios não têm êxito no momento de dizer quem ganha, mas sim ao estabelecer quais os que estão na competição. Pode-se dizer que os meios substituíram os políticos no papel de fixar a agenda. Então, não são mais dirigentes, voltados para oferecer uma direção aos cidadãos, mas sim dirigidos, no sentido de que o bom político é o que melhor interpreta as pesquisas e que faz o que o público pede.

8. Isso não significa que os meios de comunicação possam fazer o que quiser com a opinião pública, mas sim que alguns deles têm um papel desmedido. Os legisladores foram substituídos por líderes midiáticos em sua influência sobre a opinião pública. Por outro lado, não quero deixar de reconhecer a tarefa de fiscalização e de transparência que levaram a cabo os meios mais sérios em nossas democracias.

terça-feira, novembro 11, 2008

Enquanto isso na Casa Branca - by Tiago Recchia

Da Gazeta do Povo-PR

VEROSSIMILHANÇA E JORNALISMO!

Jean Daniel (foto), consagrado diretor do "Nouvel Observateur", escreveu artigo semana passada para o El País. Nele, comenta o caso de uma denúncia furada sobre o escritor tcheco-francês quando era jovem e a forma que a imprensa cobriu o caso. Abaixo trechos do artigo.

1.Meu único universo é a novela”, diz o escritor Milan Kundera. Mas nem mesmo assim conseguiu evitar a calúnia. Foi vítima dessa nova prática jornalística que consiste em colocar alguém debaixo de suspeita com uma manchete e uma fotografia. Há quase 60 anos – sim, 60 anos! – um jovem agente tcheco dos serviços secretos norte-americanos foi detido pela polícia em Praga. Segundo os arquivos, então controlados pelos serviços soviéticos e agora acessíveis a qualquer investigador, o homem que denunciou o espião não fora outro senão o escritor francês de origem checa Milan Kundera (foto abaixo), então com 21 anos.

2. Há três semanas, um semanário de Praga difundia este “descobrimento” e a ele dedicava um número especial. A notícia correu como um rastilho de pólvora por todas as partes e, naturalmente, também pela França. O escritor a recebeu como disse então “como um soco na cara”. Kundera não sabia nada do assunto, sequer ouvira falar dele. Num comunicado, afirmou que tudo era falso. Nos dias seguintes, as personalidades mais eminentes do mundo literário francês e europeu manifestaram sua solidariedade para com Milan Kundera.

3. Os jornalistas, que haviam tido notícia por primeira vez da informação acusadora, já conheciam tanto o desmentido do autor, quanto a emoção de seus pares. Isso os fez optar pela prudência. Mas por que essa prudência já não serviu para nada? Porque, segundo as novas práticas de nosso ofício, quando aparece uma manchete e uma fotografia incriminando uma personalidade, esta personalidade fica debaixo de suspeita. Não se afirma que a informação seja correta, mas se apresenta ela como possível e inclusive verossímil.

4. Nós, jornalistas, temos de nos ver todos os dias com este problema, e sempre da mesma forma. Vendemos verossimilhança. E, no reino do verossímil, a calúnia nunca perde vitalidade. A situação de Kundera não deixa de ser tristemente paradóxica. Depois de tudo, ele próprio antecipava em suas novelas os estragos da chamada “sociedade da transparência".

5. O escritor crê, e não deixa de repeti-lo desde que o assunto foi divulgado, na discrição e na privacidade da vida íntima. Pensa que se deve julgar uma obra por seu conteúdo e não pelo que se acredita descobrir na vida do autor. Kundera foge sistemática e furiosamente de todos os meios de comunicação. Eu digo que o caráter sistemático de suas negativas pode impacientar alguns. Milan Kundera teve a ingenuidade de pensar que, como havia renunciado de praticar o jogo da sobre exposição mediática, a discrição e o silêncio o protegiam.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Derrote o Lobo

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Visões do medo

Os contornos e desdobramentos da crise financeira mundial em curso ainda constituem um enigma até mesmo para os mais abalizados analistas econômicos. Sua extensão e prolongamento são objeto das mais variadas interpretações e proguinósticos. Não se trata de divisar entre otimistas e pessimistas, mas há evidente dificuldade de mensurar os efeitos no médio e longo prazo dos reflexos dessa crise. O que se evidencia é o crescente temor que assola governantes e governados de todo o planeta. Não há vaticínio infalível e só o tempo poderá mostrar os verdadeiros efeitos na economia real.
A postura da oposição no Congresso Nacional é de total apoio às medidas do governo que objetivem enfrentar a travessia difícil que se avizinha. Atribuir qualquer outra motivação seria leviandade. A propósito, não foi outro o comportamento do bloco oposicionista ao longo da gestão do presidente Lula. Jamais foi feita oposição ao Brasil.

Não podemos ignorar a magnitude da crise e, nesse ambiente de incertezas, o medo não deixa de povoar o inconsciente coletivo. A prontidão em prol da defesa dos interesses nacionais não pode ceder à tentação de escamotear a verdade ou transferir responsabilidades e eventualmente tentar capitalizar com fins eleitoreiros. Nesse momento, o palanque não é o lugar adequado para sediar o debate qualificado sobre as alternativas possíveis à crise que infelizmente já bateu a nossa porta.

A ação do Banco Central do Brasil tem sido correta e assegura a cota indispensável de equilíbrio e realismo em meio às turbulências enfrentadas. O pior dos mundos seria ignorar os dados de realidade. Inicialmente, o próprio presidente da República tentou "isolar" o Brasil da crise, a veia onírica sempre presente nas artérias do atual governo. O discurso mudou reconhecendo a gravidade do quadro, mas ainda existe controvérsia nas declarações oficiais. As pastas setoriais emitem sinais contraditórios, principalmente no tocante aos gastos de custeio.

Há sinais preocupantes. Segundo a Abdib - Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base - 324 grandes obras de infra-estrutura podem atrasar por escassez de crédito no País. É um canteiro de obras em construção ou já contratadas que corre o risco iminente de paralisia em razão da falta de crédito advinda da crise financeira internacional. As obras demandam aproximadamente R$ 90 bilhões para serem concluídas nos próximos anos.

Nesse contexto, é inaceitável que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financie obras de infra-estrutura no exterior, considerando que aproximadamente 70% do volume de recursos deverão sair desse banco de fomento.

Ratifico, mais uma vez, a nossa disposição de cooperar com o governo federal de forma transparente e sem subterfúgios. A população deve ser informada sobre o andamento da crise. Os esclarecimentos são necessários e qualquer tentativa de camuflar a verdade nessa hora deve ser rechaçada.
As reações humanas esboçadas nos momentos de crise possuem muitas facetas. Os artistas retratam com matizes diferenciados o que percebem no cenário da alma dos homens. Numa serigrafia da "dama das artes plásticas brasileiras", a pintora, gravadora e escultora Tomie Ohtake, intitulada "visões do medo", pertencente ao acervo do Senado Federal e que ornamenta uma das paredes de meu gabinete, o medo é retratado em cores fortes e previsíveis, mas surpreendentemente o verde que simboliza a esperança se sobrepõe e define o cromatismo. A visão da consagrada artista nascida no Japão e que adotou o Brasil como sua pátria nos leva a enxergar que, em meio a tantas dificuldades, há um horizonte de oportunidades a ser descortinado.


Senador Alvaro Dias - 2º Vice Presidente do Senado, vice-líder do PSDB

domingo, novembro 09, 2008

O heróico Soldado Mário Kosel Filho

Mário Kosel Filho (foto) nasceu no dia 6 de julho de 1949, em São Paulo. Filho de Mário Kosel, gerente da Fiação Campo Belo e Therezinha Vera Kosel. O Kuka, como era conhecido, cursava o antigo colegial, à noite, e fazia parte Grupo Juventude, Amor, Fraternidade, da Paróquia Nossa Senhora da Aparecida, em Indianópolis, que tinha como símbolo uma rosa e um violão e havia sido idealizado pelo Kuka.
- Serviço Militar
Aos 18 anos ingressou no Exército sendo designado para o 4º Regimento de Infantaria, Regimento Raposo Tavares, em Quitaúna, sendo considerado pelos seus superiores como um Soldado exemplar.
Na madrugada fria e de pouca visibilidade do dia 26 de junho de 1968, no Quartel General do II Exército, as guaritas estavam guarnecidas por jovens soldados que prestavam o serviço militar obrigatório, entre eles, Mário Kosel Filho, que, como todos os outros tinha apenas seis meses de instrução e de serviço nas fileiras do Exército.
Tinham sido alertados a respeito da situação de insegurança que o país atravessava e que os quartéis eram alvos preferenciais de ações terroristas.
Foram igualmente informados do assalto ao Hospital Militar, poucos dias antes, em que foram vítimas seus colegas do Regimento.
Um grupo de dez terroristas, da VPR, carregando dinamite em uma camionete Chevrolet, se deslocou em direção ao Quartel General (QG) com a missão de infringir o maior número de vítimas e danos materiais ao QG.
Uma das sentinelas, atenta, dispara contra o veículo que se aproximava aceleradamente do portão do Quartel.
O soldado Rufino dispara 6 tiros contra o mesmo que se choca contra a parede externa do quartel.
Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se há alguém ferido no seu interior.
A carga com 50 quilos de dinamite explode dilacerando seu corpo e espalhando a destruição e morte num raio de 300 metros.
Seis militares ficaram feridos:
o Coronel Eldes de Souza Guedes e os soldados João Fernandes de Souza, Luiz Roberto Juliano, Edson Roberto Rufino, Henrique Chaicowski e Ricardo Charbeau.
- Diógenes - herói da esquerda escocêsa
Diógenes José Carvalho de Oliveira (foto) um dos 10 terroristas que mataram o soldado Mário Kosel Filho recebeu uma indenização de R$ 400.337,73 e mais uma pensão mensal vitalícia, livre de imposto de renda.
Por ter assassinado o soldado Mário Kosel Filho e outros tantos crimes, a Comissão de Anistia e o Ministro da 'Injustiça', Tarso Genro, resolveram premiá-lo.
- O facínora Diógenes (Currículo vitae)
- 20/03/1968 - construiu a bomba que explodiu uma na biblioteca da USIS, consulado dos EUA. Três estudantes foram feridos: Edmundo Ribeiro de Mendonça Neto, Vitor Fernando Sicurella Varella e Orlando Lovecchio Filho, que perdeu o terço inferior da perna esquerda:
- 20/04/1968 - preparou a bomba, que foi lançada contra o jornal 'O Estado de São Paulo', ferindo três inocentes;
- 22/06/1968 - participou do assalto ao Hospital do Exército em São Paulo;
- 26/06/1968 - lançou um carro-bomba contra o Quartel General do II Exército, matando o soldado Mario Kosel Filho, e ferindo mais quinze militares;
- 01/08/1968 - participou do assalto ao Banco Mercantil de São Paulo;
- 20/09/1968 - participou do assalto ao quartel da Força Pública, quando foi morto, a tiros, o sentinela soldado Antonio Carlos Jeffery;
- 12/10/1968 - às 8hs e 15min, Diógenes se aproximou do capitão Chandler, do Exército dos EUA, que retirava seu carro da garagem e na frente da mulher e dos seus filhos Luane e Todd de 3 anos, Jeffrey com 4 e Darryl com 9, o assassinou com seis tiros;
- 27/10/1968 - participou do atentado à bomba contra a loja Sears da Água Branca;
- 06/12/1968 - participou do assalto ao Banco do Estado de São Paulo ferindo, a coronhadas, o civil José Bonifácio Guercio;
- 11/12/1968 - assalto à Casa de Armas Diana onde foi ferido a tiros o civil Bonifácio Signori;
- 24/01/1969 - coordenou o assalto ao 4º RI, em Quitaúna, com o roubo de grande quantidade de armas e munições;
- 02/03/1969 - Diógenes e Onofre Pinto foram presos na Praça da Árvore, em Vila Mariana;
- 14/03/1970 - foi um dos cinco militantes comunistas banidos para o México, em troca da vida do cônsul do Japão em São Paulo;
- 1986 - era o assessor do vereador do PDT Valneri Neves Antunes, antigo comparsa da VPR e, ironicamente, fazia parte do movimento 'Tortura Nunca Mais';
- Na década de 90 - ingressou nos quadros do PT/RS, sempre assessorando seus líderes mais influentes;
- Diógenes do PT
Diógenes José Carvalho de Oliveira foi também conhecido pelos codinomes de 'Leandro', 'Leonardo', 'Luiz' e 'Pedro'.
Durante a CPI da Segurança Pública, no RS, ganhou destaque na mídia uma gravação em que ele dizia estar falando em nome do governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, e solicitava que o então chefe da Polícia Civil, delegado Luiz Fernando Tubino, 'aliviasse' a repressão aos bicheiros.
Diógenes era o presidente do Clube de Seguros da Cidadania, uma organização criada para arrecadar fundos para o PT.
- Vítimas dos 'heróis' da esquerda escocesa
As famílias dos patriotas abaixo, ao contrário dos celerados membros da camarilha 'companheira' não receberam, até hoje, nenhuma indenização por parte da Comissão de Anistia e do Ministro da 'Injustiça', Tarso Genro.
12/11/64 - Paulo (Vigia - Rj)
27/03/65 - Carlos Argemiro (Sargento do Exército - Pr)
25/07/66 - Edson Régis De (Jornalista - Pe)
25/07/66 - Nelson Gomes (Almirante - Pe)
28/09/66 - Raimundo De Carvalho (Cabo Pm - Go)
24/11/67 - José Gonçalves Conceição (Fazendeiro - Sp)
07/11/68 - Estanislau Ignácio (Civil - Sp)
15/12/67 - Osíris Motta (Bancário - Sp)
10/01/68 - Agostinho F. Lima - (Marinha Mercante - Am)
31/05/68 - Ailton De (Guarda Penitenciário - Rj)
26/06/68 - Mário Kozel (Soldado Do Exército - Sp)
27/06/68 - Nelson (Sargento PM - Rj)
27/06/68 - Noel De Oliveira (Civil - Rj)
01/07/68 - Von Westernhagen (Major Ex. Alemão - Rj)
07/09/68 - Eduardo Custódio (Soldado PM - Sp)
20/09/68 - Antônio Carlos (Soldado PM - Sp)
12/10/68 - Charles Rodney (Capitão do Ex. Usa - Sp)
12/10/68 - Luiz Carlos (Civil - Rj)
25/10/68 - Wenceslau Ramalho (Civil - Rj)
07/01/69 - Alzira B. De Almeida - (Dona de Casa - Rj)
11/01/69 - Edmundo Janot (Lavrador - Rj)
29/01/69 - Cecildes M. de Faria (Inspetor de Pol. - Mg)
29/01/69 - José Antunes Ferreira (Guarda Civil - Mg)
14/04/69 - Francisco Bento (Motorista - Sp)
14/04/69 - Luiz Francisco (Guarda Bancário - Sp)
08/05/69 - José (Investigador De Polícia - Sp)
09/05/69 - Orlando Pinto (Guarda Civil - Sp)
27/05/69 - Naul José (Soldado Pm - Sp)
04/06/69 - Boaventura Rodrigues (Soldado PM - Sp)
22/06/69 - Guido - Natalino A. T. (Soldados PM - Sp)
11/07/69 - Cidelino Palmeiras (Motorista de Táxi - Rj)
24/07/69 - Aparecido dos Santos (Soldado PM - Sp)
20/08/69 - José Santa (Gerente De Banco - Rj)
25/08/69 - Sulamita Campos (Dona De Casa - Pa)
31/08/69 - Mauro Celso (Soldado PM - Ma)
03/09/69 - José Getúlio - João G. (Soldados da PM)
20/09/69 - Samuel (Cobrador de Ônibus - Sp)
22/09/69 - Kurt (Comerciante - Sp)
30/09/69 - Cláudio Ernesto (Agente da PF - Sp)
04/10/69 - Euclídes de Paiva (Guarda Particular - Rj)
06/10/69 - Abelardo Rosa (Soldado PM - Sp)
07/10/69 - Romildo (Soldado PM - Sp)
31/10/69 - Nilson José de Azevedo (Civil - Pe)
04/11/69 - Estela Borges (Investigadora do Dops - Sp)
04/11/69 - Friederich Adolf (Protético - Sp)
07/11/69 - Mauro Celso (Soldado PM - Ma)
14/11/69 - Orlando (Bancário - Sp)
17/11/69 - Joel (Sub-Tenente PM - Rj)
17/12/69 - Joel (Sargento - PM - Rj)
18/12/69 - Elias (Soldado do Exército - Rj)
17/01/70 - José Geraldo Alves Cursino (Sgt PM - Sp)
20/02/70 - Antônio A. Posso Nogueró (Sgt PM - Sp)
11/03/70 - Newton de Oliveira Nascimento
31/03/70 - Joaquim (Investigador de Polícia - Pe)
02/05/70 - João Batista (Guarda de Segurança - Sp)
10/05/70 - Alberto Mendes (1º Tenente PM - Sp)
11/06/70 - Irlando de Moura (Agente da PF - Rj)
15/07/70 - Isidoro (Guarda de Segurança - Sp)
12/08/70 - Benedito (Capitão do Exército - Sp)
19/08/70 - Vagner L. Vitorino (Guarda de Seg. - Rj)
29/08/70 - José Armando (Comerciante - Ce)
14/09/70 - Bertolino Ferreira (Guarda de Seg. - Sp)
21/09/70 - Célio (Soldado PM - Sp)
22/09/70 - Autair (Guarda de Segurança - Rj)
27/10/70 - Walder X. (Sargento da Aeronáutica - Ba)
10/11/70 - José Marques (Civil - Sp)
10/11/70 - Garibaldo (Soldado PM - Sp)
10/12/70 - Hélio de Carvalho (Agente da PF - Rj)
07/01/71 - Marcelo Costa Tavares (Estudante - MG)
12/02/71 - Américo (Soldado PM - Sp)
20/02/71 - Fernando (Comerciário - Rj )
08/03/71 - Djalma Pelucci (Soldado PM - Rj)
24/03/71 - Mateus Levino (Tenente da Fab - Pe)
04/04/71 - José Júlio Toja (Major do Exército - Rj)
07/04/71 - Maria Alice (Empregada Doméstica - Rj)
15/04/71 - Henning Albert (Industrial - Sp)
10/05/71 - Manoel Silva (Soldado PM - Sp)
14/05/71 - Adilson (Artesão - Rj)
09/06/71 - Antônio Lisboa Ceres (Civil - Rj)
01/07/71 - Jaime Pereira (Civil - Rj)
02/09/71 - Gentil Procópio (Motorista de Praça - Pe)
02/09/71 - Gaudêncio - Demerval (Guardas Seg. - Rj)
--/10/71 - Alberto Da Silva (Civil - Rj)
22/10/71 - José (Sub-Oficial da Marinha - Rj)
01/11/71 - Nelson Martinez (Cabo PM - Sp)
10/11/71 - João (Cabo PM - Sp)
22/11/71 - José Amaral (Guarda De Segurança - Rj)
27/11/71 - Eduardo Timóteo (Soldado PM - Rj)
13/12/71 - Hélio F. (G.Seg. - Rj) - Manoel da Silva (Com.) - Francisco B.
(Mot.)
18/01/72 - Tomaz P. de Almeida (Sargento PM - Sp)
20/01/72 - Sylas Bispo Feche (Cabo PM - Sp)
25/01/72 - Elzo Ito (Estudante - Sp)
01/02/72 - Iris (Civil - Rio De Janeiro)
05/02/72 - David A. (Marinheiro Inglês - Rj)
15/02/72 - Luzimar Machado De (Soldado PM - Go)
27/02/72 - Napoleão Felipe Bertolane (Civil - Sp)
06/03/72 - Walter César (Comerciante - Sp)
12/03/72 - Manoel (Guarda de Segurança - Sp)
12/03/72 - Aníbal F. de A. (Coronel Exército - Sp)
12/03/73 - Pedro (Capataz da Fazenda Capingo)
08/05/72 - Odilon Cruz (Cabo do Exército - Pa)
02/06/72 - (Sargento PM - Sp)
29/06/72 - João (Mateiro da Região do Araguaia - Pa)
Set/72 - Osmar (Posseiro - Pa)
09/09/72 - Mário Domingos (Detetive Polícia Civil - Rj)
23/09/72 - Mário Abraim Da (2º Sgt do Exército - Pa)
27/09/72 - Sílvio Nunes (Bancário - Rj)
01/10/72 - Luiz Honório (Civil - Rj)
06/10/72 - Severino F. - José I. (Civis - Pe)
21/02/73 - Manoel Henrique (Comerciante - Sp)
22/02/73 - Pedro Américo Mota (Civil - Rio De Janeiro)
25/02/73 - Octávio Gonçalves Moreira (Del. de Pol - Sp)
.../06/73 - Francisco Valdir (Soldado do Exército - Pa)
10/04/74 - Geraldo José (Soldado PM - Sp)


Solicito publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Rua Dona Eugênia, 1227
Petrópolis - Porto Alegre - RS
90630 150
Telefone:- (51) 3331 6265

sábado, novembro 08, 2008

quinta-feira, novembro 06, 2008

quarta-feira, novembro 05, 2008

Um abraço é uma mensagem política

Trechos de matéria no El País de 28/10/2008.

1. Para os peritos em comunicação é certo que a gesticulação e o não-verbal transmitem diariamente mensagens em nada depreciáveis na vida política. Por exemplo, esses modos paternalistas tendem a estar ligados, segundo Rubiales, a uma cultura da "direita". Na opinião de Roberto Izurieta, docente de organização política da Universidade George Washington e assessor de campanhas, “no âmbito das relações internacionais, as relações pessoais desempenham um papel importantíssimo”.

2. Numa reunião de cúpula, num jantar, numa reunião entre representantes de diferentes países ou num debate transmitido pela televisão, o uso do corpo, a postura, o movimento das mãos, um sorriso e inclusive um beijo podem resultar em aspectos decisivos. Tudo está relacionado, segundo peritos, com o caráter, o gênero, a cultura ou a origem de cada um.

3. As investigações do antropólogo britânico Desmond Morris demonstraram, por exemplo, que os árabes, os países mediterrâneos e africanos pertencem a culturas "de contato", e, por outro lado, os norte americanos, escandinavos, anglo-saxãos e asiáticos pertencem a culturas de "não contato".

4. A comunicação não-verbal pode inclusive transcender uma ofensa, quando falamos dos círculos do poder. Porque, entre os políticos, a gesticulação é um traço de caráter que está muito relacionado com o carisma e com uma imagem vencedora. De que depende então esse êxito visual? "O carisma não é de uma só classe”, indica Ricardo Izurieta, que acompanhou de perto a campanha dos candidatos à presidência dos Estados Unidos da América. “Porque o carisma é a emoção de quem está contente consigo mesmo”. E, para estar contente, o desejável consistiria em adaptar o protocolo, ao caráter de cada um.

5. “Nas campanhas eleitorais, as expressões corporais e os gestos constituem aspectos fundamentais. Não se pode esquecer que o ato do voto é, definitivamente, um ato de confiança, e a confiança é um sentimento, é algo que pertence à esfera emocional. Num debate, por exemplo, encontramos posturas, expressões, caras que ultrapassam muitos conhecimentos racionais e institucionais, explica Izurieta.

6. Mas como conseguir que um candidato projete essa confiança? Além do olhar, são necessários abraços, sorrisos, um choro e uma clara efusão? Depende.

7. "Os bons treinadores de políticos em campanhas eleitorais conhecem uma das regras básicas da comunicação institucional", prossegue Izurieta. "Antes de mais nada, não se deve mudar a forma de ser dos candidatos. É importante levar em conta que os debates, os encontros e as relações internacionais e institucionais se realizam em cenários antinaturais e incômodos por definição. Pois bem, deve-se procurar que o candidato se sinta cômodo. E para sentir-se cômodo, devem-se desenvolver certas habilidades de cada um. Além disso, existem técnicas para desenvolver esse tipo de carisma diante de um público moderno, que percebe cada vez mais a comunicação da imagem como algo decisivo. Aqui se encontra a importância da comunicação corporal".

8. Por esta razão, nas palavras de García Huete, um personagem da esfera pública deveria estar consciente da necessidade de coerência entre as linguagens verbal e não-verbal. Porque tem de haver coerência? Coloquemos um exemplo. “Se alguém, diante de um auditório, diz que ‘vai para a esquerda’ e, ao mesmo tempo, levanta a mão direita, a maioria dos que escutam e observam assumirá esta mensagem: esse senhor caminha para a direita". Por isso, é importante que as palavras sejam acompanhadas de gestos coerentes. Começando pelo olhar.

9. "E é que o contato visual é o fundamental. Se um interlocutor baixa os olhos ou não mantém o olhar, por exemplo, pode-se chegar a acreditar que está mentindo”, acrescenta esse psicólogo acostumado ao treinamento de personagens públicos em questão de comunicação não-verbal. A distância física entre pessoas também desempenha um papel muito importante. “Se, por exemplo, alguém entra em nosso campo de movimento e recuamos, pode-se produzir um ruído capaz de provocar a interrupção da comunicação que estávamos mantendo”.

10. De todas formas, embora sejam evidentes as diferenças culturais e de gênero, também existem algumas exceções à regras. São as expressões do rosto. Em particular, a manifestação pública de alegria pode constituir a chave do êxito de uma mensagem política. Por quê? “Diz-se que em torno de 60% das emoções e do que sentimos podem ser lidos nos gestos e nas expressões dos rostos”, comenta García Huete. "E a gente, por vezes de forma inconsciente, prestará muita atenção nesses aspectos, assim como nos movimentos das mãos”.