quarta-feira, abril 30, 2008

TEORIA DA CATÁSTROFE!

A calmaria de um período pode ser o prenúncio de mudanças. 25 anos sem crescimento produziram expectativa de mudança em 2002, que teve fôlego para 2006. Mas os sinais abaixo da superfície podem estar apontando a mudanças.

1. São os estudos das causas de eventos na natureza que surgem como ruptura, quando tudo antes parecia normal. Desenvolvidos - 40 anos atrás - por René Thom (foto) - do Instituto de Altos Estudos Científicos da França. As equações de previsão são de alta complexidade. Sabemos como caem as folhas secas de uma árvore ou os flocos de neve. Há uma equação para isso?

2. Alexander Woodcock e Monte Davis deram forma didática num pequeno livro e incluíram a aplicação desta teoria à política.

3. O entendimento das descontinuidades exige uma análise qualitativa e não quantitativa. A regularidade dos eventos atuais é qualitativa?

4. Uma catástrofe para Thom é qualquer transição descontínua que ocorre quando um sistema pode ter mais de um estado estável ou quando pode seguir mais de um curso estável, em direção à mudança. A catástrofe é o salto de um estado ou curso, a outro. E isso se dá de repente.

5. Thom: a sociedade só encontra sua identidade frente a uma ameaça urgente quando suas existência e estabilidade estão ameaçadas.

6. As guerras púnicas destruíram Cartago, mas produziram mudanças internas que destruíram a república romana. Os escravos eram usados nas plantações, a produtividade caiu, os impostos aumentaram. As elites foram para o exército. O poder passou aos imperadores.

7. A longo prazo a decadência fez inevitável a catástrofe do império romano. Os analistas devem olhar para baixo da superfície política.

8. Para o modelo de mudança na atividade política, podemos usar como fatores de controle, o grau de participação popular e o grau de controle político. Onde o controle central não é intenso, uma mudança no nível de participação popular não produz revoltas políticas. Os partidos coexistem compartindo instâncias de poder e atraindo um publico maior.

9. A transição não violenta ocorre em condições de controle moderado, onde a superficie da catástrofe está dobrada sobre si mesma, e assim as transições não são suficientes para produzirem ruptura.

10. Os tempos prósperos quando o bolo da politica é suficientemente grande para satisfazer a todos, são favoráveis a estabilidade. A participação popular arrefece: - estamos bem. Os tempos difíceis levam as pessoas a adotar posturas mais militantes. O lema é: chegou o momento da mudança.

11. Um governo democrático pode seguir a pista de sua situação relativa, na superfície de catástrofe, por meio de pesquisas de opinião e outros métodos de aferição. Mantém o poder através da manipulação dos sucessos para evitar a linha critica da superfície. No entanto a análise fundamental é dos elementos não visíveis, abaixo da superfície. Mais vale analisar numa pesquisa os 5% que passaram a 7% e depois a 10%, que se deleitar com os 65% de maioria.

Ousadia!

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CAMPANHAS SEM PRÉ-CAMPANHAS!

1. Lembrando a analogia de Paul Lazarsfeld (o fundador da pesquisa de opinião política como conhecemos hoje - foto), em que as eleições são como uma fotografia (da época) com duas fases. O clique impregnava a imagem no celulóide. Era a pré-campanha. E a revelação na câmara escura - era a campanha. Esta sem aquela era não ter imagem para revelar.

2. Esse ano vemos no Brasil uma situação quase generalizada de ausência de pré-campanhas pelos atrasos nas definições de chapas e candidatos. E que dizer de vices - que são peças fundamentais nas campanhas embora nem sempre nos governos. Rara é a Capital em que se possa dizer nesse inicio de maio - um mês das convenções - que se conhece o campo básico eleitoral. Exemplos de capitais? Simples: SP, Rio, Fortaleza, Belém, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte, etc... etc...

3. Quais as razões? Uma, certamente, é uma - dita - base aliada do governo federal - que a nível municipal - 2008 - e em seguida - 2010 - estadual - não é tão aliada assim. Outra, provavelmente, é a percepção dos políticos de encerramento de um ciclo e de abertura de outro que cria novas possibilidades. Finalmente as sucessivas ocorrências de fatos que concentram a atenção da opinião pública como os cartões corporativos, a forte coreografia das ações da PF, dengue em alguns estados, o caso Isabela, agora a questão do preço dos alimentos...

4. Perdem os candidatos que precisam se apresentar ao distinto público e que não tem nem máquina nem capilaridade. Ganham os que ao contrário, o tem.

5. A decisão da TV GLOBO de em 2008 iniciar a cobertura das eleições municipais dia 1 de agosto e não mais dia 5 de julho é de certa forma reflexo disso, já que não há como antecipar o quadro eleitoral e escolher os candidatos a serem cobertos preferencialmente, pois as pesquisas de opinião serão indicadores frágeis até o inicio de julho, exatamente pela ausência de pré-campanhas e atrasos nas definições eleitorais. Basta ler as pesquisas nas respostas espontâneas.

PARADOXOS DOS CADERNOS DE CULTURA!

1. Se há um elemento consensual entre os atores e consumidores na área de cultura, é o conflito existente entre a oferta no amplo campo das artes e a mercantilização das mesmas. Certo, em alguma medida isso é inevitável até pela necessidade de patrocínios, etc. E sempre foi com os mecenas mais exigentes. Mas o que não se entende é quando as artes vêm precedidas da exposição de grifes e da objetificação feminina através da exploração da beleza e da sensualidade. E de grifes que nunca patrocinam a cultura, e apenas querem vender seus caros produtos, aos leitores destes cadernos.

2. Essas afirmações deste Blog vêm a respeito das capas dos segundo cadernos da Folha de SP e do Estado de SP. Sistematicamente 3/4 partes das capas de cultura - Folha Ilustrada e Caderno 2 - vem com uma foto, colorida e espetacular de uma lindíssima modelo sublinhada pelo nome da grife que a expõe.

3. É fato que o público consumidor destes cadernos é o leitor dos jornais de maior nível de consumo e renda e por isso mesmo, os mais atrativos para o setor comercial dos jornais. Imaginem-se os conflitos entre as exigências de faturamento dos setores comerciais e a resistência dos editores, subeditores, jornalistas e colunistas, de verem cadernos de cultura, densamente preparados, terem como abertura, a antinomia do que apresentam.

4. Não é um caso novo. Basta alugar o DVD - Boa Noite, Boa Sorte, com o caso do jornalista e âncora da CBS, Ed Murrow (foto). E no caso eram efetivamente patrocinadores do jornalismo da CBS.

Imagem acima de Romeiro Brito.

terça-feira, abril 29, 2008

Saindo um pouco do tema - As últimas aventuras do padre voador!

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Argentina, no mesmo caminho autoritário que o Brasil, ou vice-versa!

O fenômeno não é novo, mas em cada etapa de ´governos fundadores´ - há que lembrar, porque estes se comportam como se fossem autores de uma nova época - na experiência argentina esta é uma fonte freqüente de justificações próximas a mentira, ao cinismo e ao adãonismo político, segundo o qual não há historia antes do `projeto nacional` ou do `modelo´ que pretende reiniciar a historia. Se trata de uma proposta retoricamente simpática e politicamente perigosa, na medida em que encobre quase inevitavelmente uma lógica autoritária. Como aceitar o pluralismo se o `projeto` ou `modelo` evoca hegemonia? A tipologia até aqui mais afinada dos sistemas de partidos, de Giovanni Sartori (foto), situa o - partido único - e o sistema de - partido hegemônico - cuja manifestação exemplar foi o PRI mexicano, na zona dos sistemas políticos totalitários ou autoritários.

MACONHA VOLTA A SER CRIMINALIZADA NA GRÂ-BRETANHA!

O lobby da maconha cochilou e a informação vazou. Em dezembro último, pesquisadores canadenses publicaram um trabalho na revista "Chemical Research Toxicology" afirmando que a fumaça da Cannabis apresenta mais substâncias tóxicas que a do tabaco comum. Um "baseado" conteria, por exemplo, uma quantidade de amônia equivalente a 20 cigarros comerciais. Os níveis de cianeto de hidrogênio e de óxido nítrico - elementos que os usuários do jereré nem imaginam existir, mas que afetam corações e pulmões - seriam de três a cinco vezes superiores aos do cigarro comum. Na Grã-Bretanha, também desafiando o lobby, e em atenção aos alertas dos agentes sanitários, o governo reclassificou a maconha na lista de drogas perigosas, promovendo-a do grupo C (o dos remédios "controlados", tipo Valium) para o B, junto com as anfetaminas. Significa que, a partir de agora, os britânicos apanhados com a erva estarão sujeitos a prisão e multa, não apenas apreensão.

Da coluna de RUY CASTRO na FSP.
Fonte da imagem aqui.

GOVERNOS SIAMESES: O KIRCHNER E LULA - O MESMO MÉTODO, O MESMO ESTILO!

Trechos da coluna dominical no La Nacion, de Mariano Grondona (foto), jornalista sênior: "O Que é Pior, Enganar o Enganar-se?”.

1. Os discursos incessantes da Presidenta nos dão uma pista de seus pensamentos. A mídia está registrando, nesse sentido, uma inquietante distancia entre as palavras de Cristina e os dados da realidade. Ela acaba de dizer, por exemplo, que seu governo e o de seu marido é um primeiro “bom governo” que teve a Argentina independente em seus 200 anos de história.

2. Dizia Maquiavel que o que quer enganar sempre encontrará os que querem ser enganados. As palavras de Cristina e seus acólitos são apenas casos de abuso de propaganda destinada à parte menos informada da sociedade, aos milhões de “clientes" de uma vasta rede de cooptação, ou refletem algo mais profundo? Há, nos Kirchner, unicamente um projeto deliberado de manipulação ou, por detrás dele, gravita uma falha de sua própria percepção que os tem não mais como inculpados do que dizem, mas sim como vítima dos que pensam? Reduz-se tudo, por ventura, a seguir esse maestro da propaganda, que foi Joseph Goebbels, quando dizia “minta, minta, que algo fica”, ou o desdobramento da propaganda oficial traduz autênticos erros diante da incômoda realidade.

3. Ao distorcer a realidade, o governo dos Kirchner não apenas desinforma as massas que o seguem; prejudica-se também a si mesmo. Apenas um caso. A Presidente acredita ser uma grande oradora. É para muitos evidente, no entanto, que suas exaltadas arengas, em lugar de beneficiá-la, a prejudicam. Foi por este efeito “bumerangue” que seus assessores a aconselharam a falar menos. E é evidente também que parte da crispação que hoje agita principalmente as classes médias urbanas, e não apenas o campo, se deve às atuações discursivas da Presidenta. Mas ela insiste. Nos encontramos aqui diante de um excesso da propaganda destinada a terceiros ou diante de um próprio erro de percepção?

4. Quando a Presidenta investe contra a mídia, não aflora aqui também um preconceito ideológico contra as expressões livres do jornalismo, cujos meios, até ontem menos hostis, já começam a dar-lhe as costas? A que se deve, em todo o caso, que nem Nestor, nem Cristina não hajam jamais concedido entrevistas coletivas à imprensa habituais nos países democráticos?

5. De certa maneira, os preconceitos do Governo, tão visíveis frente ao campo, ao jornalismo independente, às Forças Armadas e à Igreja, são ainda graves do que as pressões da propaganda oficial, porque, enquanto o que engana deliberadamente conhece a realidade que oculta, o preconceito a ignora porque seus próprios antolhos não lhe deixam ver. Aqui é precisamente onde, enquanto o que engana o faz com conhecimento, o que se auto-engana passa a ser não só a vítima de sua audiência, mas também a vítima de suas próprias preconcepções.

6. O que é pior, então, ganhar mediante a propaganda, ou enganar-se pelos preconceitos? Moralmente, talvez a propaganda seja pior, pois é afluente do cinismo. Porém, o cínico conhece pelo menos seu erro e, se emendar-se moralmente, poderia superá-lo. O preconceituoso desconhece ao contrário qual é o mecanismo de distorção que opera em suas entranhas. Que poderia, nesse caso, corrigi-lo? Como escutará os que querem ajudá-lo a ver as coisas como são, se seus preconceitos o levam a suspeitar que esses mesmos que querem
ajudá-lo são precisamente seus inimigos?

segunda-feira, abril 28, 2008

O ponto - Gostei!

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"O QUE O CANDIDATO DIZ HOJE EM DIA É PARA A MÍDIA, PARA FORA, NÃO PARA AS PESSOAS QUE ESTÃO ALI."

Trechos da entrevista de Robert Drew (foto) - documentarista do clássico "Primárias" (eleição de Kennedy) - à Folha de SP.

1. Obama é muito mais como Kennedy do que qualquer outro candidato na história. Ele tem a mesma habilidade de alcançar as pessoas emocionalmente que Kennedy tinha. Os dois sabem como usar sentimentos. Fazia muito, muito tempo que não tínhamos um presidente capaz de usar palavras e sentimento ao mesmo tempo.

2. A grande mudança é o jeito como os candidatos se comunicam com a imprensa. O que o candidato diz hoje em dia é para a mídia, para fora, não para as pessoas que estão ali. É uma grande diferença. Eles só dizem o que os assessores dizem.

3. Penso que eles têm um problema que nós não tínhamos. Nós registrávamos o que realmente acontecia nos bastidores da campanha. Agora as câmeras estão confinadas a certos lugares e todos filmam a mesma coisa. É tudo coreografado. Quando filmamos "Primárias", as coisas eram espontâneas.

A MACONHA E OS ALIMENTOS!

1. A crítica que autoridades internacionais tem feito à expansão do etanol, certamente não parte de uma posição estática, ou seja, da estrutura de produção de hoje. Projeta - pela taxa de retorno que oferece alternativamente a outras culturas - uma expansão continuada contra as culturas de menor taxa de lucro, provavelmente, alimentares.

2. Pode-se tratar da questão da liberação da Maconha sob vários pontos de vista, sendo o principal o da saúde pública e a escada para vícios mais fortes. Mas há um fator pouco citado que é o econômico. Na medida em que se libera a maconha, automaticamente se libera sua produção. De outra forma seria uma contradição: autorizar o consumo e reprimir o contrabando, pois nos demais países a maconha é proibida.

3. Com a liberação da maconha - consumo e produção - as culturas menos lucrativas iriam sendo substituídas. Estas são as alimentares, como se viu no polígono da maconha na região de Petrolina. Em seguida seriam desenvolvidos tipos de maconha de maior intensidade tóxica, já amplamente conhecidos. E com isso teriam plantações de vários tipos de produtividade e lucratividade, substituindo culturas mais e menos lucrativas.

4. O limite para este processo seria quando a curva de consumo chegasse a seu teto e o aumento da oferta fosse reduzindo a lucratividade. Antes desse momento a cadeia produtivo-comercial iniciaria um processo de estímulo a expansão do consumo de forma a alargar o ciclo de expansão. Esse processo duraria quanto tempo? Trinta anos? Quarenta anos?

5. Uma decisão dessas levaria o Brasil à chacota internacional. Um país desigual estimulando substituir arroz e feijão por maconha. Que falem os políticos defensores da liberação, pois a eles caberia votar a lei de liberação. Que não dissimulem colocando uma garotada na frente com sites e
marchas, vários deles inibidos atrás de máscaras.

LUGO VENCEU NO PARAGUAI! AMPLIAM-SE AS INCERTEZAS NA AMÉRICA LATINA!

1. Mais um "outsider" chega ao poder na América Latina.
Agora é o ex-bispo católico que se alinha com a teologia da libertação, e que deixou a igreja pela proibição de se candidatar. Fundou a Aliança Patriótica tendo como base 11 sindicatos e movimentos indígenas. Ganhou notoriedade como "padre dos pobres" e a defesa da ética.

2.
Afirmou seu favoritismo numa radical denuncia dos Acordos de Itaipu garantindo que irá rever amplamente seus termos. Com este compromisso obteve apoio da grande imprensa escrita e empurrou seus adversários para fazer algum tipo de promessa nessa mesma direção. Mesmo tendo no final abrandado seu discurso, essa ficou sendo a marca e seu compromisso, o que será inevitavelmente cobrado pelos eleitores e pela mídia que o catapultou.

3. Deixou como registro, a denúncia do "imperialismo brasileiro, culpado de todos os males paraguaios". Tanto no Paraguai como na Bolívia as eleições são em um turno (sendo que na Bolívia ainda há uma confirmação pelo Congresso quando não se obtém maioria absoluta no primeiro turno). Assim também era no Chile até a vitória de Allende. A ausência de dois turnos num quadro pluripartidário, com legislativos inorgânicos é a fórmula da crise. Especialmente quando o legislativo é abertamente contra o presidente.

4. Certamente os riscos de Itaipu para o Brasil são infinitamente maiores que os riscos do gás boliviano. Mas são de tal ordem graves, que por isso mesmo não irão além de uma revisão do acordo com o plástico governo Lula, de forma a que o novo governo consiga uma receita maior pelo fornecimento de energia elétrica ao Brasil. Os riscos no caso não são econômicos: são principalmente militares.

5. Num quadro de crise internacional que avança como um tsunami em câmera lenta, certamente Venezuela, Equador, Bolívia, Paraguai e Argentina, estarão sinalizando riscos adicionais para os investidores, em nossa América do Sul. Dia 4 de maio tem mais, com o plebiscito - para-separatista em Santa Cruz na Bolívia, acentuando a parálise que enfrenta, com uma Constituinte que implodiu e um país dividido. Nem a receita adicional conseguida na estatização e venda de gás deu jeito neste impasse.

6. Votaram 1.872.000 eleitores de 2.861.940 inscritos com não comparecimento de 35%. Resta agora aguardar com uma certeza: não virão dias melhores para esse subcontinente e ainda virão os fogos de artifício do chavismo e do
populismo sul-americanos.

sexta-feira, abril 25, 2008

Um carro no "tunel"............do Metrô!

Sei que é difícil de acreditar, mas as imagens não mentem e nem é piada. Aconteceu no metrô do Porto, em Portugal.

Um motorista alentejano se enganou e atravessou a ponte São Luis (no pavimento superior, exclusivo para o metrô), entrou no túnel e atravessou duas estações, só percebendo estar no 'caminho errado' ao chegar na estação de metrô dos Aliados.

O motorista, que nada sofreu, apenas achou que a pista 'trepidava' muito!!!

Foi filmado por todas as câmeras de segurança por onde passou!

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Desacatos aqui e acolá

Em tempos de pouco apreço às leis e aos tratados internacionais se impõe um rasgo de lucidez. Pautado pelo equilíbrio, o ministro Celso de Mello respondeu às críticas de integrantes do primeiro escalão do Governo Federal sobre a liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal no caso da retirada dos produtores de arroz da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima: "a decisão do Supremo Tribunal Federal foi um claro exercício de prudência".
A propósito, é hora de um amplo exercício de prudência. A imprudência e os imprudentes desafiam o ordenamento jurídico e parecem querer transformar o País em uma terra sem lei. Os ataques às decisões do Supremo vão se incorporando à rotina das autoridades do Governo. Essa trajetória precisa ser interrompida. Essa postura não se coaduna com o Estado Democrático de Direito.

Como ator da atual ‘temporada de desacatos', expressão cunhada pela jornalista Dora Kramer, o MST patrocinou diversas invasões na seqüência da operação Abril Vermelho. A paralisação da Estrada de Ferro Carajás, controlada pela mineradora Vale do Rio Doce - ápice da escalada da falta de respeito ao ordenamento jurídico - gerou perdas equivalentes a um dia de produção: 280 mil toneladas de minério de ferro, um prejuízo avaliado em 20 milhões de dólares.

Não posso deixar passar em branco que, no seu nascedouro, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra despontou como um sonho, merecendo aplausos em todo o mundo. Em tempos idos, o louvamos como esperança de bandeira de luta a favor da reforma agrária. Infelizmente, foi invadido por pseudo-lideranças que, na verdade, sequer conhecem o campo. Desde então, passou a ser o MST uma ferramenta política utilizada especialmente em campanhas eleitorais. Desvirtuado e partidarizado, se distanciou dos verdadeiros interesses do trabalhador rural e fez o jogo comezinho de falsas lideranças urbanas travestidas de homem do campo.

Com a posse do Presidente Lula estabeleceu-se uma relação, dita, de promiscuidade: recursos públicos foram desviados para atender outros objetivos e não aqueles pelos quais foram alocados através de convênios celebrados entre diversos ministérios e organizações, que se colocaram como braço avançado do Movimento, já que ele não possui personalidade jurídica.

Eu tive a oportunidade de presidir a CPMI da Terra. Fizemos um diagnóstico e concluímos que a estrutura agrária brasileira é o maior vilão dos graves problemas fundiários que nos afligem. Na esteira das distorções, o desrespeito à lei é rotina, um cenário no qual prevalece a lei da selva no vácuo da ausência absoluta da autoridade governamental.

As transgressões de todos os matizes, o desacato à autoridade, o desrespeito ao poder constituído, sobretudo ao Poder Judiciário, não podem emoldurar a cena nacional. A semana foi tomada pelas manchetes e editoriais sobre o intento errático do presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, de rever o Tratado de Itaipu. Eu me surpreendi com o fato de o Governo brasileiro ter ouvido calado, durante toda a campanha eleitoral no Paraguai, o que ouvimos. A plataforma do Lugo foi centrada na revisão ampla e irrestrita do Tratado.

O Governo brasileiro não se pronunciou e começa a falar demonstrando uma falta de articulação incompreensível: o presidente da República diz uma coisa; a diplomacia diz outra, e, logo a seguir, o ministro de Minas e Energia se pronuncia diferentemente. Assim se estabelece a torre de babel nas fileiras governamentais.

É preciso estabelecer sincronia e unicidade nas falas oficiais. Estamos pagando o preço justo pela energia que compramos do nosso vizinho. O montante pago pelo Brasil envolve itens como financiamento, serviços da dívida, distribuição de royalties, custo operacional da própria usina etc.

O preço que pagamos ao Paraguai pela energia de Itaipu é adequado e se subordina a um tratado assinado em 1973, cuja revisão é prevista apenas para 2023. Entendemos que adotar a lógica da ‘boa vizinhança' e penalizar o consumidor brasileiro com aumento de tarifas seria um contra-senso.

Rendo as minhas homenagens ao povo paraguaio por ratificar a democracia e destaco que o meu posicionamento reflete apenas a visão em torno de um tratado celebrado entre duas nações soberanas e que deve ser respeitado. A complacência e o desapego à legalidade não devem reger nem as relações bilaterais nem pautar a vida em sociedade.


Senador Alvaro Dias - 2º Vice Presidente do Senado, vice-líder do PSDB

SETE Novos Projetos no Brasil

Depois do P.A.C. (PÃO, ÁGUA e CIRCO), o Governo vai criar mais 7 novos programas:

1 - Base de Operações Legislativas Avançadas - B.O.L.A.

2 - Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto - P.I.A.D.A.

3 -
Programa de Revisão Orientado para o próprio Interesse nas Nomeações em Autarquias - P.R.O.P.I.N.A.

4 - Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas - M.E.R.D.A.

5 - Serviço de Apoio aos Companheiros que Atuam Nacionalmente, Aliciando Governadores, Empresários e Magistrados - S.A.C.A.N.A.G.E.M.

6 - Fundo para Operações Destinadas aos Apadrinhados - F.O.D.A.

7 - Programa de Interesse Regional das ONGs Cadastradas na Amazônia - P.I.R.O.C.A.

Colaboração do amigo Nelson Tucci!

O Bacen podia fazer diferente?

1. O aumento de meio ponto dos juros - para 11,75% - era inevitável. Nos últimos nove meses o IPA-FGV - índice de preços no atacado - cresceu 11,13%.
Isso com o câmbio caindo 13% de 1,90 para 1,66 no período. De outra forma o
IPA seria ainda maior.

2.
Mas por quê? Por uma política fiscal frouxa com as despesas crescendo a
15% ao ano, com uma política de crédito demagógica, inorganicamente expansionista (projetando as nossas "sub-primes" do crédito ao consumidor, do crédito consignado...).

3.
E o Lula animando a banda com suas Caravanas PAC-Holiday, estimulando o
gasto, a bagunça contra a propriedade via MST, Quilombolas, Demarcação de Terras, Greves Plásticas...

O EFEITO BORBOLETA!

1. Faleceu semana passada (16/04/2008) aos 90 anos em Cambridge, nos EUA, o matemático EDWARD LORENZ (foto), um dois pais da teoria do caos. Lorenz chamou de Efeito Borboleta sistemas físicos em que uma pequena mudança pode causar grandes transformações. Seu modelo matemático mostra como o ar se move na atmosfera e demonstra que pequenas variações nos valores iniciais das variáveis levam a resultados muito divergentes. Esta sensibilidade às circunstâncias iniciais é que veio a se chamar Efeito Borboleta.

2.
O Efeito Borboleta adaptado à política significa que pequenos erros de
origem em decisões políticas em governo, em parlamento ou de opinião pública, imperceptíveis durante um período inicial, podem ser a causa de desastres administrativos ou políticos algum tempo depois. Cabe aos analistas ou políticos olharem além da superfície e terem coragem para agir hoje, ao projetar cenários futuros, a partir de pequenos erros de origem, mas que tenham uma enorme força desviante.

3.
O que muitas vezes parece um efeito sem causa, uma desestabilização
meramente conjuntural, tem muitas vezes razões, claras para os que mergulham mais fundo e tem coragem de ir contra uma corrente de ar de superfície, meramente passageira, que faz onda, mas não define a maré.

A BUSCA PELA PROTEÇÃO

COMMODITIES
A desvalorização intermitente do dólar, frente a todas as demais moedas regidas pelo regime de flutuação cambial, está promovendo uma grande revolução nos preços das commodities mais demandadas no mundo todo.
MOEDA FRACA
A busca pela proteção contra a perda contínua do valor do dólar faz , com que muitos investidores não percam tempo: tão logo recebem a moeda fraca tratam de trocá-la imediatamente por outra ou por vários tipos de matérias primas mais consumidas nos principais países.
VALORIZAÇÃO CONSTANTE
Tais matérias primas, conhecidas como commodities, diante da forte demanda vem obtendo valorizações maiores do que o recuo do dólar. E as preferidas, que oferecem risco de menor encalhe, tem sido as minerais, como petróleo e ferro, por exemplo; e agrícolas, como milho, soja etc...
MERCADO FUTURO
Porém, como ninguém de fato deseja receber, fisicamente, as commodities compradas, tudo acontece através de contratos futuros negociados. Antes do vencimento, para evitar a entrega dos bens, a liquidação se dá pela forma financeira. E novos contratos, com novos prazos são negociados.
MOMENTO
Portanto, o momento em que o mundo encharcado de dólares está passando, é de valorização de tudo aquilo que tem valor real e liquidez imediata em qualquer lugar. Isto explica perfeitamente o fenômeno da escalada dos preços dos vários produtos mais demandados no mundo todo.
ENGANO PURO
Chamo, portanto, a atenção que é um grande equivoco dizer que o mundo está se alimentando mais e daí a alta dos preços dos alimentos. Um engano puro. Até porque, a elevação dos preços dos grãos já seria suficiente para tirá-los do prato dos menos aquinhoados.. Mesmo depois de já terem experimentado e gostado.
CORREÇÃO DE PREÇOS
Diante dessa realidade, e do jeito que as coisas estão se apresentando, uma coisa é certa: em algum momento o mercado vai corrigir. As commodities não deixarão de existir e de serem ofertadas no mercado. Mas a demanda física, a preços muito elevados, não poderá ser acompanhada. Aí muita gente vai se dar mal.

Fonte: PONTOCRÍTICO.COM

Você quer um abraço hoje?

Recebi esta história, e o vídeo, de um amigo meu por e-mail. Achei super bacana, e vou dividí-la com vocês.
Juan Mann (foto) era só um homem estranho que ficava parado no Pitt Street Mall em Sydney, Austrália, oferecendo abraços de graça para as pessoas que passavam pelas ruas. Um certo dia, Mann ofereceu um abraço a Shimon Moore (ao centro da foto abaixo), o líder da banda Sick Puppies e, desde então se tornaram bons amigos. Um certo dia Moore decidiu gravar Mann fazendo sua campanha por 'Free Hugs'.
Na medida em que o Free Hugs atingia proporções maiores, o conselho da cidade tentou banir a campanha. Então Mann e seus amigos fizeram uma petição com mais de 10.000 nomes apoiando a campanha do abraço de graça.

Quando Mann morreu, Moore decidiu mixar o video que ele tinha feito do Free Hugs com a música All the Same, que ele havia gravado com a sua banda Sick
Puppies.
Vale a pena conferir o video abaixo. Um filme que apresenta uma verdadeira história que inspira humanidade e esperança. Algumas vezes um abraço é tudo que precisamos.
Free Hugs é uma história real, sobre um homem que acreditava que sua missão era trazer alegria na vida das pessoas através de um abraço.'

Note que o video é em preto e branco e só ganha cor após Juan Mann receber o seu primeiro abraço. Ligue o som, a música também é linda.

Se deixe contagiar e um FORTE ABRAÇO de graça...
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Charge sobre o vôo de Adelir De Carli - sem comentários...

O padre Adelir De Carli, de 41 anos, foi expulso da escola de vôo livre Vento Norte, em Curitiba, há cerca de três anos por indisciplina e exibicionismo. É o que conta Márcio André Lichtnow, instrutor responsável pelo curso de parapente que teve o padre como aluno. Carli desapareceu no último domingo no litoral de Santa Catarina depois de ter decolado de Paranaguá impulsionado por balões de gás hélio.
'Ele era indisciplinado e não participava das aulas teóricas, que são fundamentais para se compreender as questões meteorológicas. Ele não tinha nada de humilde, se acha o bom, o que conhecia tudo, o que sabia tudo. Parecia um playboy', diz Lichtnow. O instrutor afirma que o padre fez dez horas de aulas práticas e quatro horas de aulas teóricas. Para completar o curso precisaria de 40 horas de prática e 30 horas de teoria.
Durante uma filmagem para reportagem da TV local há cerca de doias anos, o padre fez uma demonstração e, segundo Lichtnow, desobedeceu as orientações de vôo. 'Expulsei ele do curso, porque neste dia falei para ele voar até o local do pouso e, da cabeça dele, ele resolveu voltar para o morro do Boi, em Caiobá, litoral paranaense, em uma corrente de vento ascendente. Ele voltou para o lado errado do morro, na parte de trás, bateu nas árvores e ficou pendurado. Quando os bombeiros chegaram para fazer o boletim de ocorrência, ele disse que o instrutor havia orientado e atrapalhado o vôo', explica, ressaltando que havia testemunhas no local e a expulsão seguiu cláusula de contrato do curso de vôo livre que prevê desligamento quando o aluno coloca-se em perigo ou oferece perigo a terceiros.
Lichtnow conta ainda que o padre o procurou para falar dos planos de voar a partir de Paranaguá (PR). 'Falei para ele que decolando dali o único lugar que ele poderia pousar era na África do Sul, porque é para lá que os ventos levam. Mas ele disse que já havia estudado tudo e eu achei que era brincadeira', lembra.
De acordo com o instrutor, todas as condições eram desfavoráveis ao vôo de balão. 'Foi de um amadorismo impressionante, ele não fez avaliação nenhuma: no ato da decolagem, ele não avaliou o vento, porque já decolou indo para o oceano; não avaliou a cobertura de nuvens do tipo nimbostratus, porque no dia havia uma frente fria que deixa o ar turbulento e com muita concentração de água; não avaliou a temperatura, porque o gás hélio em temperaturas baixas diminui de volume e força a descida. Além disso, ele invadiu o espaço aéreo brasileiro e poderia ter batido e derrubado um avião', analisa. Pelas imagens divulgadas pela imprensa, Lichtnow calcula que o padre Carli atingiu 5.800 metros de altura e a temperatura nesta faixa era de aproximadamente -25ºC, dadas as condições meteorológicas.
'Fiquei bem menos católico depois de conhecer o padre', finaliza o instrutor, que faz questão de dissociar a figura de Adelir De Carli da escola de vôo. 'Ele tentou ser meu aluno, mas não foi aceito'.
Recebido da Web*

Comento
É, Deus que me perdoe, mas o Padreco tá dando um trabalho enorme para a polícia, bombeiros, Guarda-Costeira da Marinha, essas coisas.
Foi muito amadorismo, como é que permitiram o "danado" partir daquela maneira?
Deviam é ter prendido o bicho, isso sim, pois estaria colocando em risco a vida de centenas de pessoas, a partir do momento que invade o espaço aério brasileiro, sem autorização.
Espero que esteja vivo, claro. Também para tomar uma descompostura merecida!

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Do UOL, em reportagem de Fabiana Uchinaka

quinta-feira, abril 24, 2008

TEMOS UM CANDIDATO À PRESIDÊNCIA

“...que não é retirante Pinóquio,
nem ladrão, ou ladra de cofres particulares...”

Há muito queríamos perceber a presença de alguém nas Forças Armadas – com brio, honestidade, caráter, honra e dignidade, patriotismo e coragem – para falar ao país, sem medo do corporativismo aético e imoral que protege o Retirante Pinóquio e sua súcia, a verdade para essa canalha do socialismo petista que tomou conta do poder público, e que têm transformado suas instituições no paraíso da corrupção e da prevaricação.
Esta traição ao país está sendo perpetrada em nome de um espúrio projeto de poder perpétuo – uma verdadeira dinastia da desonestidade –, com o apoio covardemente omisso de banqueiros e investidores, da canalha dos esclarecidos das elites dirigentes, da academia amante de sinecuras, ou de formadores de opinião do apodrecido meio artístico, todos motivados pelo suborno de um assistencialismo paternalista, e pelo pagamento de indenizações milionárias e de pensões vitalícias aos traidores do país, tudo planejado e executado por um poder público prevaricador-sórdido-corporativista nos seus centros de decisão e controle.
Agora temos um líder – o General Heleno – culto, com uma fortaleza de caráter, oriunda de sua formação militar, digno, honesto e conhecedor dos problemas do país, à altura do desafio de transformar a ilha petista da fantasia da corrupção e da prática meliante sem limites, em uma sociedade controlada por uma Justiça que faça jus a esse nome dentro de um Estado de Direito Democrático.
Devemos elevar o General Heleno ao poder maior, seja por meio de um processo eleitoral, seja com uma luta cívica junto com civis que ainda cantam o hino nacional com a mão sobre seus corações, e que têm a ética, a moralidade, e a preservação da dignidade da unidade familiar, sob os olhares de Deus, como seus valores fundamentais.
Neste momento, a sociedade tem uma oportunidade histórica e a obrigação de dar o seu apoio ao General Heleno para motivá-lo a servir à causa da libertação do Brasil do controle de homens destituídos de caráter e honestidade, assim como da extinção das “gangs dos quarentas” que, junto com seus cúmplices, durante mais de duas décadas mentiram vergonhosamente para a sociedade com uma nojenta carapuça – tirada depois do grotesco estelionato eleitoral de 2002 – que escondia um falso discurso de combate à picaretagem dentro dos podres Poderes da República.
É neste momento que vamos entender se nosso país realmente tem chances de sobreviver ao domínio dos canalhas da corrupção e da prevaricação.
Temos agora um líder – o General Heleno –, com uma personalidade e dignidade que não estão sendo fabricadas com a patifaria das sistemáticas e redundantes mentiras e propagandas que “engrandecem” o Retirante Pinóquio, iguais àquela, que dita por um vendido ao sórdido socialismo petista, teve o descaramento de afirmar em horário nobre, que as escolas públicas do ensino médio estavam todas com “modernos” laboratórios de informática instalados. Toda esta sacanagem verborrágica, pronunciada todos os dias pela canalha de traidores do país, no teatro da manipulação da opinião pública garantido pela TV GLOBO – que nunca investiga o contraditório quando não é do seu interesse comercial e financeiro –, está sendo paga pelo dinheiro dos contribuintes, que estão sendo manipulados pelas conseqüências de uma falência educacional e cultura meticulosamente planejada pelos calhordas que tomaram conta do poder público após o regime militar.
Será que teremos coragem e vergonha na cara para apoiá-lo – o General Heleno – a libertar nosso país do socialismo canalha que está transformando o Brasil em um Estado de Direito Comunista corrupto, corporativista sórdido e prevaricador?
Se não aproveitarmos esse momento e colocar o General Heleno no papel de nosso líder maior para lutarmos sem tréguas contra esses bandidos que estão destruindo o futuro de nossos filhos e de suas famílias, teremos que nos convencer que somos, realmente, uma sociedade sem honra e brio, ignorante, corrupta, imoral e aética, além de exemplarmente covarde e merecedora de sofrer as conseqüências do comunismo genocida que já ceifou a vida de milhões de cidadãos em todos os países onde se impôs.
Temos agora o líder que faltava, o General Heleno. Será que seremos dignos de sua coragem?
General Heleno, conte com meu sangue seja em qualquer campo de luta, para ajudá-lo a libertar nosso país desses patifes, pois quero que meus filhos e suas famílias não sejam submetidos às conseqüências dos atos insanos e traidores da nossa pátria, que estão sendo praticados pela corja do socialismo petista com o claro objetivo de garantir o poder perpétuo para uma dinastia
de corruptos, corporativistas sórdidos, imorais, aéticos, terroristas, ladrões e ladras de cofres, seqüestradores e bandidos, que está se propondo a moldar uma sociedade com as mesmas qualificações, controlada pela mais suja e desonesta burguesia que se pode imaginar.
Geraldo Almendra
24/abril/2008

quarta-feira, abril 23, 2008

LULA E OCULTISMO!

1. O Copom aumentou a taxa de juros agora, e seu relatório sinalizou viés de alta. É provável que este aumento ainda se dê por mais três ou mais reuniões do Copom. Lula foi informado. Derrapou, mas não conseguiu se desdizer. Então nada melhor que descobrir o maior poço de petróleo do mundo, embora ainda longe de ser medido.

2.
Há dois anos atrás o resultado das Contas Correntes do balanço de pagamento era positivo em 1,5% do PIB. Esse ano será negativo em 2% do PIB. Ou seja uma redução de 70 bilhões de reais ou 40 bilhões de dólares de perda comparada.


3.
As poderosas reservas brasileiras em divisas passaram a valer mais para o mundo do euro, tanto quanto a valorização do real. Ou seja: valem a metade do que valiam no período inicial do governo Lula.


4.
As "sub-primes" brasileiras estão no engordamento inorgânico do crédito - seja às pessoas, seja ao consumidor. Festa no inicio. Tragédia no final. Passa por 2008, mas não chega a 2010.


5.
Viva o intérprete de Lula aqui ou alhures. Diplomatas presentes na Republica Tcheca, garantem que aquela brincadeirinha de futebol com o sisudo presidente Tcheco, foi traduzido de forma mais adequada.

UM GOVERNO IMPOSTO PELAS CIRCUNSTÂNCIAS!

1. Um texto que ajuda a entender o governo Lula foi escrito ainda no final dos anos 20, pelo jornalista, escritor e filósofo espanhol José ORTEGA y GASSET (foto). Aqui foi publicado numa coletânea de textos pela Bibliex, agrupados com o título: - A Rebelião das Massas". O artigo específico é Um Dado Estatístico e este trecho está na página 81. Diz assim:

2.
"Esse poder publico tenta se justificar. Não se apóia absolutamente no futuro, mas ao contrário, restringe-se ao presente e diz candidamente: - Sou um modo anormal de governo, que é imposto pelas circunstâncias. Isto é pela urgência do presente, e não por cálculos em relação ao futuro.


3.
Por isso sua atuação resume-se em fugir do conflito do momento; não em resolvê-lo, mas em escapar dele momentaneamente, usando de qualquer meio, mesmo a custa de acumular maiores conflitos para depois. Quando exercido diretamente às massas, o poder público sempre tem sido assim: onipotente e efêmero. Carece de projeto, segue a deriva. Por isso nada constrói, embora suas possibilidades, seus poderes, sejam enormes."

"Vestido-Sofá" !!!


Olha a Mulher-Sofá aí, gente !!!...
Que chique, diretamente da Holanda, nossa "Primeira-Dama" demonstrando como não ter a menor classe!
Vejam, o vestido é idêntico ao sofá.
Achou ridículo ???
Eu também, mas temos o que merecemos!!!

terça-feira, abril 22, 2008

Nota Oficial do Clube Militar

Clique na imagem para vê-la ampliada, e ler a nota.

DUELO DE BANJO

Para escapar ao stress da vida citadina, quatro amigos com personalidades bem distintas decidem fazer canoagem num rio da Georgia, rio esse que está prestes a sofrer algumas alterações estruturais. O fim-de-semana é a altura indicada para todos deixarem o trabalho de lado, para fugirem um pouco à extenuante vida familiar e se dedicarem a algum ócio. As paisagens do local escolhido são belíssimas (se bem que extremamente selvagens) e tudo parece ser desafiante e prometedor. O grande problema é que alguns elementos da população local, perante a estranheza que aquele grupo de amigos lhes provoca, decidem seguir impiedosamente os recém-chegados. A abordagem começa como um jogo de provocações, onde se atestam todas as diferenças culturais e de personalidade, mas logo a situação descamba para ataques selvágens e chocantes em que o "grupo citadino" tudo terá de fazer para sobreviver! "Deliverance", um filme realizado por John Boorman nos idos de 72, continua a ser um objeto cinematográfico fresco e visceral, que encena o conflito cultural entre o rural e o urbano, assunto esse que estava na ordem do dia na altura em que o filme foi lançado. O argumento está milimetricamente construído e traz à memória algumas das questões levantadas pelo livro de William Golding, "O Senhor das Moscas": como reage um grupo a um cenário que lhe é completamente desconhecido e que o coloca em situações de grande intensidade emocional e física?; como gerir a natureza humana e a alienação num contexto desregrado?; quem assume a liderança e quem se deixa liderar (e porquê)?. ... "Deliverance" prima por ser um verdadeiro marco do cinema dos anos 70 que ousou em jogar com assuntos da agenda política da altura. É uma experiência intensa, nervosa, que sobreviveu ao teste do tempo e que contém algumas cenas que ficaram vincadas na cultura popular, nomeadamente aquela em que a frase "I'm gonna make you squeal like a pig!" é proferida. Esta cena continua a ser completamente aterrorizante e um bom exemplo do quão transgressor foi o filme na sua época. Jon Voight, Burt Reynolds, Ned Beatty e Ronny Cox dão interpretações sentidas e recheadas de nuances, reclamando toda a nossa atenção e colocando-nos em conflito com os nossos próprios padrões morais. Atualmente são poucos os thrillers que conjugam tanta inteligência, minimalismo e visceralidade. Nomeado para 3 Óscar.
No filme Amargo Pesadelo (Deliverance), ocorre esta cena inesquecível que ficou conhecida como "Duelo de Banjo" apesar de um deles tocar um violão....... O homem com o violão desafia um menino mudo e limítrofe, com um banjo, e é incrível esse duelo! Um dos mais bonitos do cinema!!!!
Sinopse: Filme de 1972 - Diretor: John Boorman - com (John Voight e Burt Reynods).
O Rio Chatooga, nos montes Apalaches, vai ser represado e com isso um lindo vale será destruído. Como última aventura, quatro amigos: Lewis Medlock (Burt Reynolds), Ed Gentry (Jon Voight), Drew Ballinger (Ronny Cox), Bobby Trippe (Ned Beatty), homens extremamente urbanos, resolvem fazer uma última aventura descendo as corredeiras do rio, em busca de adrenalina, emoção e maior contato com a natureza.
Abaixo, o espetacular vídeo da cena conhecida como "Duelo de Banjo".

video

Lula pelego?

Lula, a chamada "metamorfose ambulante", não se tornou ele próprio um pelego? Assim como defendeu a gastança dos sindicatos em nome da autonomia sindical, agora defende sua própria gastança na Presidência em nome da segurança nacional. Isso me lembra uma historinha de 1980, bem no início do PT, quando João Figueiredo estava no governo e Lula estava para ser julgado na Lei de Segurança Nacional. Junto com alguns outros, eu o acompanhei numa viagem à Europa e aos Estados Unidos em busca de apoio. Como outros na comitiva, eu acreditava piamente que tudo era em prol da liberdade sindical e da democracia, e as coisas caminharam bem, colhemos muita simpatia e apoio nos ambientes democráticos e socialistas que visitamos. Mas, chegando à Alemanha, fomos surpreendidos pela recepção agressiva do secretário-geral do sindicato alemão dos metalúrgicos. Claro, ele também era a favor da democracia e estava disposto a defender os sindicalistas. Sua agressividade tinha outra origem: o sindicato alemão que representava havia enviado algum dinheiro a São Bernardo e cobrava do Lula a prestação de contas! A conversa, forte do lado alemão, foi num jantar, e não permitia muitos detalhes, mas era disso que se tratava: alguém em São Bernardo falhou na prestação de contas e o alemão estava furioso. Lula se defendeu como pôde, mas, no essencial, dizia que não era com ele, que não sabia de nada.
A viagem era longa. Antes da Alemanha, havíamos passado pela Suécia, e fomos depois a França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Em Washington, tivemos um encontro com representantes da AFL-CIO, e ali repetiu-se o mesmo constrangimento. Embora não tão agressivos quanto o alemão, os americanos queriam prestação de contas sobre dinheiro enviado a São Bernardo. Mas Lula, de novo, não sabia responder à indagação referente às contas. Ou não queria responder. Não era com ele.
Do artigo do Prof. Francisco Weffort

sexta-feira, abril 18, 2008

LULA ESTÁ... ONDE O PROBLEMA NÃO ESTÁ!

O presidente que vive a escapulir da capital nem pensou em visitar as cidades do Nordeste arrebentadas pelas enchentes. Assim como não cogitou pisar em Jacarepaguá, em Campo Grande ou na Baixada Fluminense, focos dramáticos de dengue. Na Roraima dos arrozeiros, nunca apareceu. Podia tirar a limpo ele mesmo as denúncias de trabalho escravo, mas deixar o palácio para se enfiar no interior do Pará? Pelo jeito, o acidente da TAM estreou um protocolo - Lula, lembre-se, ignorou Porto Alegre e São Paulo e guardou silêncio por dias. Criar uma agenda positiva não é algo trivial na administração pública. Mas Lula leva ao extremo a decisão de só sair na boa. Além de fugir de Brasília, mantém distância das outras desgraças da República.

GABEIRA E A BOLSA-DITADURA!

1. A revista Veja em matéria sobre a bolsa-ditadura - O Preço de um ideal - traz análises e depoimentos sobre o sentido de solicitar indenização, na linha do que escreveu o Millor Fernandes: - Era uma revolução ou um investimento?

2.
No corpo da matéria cita: “O direito a indenização deveria se restringir aos casos de comprovado e irreparável prejuízo", diz o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), que foi preso e exilado, mas não pediu um centavo por isso.


3.
Mais ou menos, diria este Blog. Pediu sim, embora indiretamente. Pediu que se contasse como tempo de serviço para aposentadoria o período em que foi perseguido. Claro que tem um impacto financeiro, forte, definitivo e com direito a pensão de dependentes. Imagine se todos os exilados, presos, que ficaram em clandestinidade, pedissem essa contagem? Quem pagaria, se não os cofres do Tesouro, aliás, da Previdência Social? Aliás, o mesmo caminho do ex-presidente do PT e deputado, José Genoíno. Vejamos.


4.
'Nº Processo: 2003.01.20837 Requerente: Fernando Paulo Nagle Gabeira.

Data/Descrição: 19/03/2008 / Setor de Análise - 16/10/2007 - Setor de Protocolo e Diligência - 04/10/2007 / Setor de Protocolo e Diligência - 08/05/2007 / Setor de Análise - 11/04/2007 / Setor de Análise - 21/02/2006 / Setor de Análise - 07/07/2004 / Juntada de documentos - 27/06/2003 - Remessa de Processos à 1ª Câmara. Encontrados 8 andamentos.

PENSILVÂNIA DEVE FECHAR A DISPUTA DEMOCRATA NOS EUA!

É preciso estar atento às primárias na Pensilvânia, previstas para o próximo dia 22, quando praticamente se decidirá a disputa entre Barack Obama e Hillary Clinton pela indicação do Partido Democrata à Presidência dos EUA. Estarão em jogo 188 delegados decisivos para manter vivas as chances de Hillary. Os analistas acham que ela já perdeu.

quinta-feira, abril 17, 2008

ÁREA DEMANDADA EM TODO BRASIL, SOB O ARGUMENTO DE ANTIGOS QUILOMBOS É IGUAL AO ESTADO DE SÃO PAULO!

1. Este Blog recebeu de um oficial de patente máxima das FFAAs um material a respeito das conseqüências da hiper-flexibilização do conceito de quilombos e do uso político que está sendo feito pelo INCRA, fora de suas atribuições, com atropelamento da legislação e das decisões judiciais. Caso está na órbita do STF que deve decidir nas próximas semanas.

2.
A auto-declaração, o aceite para qualquer reunião no passado, a desnecessidade de uso capião, a possibilidade de atribuir-se a ocupação em qualquer tempo, mesmo que séculos atrás sem presença por este tempo, etc... está produzindo um abuso de gigantescas proporções.


3.
Paradoxalmente, a maior área demandada em hectares está no Amazonas, onde a escravidão não teve nem de longe a proporção e significado que teve no Nordeste e no Sudeste. E por que no Amazonas?


4.
Em Porto Alegre a demanda está alcançando quase 100 locais. No Rio até o local da Ordem Terceira é demandado, além de Parque na Fonte da Saudade e o Alto-Leblon quase todo. Marambaia é outro exemplo, com história que impede aquela interpretação.


5.
Os textos do INCRA introduziram a expressão "território" o que incorpora a possibilidade de autonomia e demarcação. Estes "territórios" uma vez demarcados deixam de pertencer a ocupantes individuais e passam a ter controle coletivo, abrindo uma brecha de extrema gravidade no futuro da integridade territorial brasileira. Coincidentemente muitas das áreas demandadas são de alto valor, sem nenhuma fixação recente de possíveis descendentes nelas.


6.
ONGs estrangeiras financiam tais demandas oferecendo recursos para o encaminhamento das auto-declarações.

quarta-feira, abril 16, 2008

ÁLVARO DIAS - "Se houve conspiração, Lula é o responsável"

Senador diz que dossiê sobre FHC foi obra de petistas contra Dilma, mas admite que oposição é incapaz de abalar o presidente

Por OCTÁVIO COSTA E RUDOLFO LAGO
Qualquer que seja o resultado das investigações que serão conduzidas pela Polícia Federal a respeito do vazamento de informações sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua mulher, Ruth – que a oposição batiza de dossiê e o governo chama de banco de dados –, um ponto a essa altura é incontestável: o senador Álvaro Dias (PSDBPR) é um dos personagens centrais desse enredo. Os papéis passaram pelas suas mãos antes de se tornarem públicos. Nesta entrevista à ISTOÉ, o senador oposicionista confirma que teve acesso aos documentos e invoca o direito constitucional de sigilo da fonte para não dar explicações sobre quem lhe levou a papelada. É mais um episódio da guerra pesada que governo e oposição travam no Congresso. Dias, porém, aposta que o vazamento do documento que chamusca a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a abate em plena tentativa de vôo presidencial, é obra do “fogo amigo” petista que tornou-se público numa manobra precipitada, com o propósito de constranger Dilma. “Nessa selva petista, tucano não sobrevive”, ironiza o senador. O fato é que a papelada, seja qual for seu autor e seu objetivo, serviu de motivação para que Dias voltasse a exercer seu estilo pesado de oposição. No episódio do mensalão, Dias foi o primeiro político adversário a pedir claramente o impeachment do presidente Lula. Para Dias, a oposição perdeu, ali, por timidez, a sua melhor oportunidade de abater Lula. Hoje, padece de um discurso incapaz de retirar o presidente dos seus altos índices de popularidade e enfrenta dificuldades para se manter unida. Lula, na opinião de Dias, é o político “com maior capacidade de transferência de votos” que ele já conheceu nos seus mais de 30 anos de vida política. Isso dá a medida do quanto poderá ser renhida a disputa eleitoral em 2010. Abaixo, a entrevista que Dias concedeu à ISTOÉ em seu gabinete no Senado.
ISTOÉ – Foi o sr. que vazou para a imprensa o dossiê sobre os gastos do presidente Fernando Henrique e dona Ruth?
Álvaro Dias – Evidente que não. O dossiê existe. Isso está comprovado. Foi formatado na Casa Civil. A própria ministra Dilma Rousseff anunciou- o, em São Paulo, quando disse: “Temos uma bala na agulha, não vamos apanhar quietos, estamos fazendo um levantamento sobre os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso.” Logo em seguida jornais noticiaram que o governo preparava um dossiê. E coincidentemente o líder do governo no Senado (Romero Jucá) vinha propor a instalação da CPI, mudando a estratégia oficial. Antes, a tentativa de impedir, e, agora, o desejo de instalar. Na esperança de confundir as coisas, desviando o foco para o governo passado.
ISTOÉ – Esse teria sido, então, o objetivo do dossiê?
Dias – Na verdade, houve um duplo objetivo. Primeiro, confundir a opinião pública. E o outro, intimidar a oposição, chamando-a para entendimento. Aliás, o equívoco foi quando ocorreu a elaboração de um requerimento a várias mãos propondo instalar a CPI na Câmara dos Deputados. Nós não dependemos da maioria para instalar CPI no Congresso. Outro equívoco, a meu ver, foi incluir o governo passado. Não havia nenhuma denúncia formalizada.
ISTOÉ – Se a estratégia era essa, como o sr. explica o vazamento?
Dias – O vazamento é a conseqüência. Não existiria vazamento, se não existisse o dossiê. Há uma diferença entre o banco de dados, que existe, e o dossiê, que também existe. Ambos são filhos de uma mesma construção. A identidade é que é diferente. No banco de dados não vão se encontrar nomes como dona Ruth, Arthur Virgílio, Aloísio Nunes. Lá serão encontrados os nomes dos coordenadores das despesas, hoje chamados de ecônomos. Já no dossiê, há uma coluna à direita, de “Observações”, onde se configura um modelo diferente, com os nomes das pessoas e algumas observações que demonstram a má-fé.
ISTOÉ – Como o levantamento chegou a suas mãos?
Dias – Eu não fui fonte das informações, como alguém alegou. Fui ouvido por vários jornalistas, manifestei minha opinião e disse que vi páginas do dossiê. Na verdade, algumas pessoas tiveram acesso a essas informações. Como elas chegaram, não sei dizer. Mas é muito fácil a Polícia Federal descobrir. Estranho é anunciar que a PF vai investigar o vazamento e não investigará a feitura do dossiê. O substantivo é a existência do dossiê, que possibilitou o seu vazamento.
ISTOÉ – Os dados, então, já circulavam pelo Senado?
Dias – A notícia sobre a existência do dossiê circulou desde o início de fevereiro. Então, veio o esforço do governo propondo a CPI no Senado inicialmente, depois se acabou aceitando a CPI mista, numa negociação que realmente não ficou bem. É claro que os farejadores começaram a perseguir esse dossiê e a buscar informações. Eu tive acesso às informações na semana anterior à divulgação. Tive notícias de que outras pessoas também viram. As pessoas temem se apresentar como fonte porque alegam tratar-se de informações sigilosas. Mas não são.
ISTOÉ – Se as informações não são sigilosas, por que o sr. não revela sua fonte?
Dias – Há um erro quando se questiona um senador sobre fontes. As pessoas parecem esquecer que o artigo 56 da Constituição, em seu parágrafo sexto, assegura ao parlamentar não revelar as fontes das suas informações. O sigilo da fonte é essencial no processo democrático, principalmente num país como o nosso, em que os escândalos de corrupção pipocam. Quem ofereceria informações delicadas à imprensa se não tivesse certeza do sigilo? É claro que comprometeria o processo de investigação.
ISTOÉ – O sr. acredita na tese de conspiração contra a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência?
Dias – Se há conspiração é interna corporis. É uma conspiração doméstica, familiar. Essa ave tucana não sobrevive nessa selva petista do Palácio do Planalto. Se houve conspiração, o presidente da República é o grande responsável. Ele antecipou o processo eleitoral, a meu ver, indevidamente. O PT é um partido de facções. É possível que isso tenha despertado o conflito interno. Eu não saberia assegurar se houve conspiração doméstica e se o presidente deu combustível para o fogo amigo. No vazamento, houve uma precipitação. Talvez alguém que não morra de amores pela candidatura da ministra tenha atravessado o cronograma estabelecido.
ISTOÉ – O sr. vê relação entre os problemas da ministra e a tese da reeleição do presidente Lula?
Dias – Há forte suspeição de que tenha havido aí uma estratégia do presidente. O lançamento da candidatura da ministra seria uma forma de desviar o foco, enquanto ardilosamente se prepara o plano para um terceiro mandato. Até porque a ministra não tem grande apelo popular. Portanto, pode ter sido o modelo ideal para o presidente ocupar o espaço e viabilizar o projeto de terceiro mandato. O deputado autor da proposta na Câmara (Devanir Ribeiro, do PT de São Paulo) é do círculo de amizades do presidente. Enquanto o presidente afirma não desejar o terceiro mandato, o deputado continua agindo. Nós temos o direito de acreditar numa encenação do presidente.
ISTOÉ – A oposição denuncia erros e corrupção do governo, enquanto o presidente vive uma popularidade jamais vista. Por que isso acontece?
Dias – O País está dividido ao meio. Essas denúncias encontram eco numa parte da sociedade, que independe dos programas assistencialistas do governo. Mas isso não tem sido suficiente. O presidente Lula tem, de fato, uma popularidade surpreendente. É o líder político com a maior capacidade de transferência de votos que eu já conheci em 33 anos de mandato eletivo. A minha conclusão é que a população pobre cultiva a virtude da gratidão e responde aos benefícios diretos que recebe. E iludem-se os que acham que seja só o Bolsa Família. O presidente Lula hoje tem uma imagem tão forte que anulou seus coadjuvantes. Eles não existem. É por isso que a população não sabe os nomes dos seus ministros. O governo Lula é Lula. Houve ainda um aparelhamento do Estado e a criação de uma relação de promiscuidade com os movimentos sociais, em convênios ministrados pelos ministérios que vão parar em ONGs ligadas a esses movimentos.
ISTOÉ – Falta à oposição um discurso para essa parcela diretamente beneficiada pelas políticas sociais do governo?
Dias – Falta. A oposição sente-se impotente diante desse arsenal cuja montagem surpreendeu. A verdade é que houve um certo receio da oposição em criticar o governo Lula. Um receio de que prevalecesse a teoria do preconceito. De que estamos criticando Lula porque é um operário e nós da elite estamos combatendo o homem. A oposição tornou-se tímida. O movimento oposicionista cresceu durante a crise do mensalão, mas a oposição perdeu a oportunidade. Eu defendia que se instaurasse ali um processo de impeachment porque havia condições para isso. Reconheço que poderia não haver apoio popular. Mas a obrigação da oposição era propor a instauração do processo, mesmo que o impeachment não viesse a ocorrer. A verdade é que a oposição não ocupou os espaços e não teve capacidade de mobilizar a opinião pública.
ISTOÉ – E agora, em 2008, a oposição pode ter sorte melhor?
Dias – Eu não confundo eleição municipal com eleição federal.
ISTOÉ – Mas o presidente Lula confunde, ele está federalizando as eleições.
Dias – É verdade. O presidente tenta transferir a sua popularidade para aparelhar os municípios com seus prefeitos. É legítimo. Quer aumentar a força eleitoral. Mas não estará em discussão o governo Lula na eleição municipal. São peculiaridades locais. É o caso da aliança entre PSDB e PT em Belo Horizonte. Isso acontece porque os partidos não são unitários e ideológicos. O espectro partidário é o “samba do crioulo doido”. Não há programas, não há ideais. As condições locais é que prevalecem.
ISTOÉ – A aliança entre o PSDB e o DEM está prestes a se acabar?
Dias – Acho que temos de manter a boa relação, principalmente em função da atividade no Legislativo, nessa tarefa difícil de fazer oposição ao presidente Lula. Eu não vejo problemas em que ocorram confrontos entre o PSDB e o DEM nas eleições municipais. Mas alguns deveriam ser evitados. É o caso principalmente de São Paulo. Eu acho que se devem realizar todos os esforços para se estabelecer um projeto único. Há uma relação muito forte entre o Gilberto Kassab e o José Serra. O Kassab é da maior lealdade ao Serra. Eu imagino que seja possível, com uma presença forte do Serra, haver um entendimento. A favor do mais forte. Que não se coloque desde já que é o Geraldo Alckmin. Que se estabeleça um prazo: final de maio. Quem estiver mais bem situado apóia o outro.
ISTOÉ – Se não houver o entendimento, há risco de se perder a eleição?
Dias – Não creio. Acho que Marta Suplicy tem um teto. Haverá segundo turno, e no segundo turno, se não estiverem unidas, as forças de Kassab e Alckmin se unirão. Alckmin é o favorito. É um político já testado no Executivo, que administrou um Estado tão importante, com a complexidade que tem São Paulo, com baixa taxa de rejeição. Isso é um patrimônio extraordinário.
ISTOÉ – Em 2010, o sr. considera possível derrotar um candidato apoiado pelo presidente Lula?
Dias – Sim, porque a transferência de votos tem limites. Não é ele o candidato. Por maior que seja o esforço do presidente Lula com relação aos candidatos postos, a oposição é a grande favorita para 2010.