"Especialismo é saber-se cada vez mais de cada vez menos até saber-se tudo de nada; do mesmo modo que generalismo é saber-se cada vez menos de cada vez mais, até não se saber nada de tudo." (William James)
terça-feira, agosto 19, 2008
segunda-feira, agosto 18, 2008
A fórmula matemática da corrupção
O economista americano Robert Klitgaard (foto), que estuda o fenômeno há décadas e é considerado um papa do assunto, deu-se ao trabalho de criar uma fórmula para explicar a corrupção: C = M + D - A. Corrupção seria o resultado de "monopólio" (M), mais "critério próprio" (D, do inglês "discretion"), menos "responsabilização pública" (talvez a melhor forma de traduzir "accountability", o A da fórmula). Ou seja, para Klitgaard, o clima que permite o avanço da corrupção é marcado por monopólio em alguma atividade, decisões tomadas com critérios pessoais e resultados que não são alvo de responsabilização pública, não há cobrança sobre o que foi feito.Fonte: BBC
Imprensa e comunicação nas eleições
Uns dez anos atrás a pesquisadora norte-americana Kathleen Jamieson (foto) - provavelmente a mais importante em matéria de comunicação política - realizou uma mega-pesquisa com base na Universidade da Pensilvânia, onde com um grupo de cinco mil pesquisadores fez o levantamento detalhado de todas as eleições presidenciais nos EUA desde Kennedy.O resultado da pesquisa deu origem a um livro - "O que você pensa saber sobre eleições e porque você está errado" - , infelizmente não traduzido comercialmente para o português. Este Blog destaca aqui duas conclusões desse enorme e importante trabalho.
A primeira é que a imprensa nas eleições cobre a estratégia eleitoral e não programa, propostas e conteúdo. As matérias sobre programas e propostas surgem como obrigação na imprensa, mas são maçantes e massudas e ninguém as lê ou as memoriza. O que a imprensa cobre mesmo em eleições são as estratégias dos candidatos e as pesquisas. É isso que diagrama, destaca e edita, adequadamente. Os candidatos devem cumprir a agenda da imprensa sobre propostas, disciplinada e burocraticamente. Em temas não polêmicos, qualquer assessor pode responder, tanto faz.
Estratégias de campanha são as ações dos candidatos no sentido de multiplicar sua imagem positiva, e - principalmente - atingir a imagem dos adversários. As declarações que saem como flechas picantes, desconstituintes e as análises das pesquisas (por que desceu, por que subiu) são o que interessa a imprensa e que vai produzir uma edição mais saborosa. Não discuta com as pesquisas. Em dois dias a dor passa.
Outro ponto a destacar é sobre que tipo de comunicação (spot em TV, por exemplo) produz maior impacto. Jamieson chama o comercial propositivo ou de elogios ao candidato de "Defensivo", e diz que esse é o que menos impacta e menos memória produz. O comercial "Negativo" - a critica ao adversário, gera um mal estar inicial a quem vê - mas tem resultado superior ao "defensivo", especialmente num prazo maior. Finalmente destaca o que produz maior impacto e memorabilidade: é o comercial de "Contraste", onde o candidato se compara com seu adversário mostrando o que "fez-faz-faria", um e outro. Os comerciais de Clinton foram especialmente competentes na comunicação por contraste.
quinta-feira, agosto 14, 2008
quarta-feira, agosto 13, 2008
DEBATES ELEITORAIS! ALGUMAS DICAS!
1. O debate eleitoral na TV e Rádio têm dinâmicas diferentes. Na TV o que vale é a imagem. Voz escandida, tranqüila, sorriso-Reagan (clique aqui e aqui e lembre-se de Reagan o político que melhor usou a TV). Num debate de 1 hora e meia entre 4 candidatos - incluindo o tempo ocupado pelo locutor-coordenador - cada um fala uns 15 minutos e assim mesmo de forma fatiada. Na rádio a audiência mais importante é a cobertura da imprensa no dia seguinte. Portanto fatos novos ou pegadas firmes serão mais importantes se ganharem os jornais na cobertura.2. Na TV o importante é a imagem nunca ser derrotada, independente de perguntas e respostas. Desmontar a imagem dos outros na telinha (deixá-los nervosos, irritados) e manter a sua é que é o básico. Mesmo se você for atingido, mantenha a imagem como se você estivesse tranqüilo e superior. A câmera só estará em você quando você falar. Você tem tempo para se programar.
3. Em qualquer debate, quem pergunta deve estar na verdade perguntando a si mesmo. O outro é apenas a escada para a pergunta voltar a você. Quem responde tem a vantagem de falar por último. Essa sua última fala deve ser bem pensada, mesmo que saindo do tema, e lançando - com tranqüilidade - ao outro o desconhecimento e despreparo. Nunca podem subir a ofensas, pois dão direito de resposta. Uma afirmação tranqüila e incisiva vale muito mais. Não se esqueça do sorriso-Reagan.
4. Duda Mendonça em seu blog diz assim:
a) O que fica de um debate para o público é muitas vezes, uma frase de efeito, uma formulação clara e feliz, uma jogada desconcertante, uma postura precisa, uma atitude, um gesto. Aliás, o gesto é de fundamental importância. Um debate é primordialmente algo teatral. TV não é para se gritar como em comício. Na TV se conversa, argumenta, se convence. Você está muito próximo do telespectador, talvez a um metro de sua cama.
b) Evitar extrapolar o tempo das respostas, para não ser cortado pelo apresentador. O descontrole do tempo é visto como despreparo por alguns eleitores. Na TV, expressão conta muito, muito mesmo. Já entre com cara de vencedor. O visual conta muito. Peça a seus assessores que façam durante o treino as 10 perguntas que você não gostaria que lhe fizessem de forma alguma.
c) O público espera um candidato sincero, verdadeiro e equilibrado. Quem só ataca perde simpatia. O que mais conta no debate é o carisma, a sinceridade, o preparo e a capacidade de comunicação de cada um.
“A ecologia, outra grande vítima da crise”!
Trechos do artigo do historiador Paul Kennedy (foto) dia 22 de julho1. Há muitos perdedores no nosso mundo de gasolina e de alimentos caros: os pobres em quase todas as partes, os extratos mais baixos das classes médias, as companhias aéreas, as empresas de importação de alimentos. E, agora, aparece uma nova vítima: o sonho ecologista de conseguir um mundo mais sustentável, equilibrado e eqüitativo.
2. A lista de retrocessos é longa. Enquanto no norte voltam as estufas à lenha, nos trópicos há comunidades que cortam as florestas com mais intensidade do que nunca, e, na Índia, os mais pobres queimam estiercol e um querosene de procedência duvidosa. Mais ainda, o Congresso dos Estados Unidos da América recebe fortes pressões para aumentar as perfurações e as extrações em plataformas marítimas. Muitos Governos querem voltar à energia nuclear e prevêem construir dezenas de novos reatores, que se unirão a numerosas novas fábricas alimentadas pelo carvão.
3. Assim, não tenho a menor dúvida de que os argumentos em favor da produção de alimentos transgênicos têm muito mais possibilidades de ser aceitos hoje do que há 10 anos; se há a necessidade de escolher entre as necessidades de alimentação de 6.500 milhões de pessoas (em 2050, talvez 9.000 milhões) e os temores sobre os alimentos transgênicos, o resultado parece claro.
4. A intensificação das perfurações de petróleo em zonas delicadas, o regresso da energia nuclear, as pressões sobre as florestas tropicais e boreais, a preferência pelo etanol procedente do milho, a possibilidade crescente do recurso à agricultura transgênica e a um maior uso de fertilizantes, e o impulso dado ao protecionismo agrícola do Primeiro Mundo são elementos que suscitam pessimismo entre os amigos da terra. E deveriam suscitar também entre nós.
terça-feira, agosto 12, 2008
Paralelismos entre Argentina e Brasil
Aqui a votação da CPMF deu o primeiro sinal. Lá foi a votação das retenções móveis na última semana.Em entrevista ao Clarin, o politólogo e historiador argentino Natalio Botana (foto) analisa do ponto de vista da teoria, da história e da dinâmica política argentina, a votação no senado decidida em voto de minerva pelo vice-presidente contra o governo. Abaixo trechos de suas respostas.
1. É muito interessante o que ocorreu, porque toca a questão central da representação parlamentar. A quem responde o parlamentar ? Ao partido? A seu estado? A sua liberdade e consciência? A raiz do Parlamento consiste em que o representante é livre, não tem um mandato imperativo, nem de sua região, nem dos cidadãos. Esse é o mistério da representação política cuja teoria começou a esboçar-se a fins do século 18.
2. Desde o ponto de vista do que é um Parlamento e das funções de um vice-presidente, Cobos atuou com absoluta coerência. Pela primeira vez um vice-presidente serve para decidir nesse momento crucial, como manda a Constituição: desempatar no Senado.
3. Aqui se produz outro cruzamento muito importante entre representação política e mobilização cidadã. Isso que - com muito cuidado - chamo do “poder nas ruas". Não há duvida nenhuma que essa cultura dos piquetes se estendeu por toda a sociedade argentina e atravessa todas as classes sociais. Aqui intervêm também os estilos políticos, que buscam as ruas, a panela, para pressionar as autoridades sem mediações. A Argentina oscila subjetivamente entre uma reprodução hegemônica do Poder Executivo e a reação que frente a isso produz o poder das ruas.
4. Teria sido terrivelmente grave para o país que este conflito tivesse sido resolvido nessa relação cara a cara entre um Poder Executivo hegemônico e o Poder das Ruas.
5. Uma das chaves da política que está em marcha desde 2003, é a combinação de um federalismo político muito ativo no plano eleitoral com um unitarismo fiscal que reforça o poder do Executivo para alocar sanções à oposição e recompensas aos leais, o que exige uma reforma fiscal abrangente.
ALHEAMENTO
A pesquisa do Ibope realizada entre 15 e 17 de julho - vem prejudicada pelos fortes acontecimentos que comoveram a opinião pública carioca naqueles dias, com a tragédia da morte de um menino fuzilado por uma ação desastrada da polícia. Nem o Ibope, nem o Estado de SP, nem a TV Globo tem culpa. Mas esta é uma pesquisa que deve ser desconsiderada. A taxa de não-voto (nulo+branco+não sabe+não respondeu) cresceu para 32% (uma semana antes eram 20%). Todos caíram. Mas quando há um choque de opinião, a distribuição dos que desistiram de escolher candidato é totalmente aleatória e portanto qualquer um poderia ter caído mais ou menos. No caso dos 3 que estão empatados em terceiro lugar há 45 dias, estatisticamente não há diferença em função do aumento do não-voto em 50%.Mas é mais complexo do que isso. As pesquisas que vão se sucedendo mostram uma enorme volatilidade de quase todos os candidatos. Muitas vezes uma mesma porcentagem não traduz um mesmo perfil de eleitor. Analisando um período de 3 meses, o que menos flutua sob qualquer ponto de vista é o candidato do PSOL, sempre na faixa dos 5%.
Este Blog já chamou a atenção quanto a inexistência de pré-campanha em 2008, seja pelos limites da legislação, seja pelos fatos de grande repercussão que ocorreram no primeiro semestre e desviaram a atenção. A pesquisa do Ibope se comparada a outras e se supõe, as anteriores do próprio Ibope mostrou um aumento de pelo menos 12 pontos no "não-voto".
Em Belo Horizonte, esta mesma pesquisa do Ibope-ESP-TVG dá ao candidato do governador e do prefeito da capital, com toda a divulgação de imprensa, meros 8%. Os líderes têm 17% e 14%. Mas o surpreendente é que em BH, o "não voto" alcançou nessa pesquisa 49% das intenções de voto. Rio e Belo Horizonte são as capitais em que as Taxas de Alheamento, são as maiores do Brasil.
O melhor que fariam os contratantes dessa pesquisa num quadro de clamor público é deixá-la de lado, esperar um pouco, e contratar outra.
segunda-feira, agosto 11, 2008
Quem é Julio Cobos, um traidor?
No afã de transformar a oposição em sub-legenda de seu grupo, e de eliminar os partidos na Argentina transformando a todos em sub-grupos seus, Nestor Kirchner foi cooptando a todos os políticos, especialmente os do centenário e tradicional Partido União Cívica Radical - de marca histórica democrática e liberal. Cobos (foto) depois de ter sido secretário de obras públicas na Cidade de Mendoza, foi eleito governador da Província de Mendoza.em 2003. Cooptado por Kirchner - passou a fazer parte da ampla frente de adesistas que este montou para eliminar a oposição e o Congresso.Chamado a integrar a chapa de Cristina Kirchner como vice, Cobos dava curso a anti-política e ao projeto autoritário do presidente Nestor Kirchner. Nas eleições presidenciais deu certo, e Cristina venceu avassaladoramente no primeiro turno. Mas a inorganicidade tem seu preço, pois Cobos aderiu à salada mista de Kirchner, mas sua base e referência políticas, não desapareceram. E sua adesão era a um governo com aprovação de 60% e uma economia crescendo 9% ao ano com inflação de 10%.
Bastou que sua base regional se movimentasse em sentido contrário que a popularidade de Cristina despencasse, que a economia passasse a crescer quase a metade e que a inflação de fato chegasse a 25%, que os laços inorgânicos de adesão se mostrassem frágeis e o nó desatasse, fazendo Cobos retornar a sua posição de origem. Ou seja: não houve traição. Traição havia ocorrido antes, na cooptação. O voto dele como presidente do senado, esse sim foi orgânico.
É bom que por aqui todos aprendam a lição. É só esperar para se ver que a - arghh! - base aliada, é frágil, volátil, inorgânica, e se dissolverá quando a porca se torça e o ciclo se inverta.
COMO O ELEITOR DECIDE O VOTO?
A decisão de voto não é uma simples reação do eleitor à comunicação dos candidatos, apoiada nas prioridades ditadas pelas pesquisas. Muitas vezes temas que as pesquisas apontam como relevantes não estão na equação do eleitor de decisão de voto. Se fosse tão simples, candidatos com o mesmo tempo de TV, com publicitários competentes, abordando os mesmos temas, terminariam empatados.O primeiro nó do diagrama que o eleitor ultrapassa é separar entre os candidatos aqueles que acha que pode confiar. Os demais podem ter o tempo de TV que tiverem, e os publicitários mais competentes, que estarão - para este eleitor - fora do jogo. Depois o eleitor fecha sua atenção nesses e avalia o que será melhor para ele, seu bairro e sua cidade.
O ponto chave é menos a comunicação direta com os eleitores e mais a comunicação que faz - que será sempre parcial - ter o poder virótico de produzir fluxos de opinião de quem se convenceu, em direção aos demais - entorno de eleitor convencido a entorno de eleitor convencido.
Por isso a imagem, e os compromissos dos candidatos devem ser formulados e comunicados, de maneira a que o eleitor receptivo, o repasse e multiplique. É assim que a opinião publica em torno de uma candidatura se formará. As pesquisas são fundamentais: desde que bem usadas. De outra forma não servem para nada e é melhor ver na TV e ler nos jornais, pois se economiza dinheiro.
A internet pode ser um veiculo de deflagração e impulsão. Mas se mal usada, estressa e produz o movimento ao contrário. É como se o candidato fosse um chato. Portanto sempre é bom consultar quem entende desse veiculo, e ler alguma coisa de marketing de guerrilha e em especial dos pontos com potencial virótico.
Finalmente é bom lembrar que quase não existe eleitor definitivamente decidido. Ou melhor, que esses talvez passem um pouco dos 5%. Sempre haverá tempo para crescer. A eleição - como dizia o Chacrinha: "acaba quando termina".
JOAQUIM NABUCO
Se um politólogo tiver que destacar uma análise política de conjuntura no século 19, que tenha sido substantiva, com uso adequado e coerente dos instrumentos teóricos, certamente citaria "O 18o Brumário" onde Marx analisa a ascensão de Napoleão III na França. Publicou por capítulos em diário de Chicago e depois foi agrupado em livro mais tarde, clássico.Se pedirmos o mesmo para a América Latina, também no século 19, ter-se-ia dificuldade de destacar um texto. Recentemente foi reeditada a análise de Joaquim Nabuco (foto) ("Balmaceda" Ed. Cosacnaify) sobre o golpe do presidente Balmaceda em 1891 no Chile e a guerra civil que se seguiu nos 9 meses daquele ano. Nabuco - em 1895 - esgrima uma análise profunda e sofisticada, que equivale em qualidade ao 18 Brumário para a América do Sul.
Abaixo, trechos selecionados por este Blog:
a) Política silogística é a arte de construção no vácuo. A base são teses e não fatos; o material, idéias e não homens, a situação, o mundo e não o país, os habitantes, as gerações futuras e não as atuais.
b) A protelação sistemática força o Congresso à inação, transforma-o em uma espécie de teatro de declamação, faz com que ele funcionando se sinta tão paralisado e inútil como se não estivesse reunido.
c) Era um estado maior sem soldados. Mas era um núcleo, pequeno em número, porém compacto, com homens resolutos.
d) Balmaceda ao fechar o Congresso, não tinha outro pensamento senão fabricar, na presidência, à última maneira dos argentinos, um partido seu, pessoal, anônimo, composto do lumpen, e dos repelidos de todos os partidos independentes.
e) A análise tinha esse caráter de superficialidade brilhante, própria do jornalismo político.
f) Há que aperfeiçoar o sistema parlamentar até torná-lo como na Inglaterra, um relógio que marca os minutos da opinião pública, e não somente as horas, como o governo presidencial americano.
g) O direito de defesa é inerente ao funcionamento de todos os poderes do Estado, e inseparável da autonomia de cada um.
h) Não há nada que paralise mais a iniciativa de um político, que a glória.
i) As retiradas são o supremo esforço do general e exigem a máxima solidez da tropa. A um amigo que uma vez o comparava aos grandes generais da história, Moltke (marechal de Bismarck) interrompeu dizendo: - Ainda não comandei uma retirada.
j) O político tem de representar o seu papel até o fim.
l) O político deve ter cuidado com a desordem nas leituras. Nesse caso, o torna-se uma espécie de títere de biblioteca; deixa de pensar por si, de contar consigo. Um espírito assim, posto no governo, a sua marcha política só pode ser um eterno zigue-zague, as suas construções um labirinto, até que de repente se vê sem saída.
m) Durante anos alguns países sofrem os males da anarquia e julgam estar sofrendo os do governo pessoal.
Roberto Lavagna fala da situação da Argentina
BBC - Trechos.1. Quando saí do governo em dezembro de 2005, o superávit fiscal era de quatro pontos e meio em relação ao PIB, Nos últimos dois anos perderam-se dois pontos e meio. E a última modificação é a de permitir a queda no preço do dólar, hoje em torno de 3,04 e com perspectiva de caída maior. Essa é uma diferença fundamental.
2. O crescimento desacelerou sim. O crescimento real nos primeiros cinco meses deste ano deve estar em 5,5%, no máximo 6%. O governo fala em 8%, mas coloca os preços para baixo e eles estão subindo.
3. Nos últimos doze meses - maio a maio - a inflação efetiva na Argentina foi de 25%. Qual a razão? Gastaram dois pontos e meio do superávit fiscal e esse é um dos principais motivos.
4. O plano econômico durante quatro anos estava baseado em seis pilares: superávit fiscal alto, dólar alto, juros baixos, redução da dívida, consumo como motor do crescimento e dos investimentos e distribuição da renda. O superávit baixou, o dólar caiu, os juros subiram, a dívida voltou a subir, a inflação reduziu o poder aquisitivo da população e por isso, há pior distribuição da renda.
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