
2. "Esse poder publico tenta se justificar. Não se apóia absolutamente no futuro, mas ao contrário, restringe-se ao presente e diz candidamente: - Sou um modo anormal de governo, que é imposto pelas circunstâncias. Isto é pela urgência do presente, e não por cálculos em relação ao futuro.
3. Por isso sua atuação resume-se em fugir do conflito do momento; não em resolvê-lo, mas em escapar dele momentaneamente, usando de qualquer meio, mesmo a custa de acumular maiores conflitos para depois. Quando exercido diretamente às massas, o poder público sempre tem sido assim: onipotente e efêmero. Carece de projeto, segue a deriva. Por isso nada constrói, embora suas possibilidades, seus poderes, sejam enormes."
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